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Cresce a migração para a cabotagem

A crise diminuiu a velocidade de crescimento da navegação de cabotagem, mas, pressionados pelo aumento do transporte rodoviário e em busca alternativas de redução de custo diante da recessão, empresários de diferentes setores procuram conhecer o modal. A tendência é de que o movimento continue nos próximos anos: segundo pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), em 2015, para cada contêiner transportado pela cabotagem, ainda existiam 6,5 com potencial para migrar das rodovias para a navegação costeira.

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Gestão da frota amplia competitividade

Em tempos de crise, em que é preciso aliar menor custo operacional à maior produtividade e rentabilidade, a tecnologia tem sido uma grande aliada na gestão mais eficiente da frota. Um exemplo é o AngelLira FOX 3.0, lançado há um mês pela AngelLira, que há 15 anos atua no monitoramento de risco, gestão de operações logísticas e controle de jornada do motorista. Com 2 mil unidades já instaladas, o equipamento auxilia a parte logística de transportadoras e embarcadoras com uma redução de cerca de 10% o custo total do transporte.

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Jogo de obstáculos

Demanda em queda, custos em alta e perspectiva difícil. Essa combinação deverá afetar o setor de transporte de cargas em 2016, o que trará uma série de desafios para toda a cadeia logística. Pressionados pela recessão, transportadores deverão focar no corte de custos e adiamento de renovação de frota. Operadores logísticos, que são mais integrados, devem continuar buscando consolidação das posições.

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Incertezas podem afetar concessões

Lançado em 2007, o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) é um dos indutores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das concessões de transportes nos próximos anos. A ideia é reequilibrar a matriz de transportes, reduzindo a participação das rodovias, por onde circulam 60% das mercadorias nas contas do governo e 67% nos cálculos do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Uma das apostas de Brasília é conceder, ao longo dos próximos meses, R$ 198,4 bilhões em projetos de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias.

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Para atrair investimento, governo eleva taxa de retorno em ferrovias

O governo propôs às atuais operadoras de ferrovias uma taxa de retorno de 11,04% para balizar investimentos que serão exigidos em troca da extensão, por 30 anos, de seus contratos de concessão. Esse índice ainda será discutido em audiência pública aberta pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e está sujeito a mudanças, mas é o mais alto dos cinco anos da gestão Dilma Rousseff em qualquer área de infraestrutura.

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O potencial da cabotagem no Brasil

Ontem, eu comentei aqui o baixo uso da cabotagem no Brasil e os problemas com a forte presença do modal rodoviário, principalmente no transporte de longa distância. Pois hoje, o jornal Valor Econômico traz uma nova esperança a quem acompanha o tema. Apesar da queda na produção nacional, empresas de cabotagem vêm registrando crescimento no aumento do volume de cargas movimentadas. Para este ano, a Aliança acredita em um aumento de 5% na cabotagem, enquanto a Log-In festeja um crescimento de quase 13% de janeiro a setembro.

Naturalmente, em períodos de crise, as empresas buscam reduzir custos para tentar garantir os seus resultados, e os custos logísticos têm sido um dos principais alvos dos executivos pela sua forte participação na receita líquida das companhias (cerca de 8%). Olhando mais de perto, os executivos tendem a concentrar seus esforços na atividade de transportes, responsável por mais da metade dos custos logísticos das empresas brasileiras.

E é aí que modais como a cabotagem e o ferroviário se destacam, pois, seus custos chegam a ser seis vezes inferiores ao do modal rodoviário, principalmente em longos trajetos (em média, acima de 500 km na ferrovia e 1.800 km na cabotagem). Entretanto, como foi falado no post anterior, a precariedade da infraestrutura de transportes no Brasil, a carência na conexão entre os modais e o excesso de burocracia no País ainda emperram o avanço dessas alternativas, apesar do crescente interesse dos embarcadores de carga.

Para finalizar, vou deixar um número interessante: recentemente, ouvimos executivos das maiores empresas do Brasil e 6 entre 10 disseram que pretendiam aumentar o volume de carga movimentada por cabotagem até 2016, com um aumento médio de 45% nesse volume. A cabotagem tem potencial para crescer no Brasil, não?

 

Referências:

Panorama ILOS “Portos Brasileiros – Avaliação dos Usuários e Análise de Desempenho – 2015”

Jornal Valor Econômico – 15/12/2015

 

Suspensão de editais divide a ABTP

Insatisfeita com as minutas dos contratos de arrendamentos do leilão nos portos de Santos (SP) e Vila do Conde (PA), a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) pediu ontem, em carta, a suspensão dos editais à Secretaria de Portos (SEP), mas depois recuou.

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Governo quer estender concessões de ferrovias

Diante das dificuldades para se fazer novos leilões de ferrovia, o governo federal acelerou a negociação com as atuais concessionárias do setor com o objetivo de impulsionar investimentos. O plano pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos. Agora, a expectativa é que haja uma conclusão das conversas já no ano que vem.

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Prorrogação de contratos firmados antes de 1993 pode levar investimento a portos

O governo estuda estender o prazo dos contratos portuários pré­1993 que estão vencidos ou prestes a vencer, possibilidade que já não era mais cogitada. A maioria desses terminais permanece operando via liminar por considerar que tem direito a ficar na área, que é da União. “Há uma discussão com o Congresso e no governo para que seja feito um decreto presidencial que permita a operação dos pré­93”, disse ontem o ministro dos Portos, Helder Barbalho, no “Fórum Infraestrutura de Transporte”, do jornal “Folha de S. Paulo”.

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Tradings ratificam interesse na construção da ‘Ferrogrão’

A ferrovia mais desejada pelo agronegócio para o escoamento de grãos do Centro-Oeste está um passo mais próxima de virar realidade. As tradings Cargill, Bunge, Louis Dreyfus Commodities e Amaggi, consorciadas com a empresa de estruturação de negócios EDLP, já entregaram ao governo federal sua Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção do trecho ferroviário entre os municípios de Sinop, em Mato Grosso, e Miritituba, no Pará.

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