Posts

Protesto dos caminhoneiros e impactos na logística rodoviária


Ao longo da crise gerada pela pandemia da Covid-19, vimos inúmeros relatos dos impactos relacionados à logística e as consequências no abastecimento de insumos e produtos ao longo das cadeias de suprimentos. Novamente o tema de rupturas no abastecimento ganhou o noticiário, porém não relacionado à crise sanitária, e sim aos diversos bloqueios que caminhoneiros pró-governo Bolsonaro tem provocado nas estradas do país. Às 8h da manhã do dia 9 de setembro, eram confirmados bloqueios em pelo menos 15 estados da federação: SC, RS, PR, ES, MT, GO, BA, MG, TO, RJ, RO, MA, RR, PE e PA.

mapa Brasil - greve dos caminhoneiros Figura 1 – 15 estados que registraram bloqueios dois dias após as manifestações do 7 de setembro. Fonte: G1; ILOS.

Tais manifestações tem caráter político, visto que não há coordenação de qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas sobre os protestos, que não estão limitados aos principais pleitos da categoria atualmente, relacionados ao preço dos combustíveis e piso mínimo de fretes. A paralização de caminhoneiros pode trazer consequências como desabastecimento e agravamento da crise econômica e da inflação, que tem sufocado o poder de compra dos brasileiros, principalmente os mais pobres. Vale lembrar que em 2018, como o sócio-diretor do ILOS Maurício Lima descreve em seu post à época, a greve dos caminhoneiros trouxe impactos severos à diferentes indústrias e setores empresariais, e este “fantasma” de uma nova greve assombra a economia desde então.

Estas manifestações trazem luz às fragilidades que muitos setores apresentam em suas cadeias de suprimentos e ao risco constante que a dependência do modal rodoviário gera para empresas que operam no Brasil. Diversos setores relatam os impactos que as paralisações causaram no transporte de cargas. A Eletros (associação de fabricantes de eletroeletrônicos e eletrodomésticos) afirmou que já há indústrias correndo riscos de paralisar linhas de produção por falta de insumos que seriam entregues por carretas paradas em bloqueios. A Abit (indústria têxtil) afirmou que transportadores se recusaram a coletar carga de SP para transporte com destino à SC. Mesmo caso para a Abiplast (indústria de plástico), que enfrentou dificuldades para contratar transportadoras e com cargas bloqueadas nas estradas. A ABPA, entidade do setor de frangos e suínos, um dos mais impactados pela crise da Covid-19, afirmou que apesar de não haver bloqueios na descida em direção aos portos, há dificuldades no retorno vazio, o que pode comprometer a cadeia como um todo.

A crise da pandemia gerou enormes problemas logísticos, como falta de insumos por conta de paralisações em fábricas, e a crise da falta de contêineres, que vem encarecendo os fretes marítimos internacionais. Para a retomada da economia, é fundamental que não haja fatores políticos adicionais que agravem os problemas já enfrentados pelo setor. O governo tem trabalhado na agenda que pretende destravar investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, porém é importante que questões ideológicas não atrapalhem o desenvolvimento desse importante objetivo, principalmente no contexto desafiador que se apresenta.

Uma das verticais do 27º Fórum Internacional de Supply Chain tratará de transportes e armazenagem, dois pilares na gestão logística. O evento acontecerá entre os dias 4 e 6 de outubro e contará com palestras de executivos das maiores empresas e renomados especialistas do Brasil e do mundo. Será imperdível!

Referências:

– Folha de S. Paulo – Indústria de eletrônicos relata risco de parar produção por bloqueio de caminhoneiros
– G1 – Pelo segundo dia consecutivo caminhoneiros bolsonaristas bloqueiam estradas em estados
– Folha de S. Paulo – Caminhoneiros protestam em rodovias de três estados
– O Globo – Bolsonaro e Tarcísio gravam mensagens para caminhoneiros e fazem apelo por desbloqueio de estradas

Você negocia bem? Tem certeza?


Todos nós superestimamos as nossas habilidades em diversas atividades. Este fenômeno é tão conhecido e cientificamente comprovado que recebeu uma denominação específica: “viés do Excesso de Confiança”. Este viés, num universo de dezenas de vieses já mapeados pela Ciência, pela sua importância é considerado “o pai de todos os vieses” por muitos pesquisadores de Julgamento & Tomada de Decisão, Psicologia e Finanças Comportamentais.

Apenas um exemplo contundente: uma pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor junto a empreendedores no Brasil e publicada em 2015 revelou que “… 58,3% afirmaram possuir conhecimento, habilidade e experiência necessários para começar um novo negócio”. Porém, o IBGE também em 2015 publicou que a taxa de mortalidade das empresas no Brasil nos primeiros 4 anos de vida é de 52,5%. Definitivamente, o viés do Excesso de Confiança pode “doer no bolso”. E muito.

