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A evolução da Internet of Things no Supply Chain Management

A Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), apesar de ainda ter bastante oportunidade de evolução, já não é mais novidade. Em 2015, nosso especialista Leonardo Julianelli já falava sobre o tema.

A IoT pode ser aplicada em toda a cadeia de suprimentos, trazendo benefícios para as diversas funções logísticas como na armazenagem, na gestão de estoques, no transporte, no atendimento à demanda e no customer service. Esses benefícios vão desde à redução de custos por meio da redução de desperdícios, redução do consumo de recursos e melhor uso dos ativos, até a melhora do nível de serviço ao agregar valores de tempo, lugar, qualidade e informação. Em resumo, a IoT viabiliza um novo patamar de eficiência operacional, além de criar serviços automatizados para seus clientes.

A aplicação da IoT no supply chain pode se dar em diferentes estágios, dependendo do nível de sofisticação tecnológica empregada:

1. Transparência de ativos

Com o monitoramento dos ativos por meio de sensores é possível registrar a sua utilização. Essa informação pode ser usada a posteriori para análises de produtividade, utilização e ociosidade dos ativos, gerando inputs importantes para tomada de decisão de ajuste de capacidade. Um exemplo seria acompanhar o uso de empilhadeiras, observando as horas do dia que são mais utilizadas e se há espaço para cortar alguma empilhadeira da operação. Dessa forma, por meio do conhecimento profundo de todos os ativos, é possível alcançar a maximização do seu uso.

2. Monitoramento e controle

Juntamente com o monitoramento do uso dos ativos, é interessante acompanhar o consumo de recursos e as condições desses ativos. Quanto estão gastando de energia, qual a temperatura, qual a vibração, são alguns exemplos de monitoramento que podem ser uteis para evitar desperdícios e avarias.

O projeto MoDe, apoiado pela União Europeia, é um exemplo de como o monitoramento e controle por meio da IoT pode reduzir os custos de manutenção de veículos. O projeto consiste no desenvolvimento de um caminhão que identifica de forma autônoma a necessidade de manutenção no momento certo e envia a informação para uma central de monitoramento. Essa central, que recebe os dados sobre as condições dos veículos em tempo real, direciona o veículo para a assistência técnica mais próxima. Dessa forma, evita-se a manutenção preventiva com base em dados históricos e estatísticas, o que pode inativar o veículo antes da real necessidade. Para conhecer mais sobre o projeto MoDe, assista o vídeo a seguir.

Outro exemplo de monitoramento e controle é o protótipo de Smart Bottle da Blue Label, apresentado no Mobile World Congress de Barcelona em 2015. O projeto consiste em um rótulo com sensor impresso com NFC (Near Fiel Communication), que transforma a Blue Label em uma garrafa inteligente. Por meio de um smartfone, o consumidor pode rastrear todo o caminho que a garrafa fez até chegar na gôndola e ainda ter informações sobre as condições do produto (se o rótulo foi violado, por exemplo). Este é um exemplo de como a IoT pode oferecer um melhor nível de serviço ao proporcionar o valor de informação ao cliente. O vídeo a seguir apresenta mais detalhes sobre essa ideia.

3. Otimização da Operação em Tempo Real

Neste estágio de implementação da IoT o objeto possui algoritmos que otimizam sua operação em tempo real, sem a interferência humana. Um exemplo seria o termostato de um frigorífico ligado ao controle de resfriamento, que aumenta ou diminui de intensidade automaticamente de acordo com a temperatura do ambiente de forma a otimizar o uso de energia. Assim a otimização acontece de forma automática, sem necessidade de uma análise de dados a posteriori para a tomada de decisão.

4. Automatização Completa do Sistema

Este é o estágio mais evoluído da IoT, quando os objetos interagem entre si e otimizam a operação como um todo em tempo real, sem necessidade de interação humana no processo. Um exemplo hipotético seria uma prateleira do armazém que atualiza o WMS em tempo real e identifica o nível de estoque dos produtos. Quando o estoque chega no nível mínimo, a prateleira se comunica automaticamente com o ERP do fornecedor e faz o pedido de acordo com os parâmetros programados.

 

Evolução da IoT - blog ILOS

Figura: Estágios do uso da IoT na operação

Atualmente a IoT ainda é muito dependente de interação humana, principalmente na análise dos dados e tomada de decisão. Por isso, ainda há muito espaço para a sua evolução. Espera-se que no futuro a conexão entre objetos e sistemas aconteça de forma completa, deixando para as pessoas as decisões mais estratégicas e o desenvolvimento dos algoritmos de otimização.

 

Referências:

Internet of Things e Nanotecnologia: aonde iremos chegar em Supply Chain Management

http://gtdc.org/wp-content/uploads/2016/06/Internet-of-Things_ATKearney.pdf

 

Como o lançamento do satélite brasileiro pode ajudar na logística?