A habilidade de negociar é uma das inúmeras sujeitas ao viés do Excesso de Confiança. E, certamente, uma das com maior potencial de perdas para indivíduos e organizações pelo seu exercício inadequado. Seja negociando com fornecedores, com clientes ou até mesmo um aumento salarial com o chefe. Ao longo de 24 anos de carreira como executivo, 21 como professor de pós-graduação e 11 como consultor, eu nunca (sim, nunca!) encontrei alguém que admitisse que negociava mal. E, ao mesmo tempo, conheci raríssimos executivos realmente proficientes em negociação.

Por que a imensa maioria de nós negocia mal?

Baseado não apenas na minha experiência profissional (particularmente em Compras/Suprimentos e em Negócios/Vendas) mas, principalmente, na minha pesquisa desde 2016 (inclusive durante o meu doutorado de 2016 a 2020 no COPPEAD/UFRJ) em Julgamento & Tomada de Decisão, eu entendo que há 3 fatores explanatórios preponderantes:

1. “Racionalidade limitada”: conceito pioneiro criado por Herbert Simon em 1957 e que resultou no Prêmio Nobel em Economia com o qual foi laureado em 1978. Evidencia as limitações cognitivas do ser humano que originam todas as heurísticas (artifícios simplificadores do pensamento intuitivo para facilitar a tomada de decisões) e vieses (erros sistemáticos na tomada de decisões e decorrentes das heurísticas utilizadas) inerentes ao julgamento (acerca tudo e todos, inclusive sobre si próprio) e à tomada de decisão (em negociações, por exemplo).

2. Complexidade: negociar é uma atividade muito mais complexa do que a maioria das pessoas, negociadores experientes inclusos, se dá conta. Exige habilidades estratégicas e comportamentais, raciocínio analítico, autocontrole, criatividade, empatia, conhecimento técnico e outras competências que são passíveis de serem desenvolvidas somente após muitos anos de exercício prático, estudo e treinamento.

3. Capacitação deficiente: não obstante a disponibilidade de disciplinas e de cursos de negociação, a sua quantidade e, ainda mais grave, a sua qualidade e abordagem são majoritariamente deficientes. Por não desenvolverem a amplitude de competências necessárias e também em decorrência de abordagens, quase sempre, simplistas e “normativas” (prescritivas a partir de uma visão reducionista e determinística de mundo). Na linha do “siga esta receita e você logrará êxito”. E esta grave lacuna não é adequadamente preenchida pela capacitação “on the job“, cujo papel também é crucial na formação de negociadores capazes.

Os resultados? Basta observar ao nosso redor. Matrimônios e sociedades em empreendimentos desnecessariamente desfeitos; compradores que se gabam de terem “arrancado o couro do fornecedor” mas que prejudicam a sua empresa ao forjarem uma relação predatória e mutuamente desvantajosa a longo prazo com fornecedores estratégicos; funcionários frustrados por não terem conseguido obter nenhum aumento salarial após negociarem com o chefe e que mudam de emprego tempos depois (frequentemente para um emprego que se mostra inferior com o tempo); litígios judiciais demorados e onerosos que poderiam ter sido evitados através de um acordo prévio e aceitável pelas partes; e uma miríade de outras situações nas quais “ganhou-se a batalha, mas perdeu-se a guerra” ou, ainda pior, ambas foram “perdidas”.

Como podemos aprimorar as nossas habilidades de negociação?

Primeiro, a má notícia: não há “atalho”, o que é frustrante para a cultura imediatista quase que onipresente no frenético mundo do século XXI. Agora, a boa notícia: é possível aprimorar consideravelmente a médio e longo prazos.

Eu vislumbro 4 eixos fundamentais para uma trajetória de melhoria contínua:

1. Habilidades comportamentais: é o eixo mais relevante, mas também o mais desafiador pois exige duas das coisas mais difíceis para qualquer ser humano: autoconhecimento (sobretudo sobre seus valores, virtudes, defeitos e vieses) e mudança de comportamento (o que implica ir contra a nossa natureza afeita à inércia, origem principal do paralisante “viés do status quo”). Desenvolver habilidades comportamentais para fins de negociação contempla também aprimorar-se em autocontrole, open-mindedness, criatividade, empatia, flexibilidade, comunicação e relacionamento interpessoal, para restringir-me às mais relevantes. Não há uma “receita de bolo” aqui, mas certamente a maturidade progressivamente adquirida com a experiência profissional e de vida e o conhecimento empírico e teórico – as obras clássicas “Inteligência Emocional” do Daniel Goleman e “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar” do Daniel Kahneman (laureado com o Prêmio Nobel em Economia em 2002) são valiosos “pontos de partida” – são instrumentos preponderantes de desenvolvimento.

2. Técnicas de negociação: há uma série de princípios (negociações integrativas versus distributivas), “ferramentas” (estratégias e táticas), variáveis críticas (poder, tempo e informação) e conceitos (BATNA, ZOPA, etc.) que precisam ser conhecidos a fundo e bastante exercitados. Também neste caso é essencial investir tanto no conhecimento “formal e estruturado” – livros como por exemplo o “Negociando Racionalmente” de Bazerman & Neale e o “Como Chegar ao Sim” do William Ury, cursos, etc. – quanto no conhecimento empírico, este último não apenas por meio da prática mas também da observação direta e atenta de negociadores que já alcançaram patamares superiores de excelência.

3. Capacidade analítica: desenvolver a capacidade de definir quais informações são prioritárias; de obtê-las tempestivamente com a amplitude, profundidade e confiabilidade necessárias; e de analisá-las de forma apropriada e diferenciada é bem menos trivial do que a abundância exuberante e instantânea de informações proporcionada pelas modernas tecnologias disruptivas faz parecer. Exige reflexão, método, visão crítica e raciocínio lógico e analítico que poucas pessoas possuem e que a educação formal raramente consegue desenvolver num nível satisfatório. Mais uma vez: conhecimento empírico e teórico (de Estatística, Filosofia, métodos qualitativos e quantitativos, etc.) necessita ser acumulado e lapidado.

4. Planejamento estratégico: identificar os interesses dos participantes a partir dos seus perfis e do “contexto” (“ambiente”); antecipar os seus movimentos (estratégias e táticas); considerar simultaneamente os cenários mais prováveis e os mais potencialmente danosos; definir as ações estratégicas e táticas cabíveis; etc. Toda negociação é, em maior ou menor grau e sob o prisma da complexidade estratégica, um “jogo de xadrez” e não um “jogo de dominó”. A maioria das pessoas negocia “jogando dominó” e achando que vai “ganhar” (como o histriônico Donald Trump), apenas uma minoria negocia como se estivesse diante de um tabuleiro de xadrez (como o Vladimir Putin, moldado por décadas de carreira como espião da KGB). Conhecimento empírico e teórico, este é o “nome do jogo”.
Como bem definiu uma das mais brilhantes mentes do século XX: “Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém” (Alvin Toffler).

Desenvolver-se a médio e longo prazos nos 4 eixos fundamentais acima é uma tarefa árdua porém recompensadora. Sim, o esforço valerá a pena, pois negociar é uma atividade que todos nós exercemos diariamente, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal e os seus resultados são determinantes para o nosso bem estar e o da sociedade como um todo.

Todos os tópicos tratados neste artigo eu abordo de forma mais ampla e profunda nos cursos de curta duração (12h na modalidade on-line ao vivo) Negociação e Tomada de Decisão e Gestão Estratégica de Compras e Suprimentos que eu ministro periodicamente no ILOS e também no formato in-company em empresas que desejam fechar turmas específicas e receber uma abordagem adaptada às suas necessidades particulares.

Supply chain management: O que há de comum nas empresas referência



Anualmente a Gartner divulga o principal ranking de avaliação de excelência em supply chain management (gestão da cadeia de suprimentos) no mundo e no dia 19/05 foram divulgados os resultados da edição 2021 do Supply Chain Top 25. A classificação engloba as maiores empresas do mundo e é composta por duas abordagens diferentes: uma medição quantitativa do desempenho dos negócios (avalia índices como retorno sobre ativos físicos, giro de estoque e crescimento da receita) e uma avaliação qualitativa a partir de opiniões dos especialistas da consultoria e dos pares globais das empresas analisadas.

O Top 5 de 2021 se manteve o mesmo em relação ao ranking de 2020, com a Cisco permanecendo na primeira posição.

supply chain management - ranking empresas-referência - ILOS Insights

Figura 1: Supply Chain Management Top 25 2021
Fonte: Gartner. Adaptação: ILOS

 

Durante a avaliação, a Gartner identificou 3 tendências principais e comuns entre as empresas presentes no ranking:

  • Organização orientada para propósitos: cada vez as empresas estão mais comprometidas com aspectos sociais, ambientais e de governança. Alguns exemplos de iniciativas nesse sentido incluem otimização da rede logística para retirar veículos das ruas e reduzir a emissão de carbono, reutilização do calor dos processos de manufatura upstream para fornecer energia aos elos downstream, utilização de materiais recicláveis e compostáveis, soluções criativas para aumentar a densidade do transporte e produtos sendo projetados para garantir maior circularidade enquanto outros são projetados para gerar uma pegada ambiental menor para o cliente. Além da sustentabilidade, muitas organizações aumentaram o foco na diversidade, equidade e inclusão em suas equipes e estão combatendo mais fortemente questões sociais como racismo, homofobia, machismo e xenofobia.
  • Transformação de negócios voltada para o cliente: A pandemia de Covid-19 gerou interrupções no fornecimento, oscilações de demanda maiores do que o normal e um nível acelerado de transformação do modelo de negócios, exigindo que as cadeias de fornecimento fossem altamente adaptativas. Neste sentido, muitos canais tradicionais passaram a atender diretamente o consumidor, reduzindo a necessidade de elos intermediários na cadeia, o que ajudou a aumentar a sua visibilidade da demanda. Pelo lado do varejo, o aumento de pedidos de e-commerce exigiu investimentos significativos na automação de centros de distribuição para poder lidar com a separação de pedidos mais fracionados. Um outro efeito desse movimento dos consumidores foi o aumento do custo de entregas last-mile para as empresas, levando a inovações e a novas parcerias, como o compartilhando de espaços omnichannel em shoppings e de lojas físicas para vendas especiais e devolução de produtos do comércio eletrônico. Para atender aos problemas de falta de capacidade produtiva, muitas empresas também reduziram significativamente o seu portfólio de produtos, eliminando os SKUs conhecidos como cauda longa que foram sendo introduzidos ao longo de anos de operação sem que houvesse uma avaliação posterior sobre os reais ganhos trazidos por eles.
  • Transformação digital: a digitalização e uso intensivo em tecnologia é uma marca das empresas referência em supply chain management no mundo. A inteligência artificial e o machine learning estão sendo cada vez mais usados para analisar as restrições de fornecimento em tempo real e equilibrar a participação no mercado, o lucro e os objetivos estratégicos da empresa. No transporte, algumas empresas já monitoram e gerenciam remessas dinamicamente, atuando previamente em entregas com alta chance de atraso, visando manter ao máximo os compromissos firmados com o cliente. A automação do chão de fábrica continua em ambientes fabris e empresas de vanguarda estão monitorando de forma remota e centralizada suas fábricas. Mudanças importantes no modelo de negócios também aceleraram a automação nos centros de distribuição e atendimento nos últimos 12 meses. Para extrair todo o benefício dessas tecnologias, as empresas têm investido também em programas de capacitação para suas equipes para que estas aprendam a interpretar melhor a enorme quantidade de dados e análises geradas pelos sistemas e consigam tomar melhores decisões em suas funções.
  • Falando especificamente da empresa líder do ranking, o forte crescimento da receita, a força nas iniciativas ambientais, sociais e de governança (ESG) e o reconhecimento da liderança nas pesquisas de opinião da comunidade levaram a Cisco ao primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. A agilidade da Cisco ajudou a empresa a priorizar a videoconferência e os recursos de infraestrutura crítica para hospitais e pesquisas de vacinas no último ano. Além disso, requisitos de sustentabilidade estão incorporados na cadeia de suprimentos da Cisco para ajudar a garantir a melhoria contínua e promover mudanças impactantes. Em 2016, a Cisco definiu metas agressivas de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2020. Tendo alcançado os objetivos um ano antes do previsto, a empresa apertou mais ainda as metas para 2025.

Em segundo lugar ficou a Colgate-Palmolive, que já ocupou a liderança do ranking em 2019 e é referência há anos em supply chain management. A empresa continua a impulsionar a transformação da cadeia de suprimentos utilizando estratégias de segmentação de clientes, adotando novos modelos de negócios (e-commerce, por exemplo) e investindo na digitalização. Além disso, a Colgate-Palmolive permaneceu firme em seu compromisso de reduzir o desperdício ambiental e hoje 13 de suas fábricas possuem o mais alto nível de reconhecimento pela US Green Building Council.

A Johnson & Johnson fechou o pódio do ranking em 2021. Além de também se comprometer fortemente com questões sociais, ambientes e de governança, a empresa se destaca pela inovação, agilidade e resiliência de sua cadeia de suprimentos. Outra grande preocupação da J&J é buscar sempre a maior correspondência possível entre demanda e oferta. Para isso, usando ciência de dados e algoritmos complexos, a empresa monitora automaticamente centenas de milhares de pedidos feitos por grandes clientes, como centros médicos e governos. Se o algoritmo detecta um padrão incomum, ele logo alerta os profissionais da cadeia de suprimentos, que prontamente investigam as causas do desvio e atuam para evitar gaps de atendimento ou excesso de estoque.