No início de maio de 2017 foi lançado o primeiro satélite controlado inteiramente pelo governo brasileiro, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Com esse novo projeto, o Brasil deixará de alugar satélites de empresas privadas, além de ampliar a capacidade de telecomunicações e a cobertura de serviços de internet banda larga no Brasil. O foco será a oferta de banda larga para áreas de difícil acesso e o fornecimento de um meio mais seguro para transferência de informações civis e militares.

Saiba mais sobre o lançamento do satélite na reportagem a seguir:

https://globoplay.globo.com/v/5847163

Esta é uma notícia animadora para os entusiastas da Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), que pode ser definida como rede de coisas que se comunicam sem interação humana usando conectividade IP. A IoT é uma tendência com muitas oportunidades de aplicação na logística e no supply chain management. Ela pode ajudar trazendo mais valor para o cliente, contribuindo para a entrega do produto na forma, no tempo e no lugar mais adequados e, principalmente, viabilizando o fornecimento das mais variadas informações por meio de tecnologias de rastreamento, sensores e conexão. Por outro lado, a IoT também pode contribuir com o aumento de eficiência e redução dos custos na cadeia, ajudando com a redução dos desperdícios, otimização dos fluxos de produtos e materiais e otimização da alocação dos recursos por meio do uso da informação em tempo real. Por exemplo, imagine um armazém em que as empilhadeiras autônomas estejam conectadas entre si e, por meio de sensores, registrem sua utilização. Essa informação pode ser usada para otimização do uso e minimização de ociosidade das empilhadeiras, para agendamento de manutenção, para otimização de rotas, etc.

Apesar da expectativa de rápido crescimento dessa tecnologia (existem, atualmente, cerca de 20 bilhões de dispositivos conectados no mundo e a expectativa é que este número chegue a 75 bilhões em 2025 como pode ser visto no gráfico a seguir), ainda há algumas barreiras para seu pleno desenvolvimento. Os obstáculos para a evolução da IoT são a segurança da informação, a confiabilidade das conexões, a otimização do uso dos dados, a falta de padronização dos dados e a complexidade de gerenciamento, que pode se apresentar de diferentes formas: fragmentação do supply chain e de sistemas, diversificação de padrões e tecnologias, necessidade de mudar processos organizacionais fundamentais, falta de experiência no desenvolvimento de produtos e serviços conectados, ambientes regulatórios incertos e dificuldade de cálculo do retorno sobre o investimento.

 

Fonte: Forrester, The Internet Of Things Heat Map, 2016

 

 

O lançamento do SGDC promete atacar pelo menos um desses obstáculos viabilizando a evolução da IoT no Brasil. A confiabilidade das conexões, fundamental para garantir a internet das coisas é, atualmente, um problema muito representativo no Brasil, que apresenta muitas áreas descobertas e está em uma posição muito baixa no ranking mundial de qualidade de conexão. Com o fornecimento de banda larga em áreas remotas do país e o aumento da segurança na transferência das informações, o satélite brasileiro pode ser um viabilizador do uso da internet das coisas nas cadeias de suprimentos brasileiras.

A vida útil do satélite é de 18 anos. Como será a evolução da logística no Brasil durante este período?

 

Referências:

www.ilos.com.br/web/internet-of-things-iot-e-nanotecnologia-aonde-iremos-chegar-em-supply-chain-management/

https://www.ilos.com.br/web/internet-das-coisas-iot/http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/governo-lanca-satelite-que-permitira-acesso-a-banda-larga-em-areas-remotas.ghtml

https://www.cloudera.com/content/dam/www/static/documents/analyst-reports/forrester-the-iot-heat-map.pdf

 

Drones: a tecnologia é um avanço ou uma ameaça?

Quando li a notícia publicada em 02/05 pelo G1 “Anac fixa regras para uso de drones e exige habilitação para equipamentos maiores”, que informa que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou um regulamento para a utilização de drones, me veio a lembrança de quando estava em casa e me deparei com um em minha janela. Crianças na calçada, 10 andares abaixo, estavam se divertindo com seu novo brinquedo… Comecei, então, a refletir sobre os avanços que a regulamentação e os drones em si trazem para nossa sociedade, vis-à-vis seus malefícios.

Está cada vez mais comum avistarmos algum pairando no céu, a maioria para uso recreativo ou para foto e filmagem de eventos, principalmente festas e casamentos. Em busca rápida na internet é possível encontrar anúncio de venda de drones por R$100 no Aliexpress, o que possibilita o crescimento rápido para essas funções. Já os profissionais podem custar bem mais que R$10mil, atingir mais de 100km/h e ter autonomia de mais de 20min. Em 2015, já havia nos Estados Unidos curso de treinamento para pilotar um e uma imensa variedade de modelos a disposição para compras em gôndolas de lojas de eletrônicos.