Assim como a Gartner apresenta as empresas referência em supply chain no mundo, há 27 anos o ILOS organiza e realiza o Fórum Internacional Supply Chain com o objetivo de apresentar e discutir boas práticas de gestão da cadeia de suprimentos no Brasil e no mundo. Em 2021, o Fórum acontecerá entre os dias 4 e 6 de outubro em formato 100% digital e terá entre suas verticais temáticas Tecnologia e Transformação Digital, Riscos e Sustentabilidade no Supply Chain, Inovações no E-commerce e no Varejo, entre outros temas que estão no topo da agenda dos grandes executivos do setor. Saiba mais sobre o Fórum e garanta já a sua inscrição aqui.

Referências:

Gartner – Global Report 2021

Gartner – Supply Chain Top 25 Methodology

Logística brasileira má colocada em ranking entre países emergentes



Em 2016, escrevi um post neste mesmo espaço comentando sobre a colocação do Brasil no Agility Emerging Markets Logistics Index (AEMLI), ranking que classifica os mercados de logística mais promissores entre os principais países emergentes do mundo. Na época, o país ocupava a 6ª posição e a má governança havia sido apontada na pesquisa como o principal fator que impedia o crescimento do Brasil. Passados 5 anos, os problemas não foram solucionados e a descrença sobre o país aumentou entre os executivos estrangeiros.

No ranking publicado em 2021, o Brasil ocupa a modesta 16ª posição entre os 50 países participantes da análise. A melhor colocação do País foi um segundo lugar em 2014, ficando atrás apenas da China. Desde então, o país vem caindo consistentemente de posição.

logística brasileira - Brasil no ranking AEMLI - ILOS Insights

Figura 1: Histórico de colocação do Brasil no Agility Emerging Markets Logistics Index (AEMLI)
Fonte: Agility. Adaptação: ILOS

 

A partir de 2019 a metodologia da pesquisa foi aprimorada e hoje leva em conta 3 dimensões principais:
logística brasileira - metodologia agility - ILOS Insights

Figura 2: Dimensões de análise no Agility Emerging Markets Logistics Index (AEMLI) 2021
Fonte: Agility. Adaptação: ILOS

 

Em 2021, o Brasil se manteve na 16ª colocação obtida em 2020, mas teve sua pontuação reduzida de 5,24 para 5,21. O País ficou atrás de várias nações asiáticas no ranking, perdendo também para dois países da América Latina: México e Chile.

logística brasileira - ranking agility - ILOS Insights

Figura 3: 20 primeiros colocados no Agility Emerging Markets Logistics Index (AEMLI) 2021
Fonte: Agility. Adaptação: ILOS

Enquanto nas dimensões de “Oportunidades de logística doméstica” e “Oportunidades de logística internacional” o Brasil obteve a 8ª e 9ª posições respectivamente, o País foi apenas o 36º colocado na dimensão de “Fundamentos de negócios”, puxando-o para baixo no ranking geral.

Mesmo vivendo um momento conturbado e de incertezas, os executivos estrangeiros apontaram o Brasil como o 4º com maior potencial entre os países emergentes:

logística brasileira - ranking potenciais agility - ILOS Insights

Figura 4: Países emergentes com maior e menor potencial segundo o Agility Emerging Markets Logistics Index (AEMLI) 2021

Com oferta abundante de recursos naturais, geografia favorável e uma enorme população, o Brasil sempre foi identificado como um país de enorme potencial e muitos vezes conhecido como o “país do futuro”. Se em 2011 o PIB brasileiro ocupou a 6ª posição no ranking mundial e chegou a aspirar o 5º lugar, em 2021 a expectativa é que o Brasil fique apenas na 13ª colocação. Corrupção, mau planejamento e decisões governamentais equivocadas levaram o país a uma grave crise financeira e afastaram os investimentos estrangeiros do país. Somado ao caos político, hoje o país vive também uma crise sanitária em decorrência da Covid-19, trazendo pessimismo e descredibilidade. Contudo, o potencial para crescer existe, e com mudanças, planejamento e investimento, ainda é possível acreditar que um dia o Brasil possa se tornar o “país do presente”.

Referências:

– Agility – Emerging Markets Logistics Index

– ILOS – A logística brasileira aos olhos do mundo

Os “7 pecados capitais” em Compras e Suprimentos e como evitá-los


Após 15 anos atuando nos “dois lados da mesa” – como consultor e executivo de Compras e Suprimentos e também de Negócios e Vendas – e de 9 anos lecionando disciplinas afins em programas de pós-graduação, eu ainda me incomodo com a gravidade e a persistência de alguns problemas encontrados, com assustadora frequência, nas práticas de Compras e Suprimentos nas empresas. Os efeitos nocivos para os negócios e a competitividade das organizações nos diferentes segmentos econômicos, sobretudo num contexto de competição e de inovações disruptivas crescentes, são expressivos porém não suficientemente (re)conhecidos.

compra e suprimentos - ILOS Insights

A literatura e os treinamentos disponíveis ignoram ou apenas tangenciam estes relevantes problemas, tipicamente limitando-se aos aspectos técnicos de uma atividade complexa cujos fatores críticos de sucesso vão muito além e englobam também questões estratégicas, comportamentais e de governança.

Neste breve artigo eu recorri à metáfora dos “7 pecados capitais” para dar a devida ênfase aos graves problemas que afligem as áreas de Compras e de Suprimentos e sobre os quais eu disserto a seguir baseado no meu conhecimento empírico (corporativo e acadêmico) e no dos meus clientes, pares e alunos.

Todos estes problemas e as respectivas recomendações para eliminá-los eu abordo de forma mais ampla e profunda no curso de curta duração (12h na modalidade on-line ao vivo) “Gestão Estratégica de Compras e Suprimentos” que eu ministro periodicamente no ILOS.

1. Desalinhamento com as prioridades e com o modelo de negócio da empresa

Há alguns anos o Diretor de Suprimentos da filial brasileira de uma gigantesca multinacional atuante no setor de Oil & Gas sintetizou da seguinte forma o maior desafio que ele enfrentava naquele momento e que gostaria que direcionasse o conteúdo do treinamento in-company que eu ministraria nas próximas semanas para a sua equipe: “O barril de petróleo está na faixa de USD 50 e o meu time continua trabalhando como se ainda estivesse em quase USD 100, quando a preocupação com custos era quase que inexistente.”. Ainda mais grave é quando as áreas de Compras e Suprimentos não compreendem com a devida profundidade as peculiaridades do modelo de negócio da sua empresa e não atuam em conformidade. Aplicar as mesmas técnicas de sourcing e da mesma forma numa BMW e num Carrefour é um equívoco tão sério quanto surpreendentemente comum.

O alinhamento da estrutura de Compras e Suprimentos com o negócio da empresa deve ocorrer de forma contínua, sistemática e em todos os níveis do seu organograma. Desde por meio da participação proativa e frequente dos seus líderes (diretores, gerentes, etc.) em discussões estratégicas com seus pares de outras áreas sobre como Suprimentos pode e deve viabilizar o atingimento das metas corporativas e apoiar os projetos e negócios prioritários para a empresa, passando pela formação de equipes multifuncionais (lideradas ou não pela área de Suprimentos) e alcançando ações tais como compradores vivenciarem de tempos em tempos a realidade operacional dos seus clientes internos (requisitantes) para entenderem as suas necessidades e desafios.

2. Atuação exclusivamente operacional e reativa

Uma das queixas mais frequentes que eu ouço tanto de requisitantes quanto de compradores é de que “Compras só apaga incêndio”. Ou seja, recebe dos requisitantes demandas sempre “para ontem” e com especificações inadequadas – vagas e incompletas gerando riscos expressivos de “comprar errado” ou o seu oposto, tão específicas e direcionadas para um ou poucos fornecedores que inviabilizam qualquer processo concorrencial minimamente competitivo -, é cobrada para executar atividades que deveriam ser dos requisitantes ou de outras áreas da empresa (diligenciamento de fornecimento e resolução de problemas de pagamento a fornecedores, p.ex.) e acaba atuando de uma forma meramente operacional e reativa e com o único propósito de “apanhar pouco” dos requisitantes. Todos (com exceção dos fornecedores, que apreciam muito lucrar com a incompetência dos seus clientes) perdem: requisitantes, compradores e, sobretudo, os acionistas da empresa.

Transformar esta realidade exige medidas estruturais em nível corporativo: redirecionamento estratégico da área de Suprimentos; treinamento; sistemas de informação adequados; e normas e procedimentos que definam claramente as responsabilidades de cada área (Suprimentos, requisitantes, Jurídico, etc.) e as punições por eventuais desvios, os fluxos dos processos internos e externos (desde a emissão do pedido de compra até o efetivo fornecimento e pagamento ao final), os SLAs (Service Level Agreements) e KPIs (Key Performance Indicators) internos e externos e outros aspectos essenciais para padronizar e otimizar as atividades rotineiras de Compras. Adicionalmente, a área de Compras e Suprimentos deve se estruturar internamente de forma a possuir equipes específicas para as atividades mais operacionais e transacionais (emissão de pedidos de compra spot, cadastro de fornecedores, cadastro de itens de fornecimento, etc.) e outras para as atividades mais estratégicas (Strategic Sourcing, gestão de categorias e de fornecedores, Inteligência de Suprimentos, etc.).