O regulamento estabelece principalmente que: os usuários de drones não recreativo precisarão ser maiores de idade; respeitar uma distância mínima de 30m de pessoas, a não ser que possuam autorização para distâncias menores e com exceção dos órgãos de segurança pública; e necessitarão de habilitação para voos acima de 400 pés (aproximadamente 120m) com equipamentos de menos de 25kg e para pilotar equipamentos de mais de 25kg; drones com peso inferior à 250g não precisam ser registrados na Anac. Até então as solicitações para utilização, em sua maioria para órgãos de segurança pública, eram analisadas caso a caso. Dessa forma, a regra fica clara para quem pretende adquirir e utilizar um.

Muitos podem classificar essa regulamentação como uma burocratização do uso de drones, mas com o “boom” dessa tecnologia entendo ser essencial seu controle. Porém, mesmo com regras claras, como será possível garantir que de fato serão respeitadas? Como controlar a fotografia ou filmagem de pessoas não autorizada? Como garantir que sejam utilizados para, principalmente, segurança pública e aumento de produtividade das empresas sem que tragam riscos para a sociedade?

Essa “nova” tecnologia, que por um lado assusta, tem diversos benefícios para a sociedade em geral e também no meio industrial e empresarial. Dentre suas aplicações, podemos citar:

  • Entregas de mercadoria – a Amazon realizou sua 1ª entrega via drone em dezembro de 2016 na Inglaterra (http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/amazon-faz-1-entrega-de-produtos-usando-drone-voo-demorou-13-minutos.ghtml)-, medicamentos e suprimentos em longas distâncias ou em altas altitudes
  • Controle de mercadorias e gestão de estoque – a Walmart teve essa iniciativa em meados do ano passado (https://www.ilos.com.br/web/walmart-testa-drones-na-gestao-da-armazenagem/) –
  • Resgate de pessoas, animais e objetos ou busca por desaparecidos em locais de difícil acesso e/ou longas distâncias como mar, grutas e morros
  • Investigações e mapeamento de áreas de risco ou de locais de difícil acesso como buracos
  • Foto e filmagem de eventos ou para segurança pública
  • Inspeção de equipamentos
  • Propaganda
  • Análises topográficas
  • Lavoura, para a pulverização de pesticidas e polinização de plantas, ou pecuária e criação de outros animais, para liberação de ração
  • Descobertas arqueológicas

Quando digo que eles me assustam, me refiro não só à invasão de privacidade das pessoas quanto ao aumento de sua utilização com objetivo militar, para disparar bombas e realizar espionagens, que protegem soldados mas ameaçam a vida de milhares de pessoas de forma muito mais fácil; aos acidentes que podem ser ocasionados por pessoas não habilitadas a utilizá-los e até mesmo ao risco que podem trazer às aves e ao meio ambiente em geral. A série da Netflix “Black Mirror”, famosa por questionar os malefícios dos avanços tecnológicos, lançou no final da 3ª temporada o episódio “Hated in Nation”, em que traz uma possível repercussão a humanos a partir da utilização de abelhas-drones polinizadoras.

Concluo que a tecnologia vem mais a acrescentar. Sem dúvida, os avanços tecnológicos vêm sempre com o principal objetivo de facilitar a vida de indivíduos e empresas, são uma realidade e não há mais retorno. Os benefícios que nos trazem são inúmeros, são fundamentais para a evolução da sociedade, da segurança e da saúde, e para o aumento de produtividade das empresas. Por isso, precisamos aproveitá-los, mas com regulação, para que descuidos em sua utilização não os transformem em vilões.

 

Referências:

http://g1.globo.com/economia/noticia/anac-libera-uso-de-drones-sera-preciso-habilitacao-para-equipamentos-maiores.ghtml

https://multicopter.com.br/drone.asp

https://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/06/23/o-uso-de-drones-e-permitido-no-brasil-qualquer-um-pode-ter-o-seu-veja.htm

http://www.techtudo.com.br/listas/noticia/2017/01/descubra-10-mitos-e-verdades-sobre-o-uso-de-drones.html

http://www.hardware.com.br/artigos/futuro-dos-drones-uma-uniao-entre-produtividade-medo/

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/02/especialistas-e-autoridades-alertam-para-riscos-causados-por-drones.html

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2017/02/09/interna_ciencia_saude,572384/abelhas-mecanicas-de-black-mirror-sao-inventadas-por-japoneses.shtml

Tecnologia no transporte rodoviário de cargas

Além de ter grande impacto no meio ambiente, o transporte é a atividade logística mais onerosa para as organizações, correspondendo a cerca de 54% dos custos logísticos das empresas brasileiras, segundo estudo divulgado pelo ILOS em 2016. Para elevar a produtividade dos caminhões, reduzir custos e diminuir o impacto social e ambiental do transporte rodoviário, diversas tecnologias estão sendo desenvolvidas e a cada dia vemos na mídia novos marcos acontecendo.