3. Desequilíbrio entre busca por resultados e mitigação de riscos de fornecimento

Certa vez eu concluí a minha orientação a um novo membro da minha equipe de Suprimentos (um Especialista encarregado por algumas categorias de fornecimento relevantes) dizendo o seguinte: “Lembre-se: evitar descontinuidades de fornecimento é requisito básico para você manter o seu emprego, mas sem entregar resultados você não cumprirá as suas metas e não crescerá na empresa.”. Na maioria das empresas não há diretrizes suficientes para balizar o quanto de risco de fornecimento é aceitável assumir em prol de alavancar resultados (em termos de savings, qualidade, lead time, etc.). Como consequência, as decisões são tomadas empregando critérios não homogêneos e sob a interferência de questões políticas e circunstanciais. A minha experiência mostra que tanto requisitantes quanto compradores com funções operacionais tendem a ser mais conservadores (priorizando a manutenção de fornecedores e de modelos de fornecimento), em contraste com executivos (gerentes e superiores) que costumam apresentar uma maior propensão a mudanças e inovações. Isto decorre, principalmente, de diferenças nas metas profissionais (usualmente mais financeiras e agressivas para os níveis executivos e mais operacionais para os demais).

Em cada segmento econômico é variável a relação entre “risco e retorno” que faz sentido ser buscada nas decisões estratégicas e operacionais (incluindo as decisões de Compras e Suprimentos). Em setores nos quais os riscos são intrinsecamente maiores (farmacêutico, nuclear, aeronáutico, etc.) ou onde há maiores margens de lucro (bens de consumo de luxo, p.ex.) é natural que os riscos de fornecimento sejam uma preocupação maior do que a busca por resultados do que em outros nos quais a competição é essencialmente via eficiência em custos (setor supermercadista, p.ex.) ou via inovações em seus produtos (indústria eletroeletrônica, p.ex.). A área de Suprimentos deve possuir políticas, metas e procedimentos que sejam coerentes com estas idiossincrasias do negócio de cada empresa e sempre tomando as decisões de fornecimento em comum acordo com os seus requisitantes e visando a maximização do valor para os acionistas. E sempre lembrando que sem assumir riscos (de forma planejada, recomenda-se) não há retorno.

4. Relacionamento inadequado com requisitantes (clientes internos)

Este é um problema tão comum que é praticamente um clichê corporativo. Tão deletéria quanto uma área de Compras e Suprimentos ser “capacho” dos seus requisitantes é o seu extremo oposto, que é assumir uma postura de antagonismo permanente. O resultado prático, em ambos os casos, é um “abraço de afogados” no qual os dois lados acabam tendo muito mais dificuldade para alcançar as suas metas em função dos conflitos improdutivos que minam a exploração do quase sempre subutilizado potencial de ações colaborativas e convergentes.

100% dos projetos de Strategic Sourcing que eu e a minha equipe conseguimos desenvolver (alguns dos quais premiados) só foram viáveis quando conseguimos forjar a única relação recomendável em relação aos requisitantes: a de parceria. A construção de genuínas relações de parceria exige tempo, esforço, confiança mútua e transparência para o alcance de interesses comuns, mas o retorno quase sempre compensa o “investimento”.

5. Gestão inadequada ou inexistente de fornecedores

Em contraste com a relação entre Suprimentos e requisitantes que deve ser sempre de parceria, a relação com os fornecedores deve depender de variáveis críticas tais como risco de fornecimento e impacto (financeiro, estratégico, etc.) do item fornecido no negócio da empresa e também do equilíbrio de poder entre fornecedor e cliente. Mas há um número expressivo de empresas que não efetuam essas análises e, ainda mais grave, não possuem um processo apropriado e institucionalizado de gestão contínua de fornecedores. O resultado é uma ampla gama de sérios problemas: dependência de fornecedores, maiores riscos de fornecimento, negociações desvantajosas com fornecedores, piores resultados (em termos de savings, qualidade, lead time, etc.), riscos aumentados de compliance, etc.

As boas práticas contemplam o uso de ferramentas de segmentação de categorias e de itens de fornecimento (Matriz Kraljic e MPEM, p.ex.) e de categorização do equilíbrio de poder entre fornecedor e cliente; do emprego junto a cada fornecedor de estratégias coerentes com a sua segmentação; de políticas e procedimentos para a gestão ativa e contínua de fornecedores; e de sistemas de informação que viabilizem esta gestão. Em um caso de sucesso da GlaxoSmithKline a sua área global de Suprimentos passou a priorizar a gestão de 30 fornecedores com maior impacto no seu negócio após classificar todos os seus 10.331 fornecedores de acordo com as variáveis “risco”, “criticidade” e “dispêndios”.