Há pouco menos de 2 meses ocorreu a primeira entrega de produtos por um caminhão autônomo. O fato ocorreu nos Estados Unidos, quando um caminhão da Otto, startup fundada com o objetivo de desenvolver esse tipo de veículo e que foi comprada pela Uber no meio do ano, viajou cerca de 200 km no estado do Colorado transportando 50.000 latas de cerveja Budweiser.

Vídeo 1 – Otto e Budweiser: primeira entrega por caminhão autônomo

Fonte: Otto

 

Neste blog, já comentamos sobre o desenvolvimento de navios autônomos e o uso de caminhões autônomos por mineradoras, ilustrando algumas das inúmeras iniciativas que estão sendo desenvolvidas. O uso de automóveis sem motoristas é uma das principais tendências logísticas para os próximos anos. O objetivo é aumentar a produtividade do transporte, uma vez que os caminhões poderiam rodar 24 horas por dia e 7 dias por semana, não sendo necessárias paradas para descanso do motorista e nem gasto com horas extras. A redução do número de acidentes nas estradas também é uma meta buscada com a utilização desse tipo de caminhões.

Além dos veículos autônomos, caminhões movidos por energia elétrica são outra tecnologia em voga no momento, estimulados pela pressão social de redução da poluição causada pela queima de combustíveis fosseis. Já existem casos de veículos equipados com esta tecnologia transitando pelas estradas, mas isto ainda está longe de ser comum. O principal empecilho para a adoção em massa desta tecnologia é o alto custo, o elevado tempo de recarga e a durabilidade e baixa autonomia das baterias.

Nesta semana, no entanto, uma notícia interessante foi veiculada pelo jornal americano Wall Street Journal. Também no estado do Colorado, autoridades sinalizaram a construção de uma estrada pública capaz de recarregar caminhões elétricos durante o período de direção. Bobinas enterradas debaixo da terra enviariam energia para boninas receptoras instaladas nos caminhões, o que permitiria que viagens mais longas fossem feitas por esse tipo de veículo. No momento, o Departamento de Transporte de Colorado procura o local ideal para desenvolver o projeto piloto até o final de 2017 e iniciar os testes no final de 2018.

Se nos Estados Unidos projetos neste sentido ainda estão no papel, na Europa testes já estão sendo feitos desde junho, quando a primeira estrada elétrica do mundo foi inaugurada na Suécia. Impulsionado pela meta do país de tornar toda a sua frota de transporte livre de combustíveis fósseis até 2030, o projeto, conhecido como eHighway, foi desenvolvido pela Siemens e inaugurado em um trajeto de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo. Um mecanismo chamado “pantógrafo inteligente”, instalado no topo da boleia de caminhões híbridos, é acionado automaticamente quando o veículo entra no trecho da via, se conectando às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista. Quando o caminhão precisa trocar de pista para ultrapassar outro veículo, entretanto, ele pode se desconectar da rede e voltar a utilizar o diesel. Durante dois anos o trecho de rodovia elétrica servirá como plataforma de testes em busca de aprimoramentos e melhorias da tecnologia.

Vídeo 2 – Siemens eHighway

Fonte: FuturePorts

 

Iniciativas como essas apontam para uma atividade de transporte mais eficiente e sustentável no futuro. Para que isso se torne uma realidade, entretanto, ainda são necessários mais estudos e motivação por parte dos países. Enquanto os veículos autônomos ainda precisaram vencer a polêmica do consequente aumento do desemprego entre os caminhoneiros, caminhões elétricos ainda enfrentam a barreira do alto custo de aquisição.

 

Referências

<https://www.wired.com/2016/10/ubers-self-driving-truck-makes-first-delivery-50000-beers/>

<http://www.wsj.com/articles/electric-trucking-charges-up-1481212800>

<http://exame.abril.com.br/tecnologia/caminhao-autonomo-da-uber-faz-1a-entrega-45-mil-latas-de-cerveja/>

<http://www.bbc.com/portuguese/geral-36660436>

<http://inergiae.com.br/site/vantagens-e-desvantagens-do-veiculo-eletrico/>

 

O Futuro é Self-Service

No XXII Fórum Internacional de Logística, realizado há 3 semanas, em uma das palestras que mais me interessou (KS08 – Conectando Perfeitamente as Expectativas do Cliente com a Execução Omnichannel), o palestrante colocou que “o futuro é self-service”. Embora estivesse se referindo especificamente à compra de bens, recentemente constatei em uma viagem a San Francisco que os serviços também ainda estão evoluindo nesse ponto.

O restaurante Eatsa, que já tem 4 unidades na Bay Area, é vegetariano e especializado em bowls de quinoa (o que não é novidade em se tratando de Califórnia…).

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Figura 1 – Exemplos de pratos do Eatsa

Fonte: Divulgação

A grande inovação, não por acaso no berço da revolução tech, é que os pedidos podem ser feitos e, principalmente, retirados sem nenhuma interação com humanos.

Os pedidos são colocados por iPad no próprio restaurante. Por enquanto, apesar de ser bastante intuitivo, há um humano para auxiliar caso haja dúvidas na utilização do aplicativo. A experiência pode ser ainda mais rápida se o cliente quiser usar o aplicativo de celular na rota para o restaurante. A partir do momento em que o cartão de crédito é passado, começa a experiência customizada. Mesmo que seja a primeira vez, a máquina já “trata” o cliente pelo primeiro nome.

O menu mostra a foto e os ingredientes de cada bowl, a quantidade de proteínas, calorias, se contém glúten, lactose e se é servido quente ou frio. Caso interesse, o cliente pode escolher ver mais detalhes de nutrição. Há opções prontas (sugestões do chef), mas também é possível customizar totalmente a combinação de ingredientes.

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Figura 2 – O tablet para fazer o pedido na loja

Fonte: Divulgação

Novas recomendações também são mostradas baseadas nas preferências do cliente. Os pedidos anteriores são mostrados e o cliente pode pedi-los com um único toque (one-touch ordering), aumentando ainda mais a agilidade.

Cada pedido é retirado de um “armário” na parede, uma vez que não há ninguém trabalhando na linha de frente do restaurante. As portas são recobertas com uma tela transparente de LCD.

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Figura 3 – As pessoas a espera na frente do “armário”

Fonte: Divulgação

Quando o pedido está pronto, a tela fica preta, então não é possível ver a colocação na gaveta pelo pessoal da cozinha, tornando a experiência mais surreal.

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Figura 4 – O “armário” de comida. Repare na tela preta, que mostra que o pedido ficou pronto

Fonte: Divulgação

Depois disso, a tela da porta muda de cor e passa a mostrar o nome do cliente.

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Figura 5 – A tela com o nome do cliente

Fonte: Divulgação

Adicionalmente, a lista dos pedidos é exibida numa tela grande e os pedidos recém-chegados são iluminados juntamente com o número da gaveta em que estão posicionados.

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Figura 6 – Telão também mostra os pedidos recém-chegados e o número das gavetas

Fonte: Divulgação

Essa nova abordagem gera grandes economias em pessoal para o restaurante, que se refletem em economias para o consumidor. Cada bowl custa aproximadamente US$ 7. Em San Francisco um smoothie pode custar mais do que isso, então, de fato, o preço é em conta.

Além disso, a economia de tempo também é outro grande fator de sucesso. Como é de se esperar em um restaurante self-service, em média, o lead time para extrair o bowl por uma das portas é de cerca de 3 minutos. Como a realização do pedido também é extremamente prática, o tempo total é reduzido.

É claro que o fato de a comida rápida ainda ser saudável também pesa para esse público específico e o restaurante tem sido um sucesso retumbante.

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Figura 7 – Novidade vem atraindo a atenção do público nos Estados Unidos

Fonte: Divulgação

Não é uma estratégia que se aplica a qualquer restaurante, mas certamente pode ser usada em diversos tipos de estabelecimento com proposta de comida rápida ou para levar.

Referências

<http://www.businessinsider.com/eatsa-review-2016-6>

<https://www.eatsa.com/>

A transformação digital do Supply Chain e seus impactos no trabalho

O mundo ao nosso redor está se tornando digital a olhos vistos. A palavra “analógica” se esvai no tempo e o papel deixou de ser a plataforma de leitura inconteste. De fato, o digital está transformando o mundo que nos cerca. O trabalho, nossas vidas e os modelos de negócios não ficaram impunes nesta transformação.

Nesse sentido, observamos também uma metamorfose no Supply Chain que está tornando cada vez mais plausível o sonho, em princípio, inalcançável de se obter um casamento perfeito entre os fluxos de informações, físicos e financeiros “end-to-end”. Tudo isso sendo viabilizado por um arsenal de tecnologias, hard e soft, muitas delas disruptivas, que possibilitam níveis de produtividade, precisão e serviços em patamares até há pouco inimagináveis.

Há cerca de duas décadas temos sentido, de maneira significativa, os impactos disruptivos da tecnologia que desencadearam desde o surgimento do e-commerce, desafiando as tradicionais lojas de varejo, até mais recentemente àqueles relacionados a conexão de hardwares via internet, ou mesmo outros que estão barateando a automação de processos. Este fenômeno tem implicado em mudanças na arquitetura dos Supply Chains e na própria definição de trabalho.

A mudança de perfil do profissional, necessária para esses novos tempos, tem sido impulsionada para atender exigências das novas práticas que estão sendo adotadas para atender o mercado, tais como os serviços de entrega de “last mile” ao domicílio do cliente; e de atendimento em lojas físicas, que estão se tornando, cada vez mais, espaço de conveniência para estimular a taxa de conversão (em compras) dos consumidores potenciais que transitam em atraentes “displays” de produtos. O Omnichannel é reflexo do “empowerment” do consumidor final que decide os meios de compra, pagamento, recebimento e devolução. E como rei, exige um tratamento diferenciado no atendimento, que requer profissionais mais capacitados tecnologicamente e interpessoalmente.

Imagine o que está acontecendo com o Uber, se comparado aos tradicionais taxis! Observamos, uma clara melhoria nos atributos desses profissionais, com melhores condições de trabalho e de remuneração. Relatos do TruckPad (o Uber dos caminhoneiros) reforçam a constatação de maior profissionalismo de seus caminhoneiros associados, se comparados com os autônomos no mercado em geral.

É interessante constatar que a transformação digital pode ser um indutor de sofisticação tanto dos clientes, quanto do perfil dos profissionais envolvidos, impulsionando prosperidade da sociedade como um todo.

 

A febre das startups de logística

Cotidianamente somos apresentados a pequenas empresas com modelos de negócios inovadores, capazes de chacoalhar mercados tradicionais dominados por grandes companhias. Neste mesmo blog, inclusive, escrevi sobre empresas como a Starship, a Shyp e a What3Words, algumas das muitas startups que surgiram para mexer com a forma como é feita logística. Mas por que será que tantas startups tem surgido nesse segmento?

Primeiramente, cabe definirmos o que é uma startup, pois o conceito nem sempre é claro para todos que utilizam o termo. Segundo Yuri Gitahy, fundador da Aceleradora, uma startup pode ser entendida como um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. Esse tipo de empresa tem como característica os baixos custos de manutenção ao mesmo tempo que possui a capacidade de crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Em geral, as startups são mais frequentes na Internet em razão dos custos menores de se criar uma empresa de software e pela facilidade que a web traz de expansão do negócio e venda em escala potencialmente ilimitada.

Atualmente, mais de 350 startups relacionadas à gestão da cadeia de suprimentos estão listadas no AngelList, uma página na internet criada com objetivo de estreitar a comunicação entre investidores e empreendedores. Esse número expressivo pode ser explicado pelas inúmeras oportunidades de melhoria existentes no mercado de logística e supply chain management: trata-se de um setor que é cada vez mais pressionado, seja para reduzir custos em razão da redução das margens, ou para ser mais veloz, atendendo as necessidades cada vez mais urgentes dos clientes.

Para reduzir as grandes ineficiências características do setor, muitas empresas vêm apostando na tecnologia. E uma fórmula em especial tem se repetido: pequenas empresas desenvolvem soluções inovadoras, ganham escala rapidamente, e, em seguida, são adquiridas por companhias muito maiores. Não à toa, a indústria de logística e transporte viu um aumento de 100% no financiamento no ano passado: de US $ 7B em 2014 para US $ 14B em 2015.

Avaliado recentemente em cerca de 68 bilhões de dólares, o Uber se tornou a maior startup privada de todos os tempos e possivelmente o maior caso de sucesso de empresas do gênero no setor de logística. Tentando alcançar o mesmo sucesso, inúmeras startups foram criadas para lidar com eficiências relacionadas à gestão de fretes de transporte, desenvolvimento de containers, entregas de ponta-a-ponta, gestão da frota e contratação de armazenagem, entre outros. Desenvolvimento de aplicativos, análise de grandes massas de dados (Big data) e automação tem sido o caminho escolhido pela maior parte das startups para isso.

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Figura 1 – Exemplos de startups de logística

Fonte: medium.com

 

O XXII Fórum Internacional de Supply Chain que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de outubro, terá como uma de suas verticais o tema Startups: Empreendedorimo e Inovação em Logística & Supply Chain, cujo objetivo é discutir as melhores práticas e os aspectos mais relevantes para introduzir novos modelos de negócios. Entre as diversas sessões, será possível assistir a debates com especialistas, fundadores e gestores de algumas das mais bem-sucedidas startups de logística atuantes no Brasil, como Truckpad, Visilog, eStoks, Seen Technology e Intelipost. Para os interessados no assunto, uma oportunidade e tanto!

 

Referências

<http://www.supplychaindive.com/news/logistics-startups-acquisitions-technology-apps/425439/>

<http://exame.abril.com.br/pme/noticias/o-que-e-uma-startup>

<https://medium.com/tradecraft-traction/30-logistics-startups-you-should-know-bf1bdcf675b8?swoff=true#.ic33wt9rk>

<https://www.statista.com/statistics/407888/ranking-of-highest-valued-startup-companies-worldwide/>

<https://jonathanwichmann.com/my-lists/list-the-most-promising-start-ups-in-logistics/>

<http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/uber-esta-prestes-se-tornar-maior-startup-privada-de-todos-os-tempos-16109229>

Robô vai entregar as compras na sua casa

No ano passado, falamos aqui de um robozinho elétrico criado por uma startup da Estônia para pequenas entregas nas grandes cidades. Desenvolvido para percorrer as calçadas das cidades a uma velocidade média de 4km/h, o dobro da velocidade de uma pessoa caminhando, ele já passou por nove meses de testes em pequenas cidades de 12 países europeus e, a partir de julho, entra em uma nova fase, participando de entregas reais no Reino Unido, na Alemanha e na Suíça.

Nesta última fase de testes, serão utilizadas dezenas desses robôs elétricos que farão entregas para empresas como a britânica Just Eat (de entregas de comida), a varejista Metro, da Alemanha, e a Hermes em 5 cidades, dentre elas Londres, Düsseldorf e Berna. A expectativa é de que os últimos testes durem entre 6 e 8 meses, e em 2017, o robô entre em definitivo no mercado.

Vídeo 1 – Assista à entrevista de um dos fundadores ao site Techcrunch

Fonte: Techcrunch

A ideia do novo robô é automatizar as pequenas entregas que acontecem no dia a dia, como refeições, remédios e pequenos pacotes. O usuário vai fazer a compra pela internet e poderá acompanhar a entrega através de um aplicativo, que também servirá como “chave” para abrir o robô. Do outro lado, o lojista só vai precisar carregar o robô com até 18kg em produtos e enviá-lo para o cliente em um raio de 5km.

Além de facilitar essas pequenas entregas diárias, o novo robô também vai facilitar as trocas de produtos. O cliente vai poder comprar um sapato ou uma camisa, testá-lo em casa e, se precisar trocar, deverá apenas colocar o produto de volta no robô, que fará o retorno da mercadoria praticamente sem custo.

robô - post blog - ILOS

Mas e a segurança das entregas? Bom, esse é um problema de toda grande cidade, mas a equipe da Starship Technologies, criadora do robô, garante não estar preocupada. O robô é equipado com seis câmeras e está sempre conectado à internet, sendo monitorado por um operador humano em centros de controles. Além disso, ele também vem equipado com microfones e caixas de som, para permitir a interação com humanos e, em situações inusitadas, pedir para uma criança não sentar nele.

Referências:

<https://techcrunch.com/2016/07/06/self-driving-delivery-bots-europe/>

<https://www.starship.xyz/>

O crescimento do roubo de cargas nas rodovias

A violência sempre foi uma das maiores preocupações dos cidadãos brasileiros. Seja nos grandes centros urbanos ou mesmo em cidades pequenas do interior, a falta de segurança é sem dúvida um dos principais problemas da sociedade. Esta realidade afeta não somente a vida do cidadão comum, mas também das empresas de variados setores. A falta de segurança nas estradas tem se mostrado um verdadeiro desafio para as empresas que utilizam nossas malhas rodoviárias para o transporte de produtos.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de janeiro a maio deste ano o número de roubos de cargas nas estradas paulistas subiu 17,5%. Nos cinco primeiros meses do ano tivemos 107 assaltos a caminhões de carga, comparados a 91 assaltos registrados no mesmo período de 2015. E o perfil das vítimas também tem mudado: os assaltantes têm buscado empresas de menor porte para cometer seus atos. Isto ocorre por alguns motivos como, por exemplo, o fato de que empresas maiores têm tomado medidas de segurança para evitar a ação dos bandidos, utilizando em alguns casos até escolta armada acompanhando o transporte.

Figura 1 - Roubo de cargas

Figura 1 – Empresas de menor porte no alvo dos assaltantes

Fonte: http://www.segurancabrasileira.com.br/category/roubo-de-cargas/

 

Os sistemas de segurança que utilizam tecnologias para o acompanhamento online de viagens ou dispositivos para rastreamento dos veículos são uma realidade, mas muitas vezes distante da capacidade de investimento de pequenos negócios. Uma solução criada no Instituto Wernher Von Braun de tecnologia avançada em Campinas promete reduzir as incidências de roubos de carga a custos acessíveis. Eles desenvolveram um chip que possui um milímetro quadrado e a espessura de um fio de cabelo. Fabricado a partir de grãos de areia, este chip pode ser instalado nas placas de produtos eletrônicos. Além do rastreamento contínuo do produto, este chip é capaz de informar, por exemplo, se os impostos foram pagos ou se a carga foi roubada, inibindo a ação de contrabandistas e assaltantes de carga. O chip consegue ainda ativar ou desativar aparelhos eletrônicos, impedindo seu uso sem o destravamento adequado. Agindo como um verdadeiro DNA do produto, o chip impede clonagens e falsificações e guarda informações úteis tanto para o uso quanto para o transporte. Com a possibilidade do rastreamento através deste chip, é possível verificar a procedência do produto em todo o processo logístico. E o custo do chip é pouco mais de 1 real.

Figura 2 - Roubo de cargas

Figura 2 – Chip desenvolvido no Instituto Wernher Von Braun comparado à ponta de uma caneta esferográfica

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/11/chip-dna-de-campinas-promete-combater-fraudes-e-roubo-de-carga.html

 

Entende-se que este custo pode ainda ser impeditivo para algumas empresas, além de que seu uso fica restrito a produtos eletrônicos. Porém esta tecnologia aponta para o advento de novas soluções que ajudarão a reduzir os prejuízos advindos do roubo de cargas. De qualquer forma, empresas de menor porte podem se empenhar no treinamento de seus motoristas ou em melhorias na contratação de terceiros. Cabem conselhos básicos para prevenir os roubos nas estradas como, por exemplo, evitar dar caronas, não dormir em beiras de estradas ou nos acostamentos, ficar atento a trechos de tráfego com velocidade reduzida e, sempre que perceber movimentações suspeitas, informar imediatamente a central de monitoramento ou a polícia.

As autoridades detém grande parcela da culpa por estradas perigosas. Enquanto não temos a segurança necessária em nossas rodovias é preciso estar preparado, com bons recursos humanos em conjunto a tecnologias apropriadas.

 

Referências:

<http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/06/registros-de-roubos-de-cargas-tem-aumento-de-175-em-campinas.html>

<http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/11/chip-dna-de-campinas-promete-combater-fraudes-e-roubo-de-carga.html>

<http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/07/11.html#!v/5155097>

Walmart testa drones na gestão da armazenagem

Depois da Amazon e seus robôs, agora é a vez do Walmart apostar nas novas tecnologias para melhorar a operação nos seus Centros de Distribuição. Em maio, a gigante do varejo anunciou que está investindo em drones na gestão da armazenagem em seus mais de 150 centros de distribuição nos Estados Unidos.

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O anúncio do uso da nova tecnologia veio junto com uma demonstração para um grupo de repórteres no centro de distribuição de Bentonville, Arkansas. Nos testes, um drone equipado com câmeras voou pelos corredores do CD de secos do Walmart escaneando os itens estocados a uma velocidade de 30 imagens por segundo. Controlada por apenas um funcionário, a aeronave simulou os movimentos de uma pessoa utilizando uma empilhadeira para fazer a inspeção do estoque.

A expectativa dos executivos da Walmart é que os drones cataloguem em um dia o que um grupo de funcionários levaria um mês para registrar. Além de acelerar consideravelmente a gestão da armazenagem, o processo também reduz a quantidade de funcionários na operação, o que pode liberar a equipe para outras tarefas.

Vídeo 1 –Walmart testa drones na gestão da armazenagem

Fonte: KGNS.tv

Esse não é o único projeto do Walmart envolvendo drones. Em novembro de 2015, a empresa entrou com um pedido na Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos para testar o uso de drones em entregas em domicílio, nos moldes do que a Amazon já vem testando. Ambos projetos são conduzidos pelo grupo de tecnologias e ciências emergentes do Walmart, que analisa também o uso de realidade virtual e inteligência artificial para aperfeiçoar a cadeia de suprimentos da empresa.

Segundo os planos do Walmart, os drones devem estar “trabalhando” nos CDs da empresa em um prazo de seis a nove meses. Cada centro de distribuição do Walmart nos Estados Unidos ocupa uma área de aproximadamente 100 mil m2, o equivalente a mais de 11 campos de futebol do tamanho do Maracanã, e atende entre 100 e 150 lojas em um raio de 250 km.

 

Referências:

<http://corporate.walmart.com/our-story/our-business>

<http://www.nytimes.com/2016/06/03/business/walmart-looks-to-drones-to-speed-distribution.html?smid=tw-nytimestech&smtyp=cur&_r=0>

<http://www.theverge.com/2016/6/2/11845366/walmart-drones-warehouse-robots-jobs>

<http://www.engadget.com/2015/10/26/reuters-reports-walmart-is-asking-faa-for-permission-to-fly-dron/>