6. Equipe com perfil técnico e comportamental inadequado

Certa vez o VP mundial de RH de uma multinacional americana na qual eu atuei como executivo apresentou durante uma palestra vários estudos científicos para embasar a seguinte mensagem final: “A decisão mais relevante que um executivo toma é a decisão de contratar alguém, pois quando ele erra os custos diretos e indiretos para a organização são absurdamente altos.”. E os incrivelmente elevados índices de turnover no Brasil evidenciam o quão comum é este erro neste país, conjugado com outros problemas tais como deficiências na motivação, na retenção e no desenvolvimento dos colaboradores. Quantos executivos de Suprimentos podem afirmar que possuem equipes com o perfil técnico e comportamental adequado? E avaliar e desenvolver as competências comportamentais são um desafio ainda maior e mais crítico, corroborado pelo princípio (que eu observei e protagonizei na prática como executivo) de que “contrata-se por conhecimento e demite-se por comportamento”.

Em Suprimentos o perfil profissional ideal é complexo e multidisciplinar, englobando desde competências técnicas como capacidade analítica e quantitativa e conhecimento sobre categorias de fornecimento até competências comportamentais como liderança, relacionamento interpessoal e resiliência.

A minha recomendação aqui é: invista num relacionamento próximo com o RH da sua empresa e se engaje nas atividades que são absolutamente críticas para o sucesso de qualquer área, de Compras e Suprimentos inclusive: Recrutamento & Seleção, Avaliação de Desempenho, Desenvolvimento & Capacitação, etc. Estas são responsabilidades em última instância de todo e qualquer líder, tendo o RH um papel de “apoiador” e de “facilitador”.

7. Técnicas e ferramentas de sourcing defasadas e insuficientes

Por último, mas não menos importante, é o frequente problema do uso de técnicas e de ferramentas de sourcing defasadas e insuficientes. Se a sua área de Compras e Suprimentos ainda decide a contratação de fornecedores baseando-se somente no custo de aquisição e no atendimento a requisitos obrigatórios; perpetua antigos modelos de fornecimento; acata integralmente os escopos definidos pelos requisitantes; prioriza a obtenção de savings via negociações comerciais; adota contratos com preços fixos; não se envolve na implantação de novas soluções de fornecimento; não fiscaliza a gestão de contratos realizada pelos requisitantes; e se comunica remotamente com os seus fornecedores exclusivamente por telefone ou e-mail, então lamento informar que as suas práticas precisam ser urgentemente revistas.

O universo de técnicas e ferramentas que constituem um dos alicerces vitais de uma área de Compras e Suprimentos de alto desempenho é bastante amplo: Strategic Sourcing, Inteligência de Suprimentos, equipes multifuncionais, emprego de benchmarking e RFI (Request for Information), análises baseadas em TCO (Total Cost of Ownership), adoção de contratos baseados em performance dos fornecedores, uso de leilões reversos, processos automatizados via ferramentas de workflow e de Supply Chain Management e muitas outras.

Mercado e Logística do Minério de Ferro no Brasil


O principal produto exportado pelo Brasil em volume, o minério de ferro, ganhou destaque em várias notícias no início de 2021. Se por um lado, a crise do novo coronavírus afetou fortemente os volumes exportados em 2020, por outro, o mercado de aços aquecidos na China e a baixa oferta de minério de qualidade elevaram os preços a patamares históricos. Além disso, há muita discussão sobre os investimentos na logística do minério de ferro, seja em termos de infraestrutura, com o Leilão dos trechos 1 e 2 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), vencido pela Bahia Mineração (Bamin), ou seja por questões socioambientais, devido à interdição do Terminal Tecar, da CSN e do Terminal da Ilha da Guaíba, da Vale, ambos no Porto de Itaguaí.

Em 2020, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Brasil exportou 337 milhões de toneladas de minério de ferro, menor volume desde 2013. Esta redução no volume exportado ocorreu basicamente no Terminal de Tubarão, da Vale, em Vitória-ES. Este terminal, que exportou 67 MM ton em 2019, teve queda de mais de 30% no volume transportado, levando o valor de 2020 para 45 MM ton. Os destaques positivos ficam para o Terminal da Ponta da Madeira, em Itaqui, também operado pela Vale, cujo volume transportado somou 186 MM ton, e para o Porto de Açu, em São João da Barra-RJ, com o maior volume exportado na história do complexo portuário: 23,7 MM ton.

logística do minério de ferro - volume exportado - ILOS Insights Figura 1 – Evolutivo dos volumes exportados de minério de ferro no Brasil. Fonte: Antaq. Análise: ILOS

Apesar da queda do volume transportado em 2020, os preços da commodity atingiram valores históricos em 2021. De acordo com a Fastmarkets MB, no final de abril, o preço do minério de ferro no Porto de Qingdao, na China, chegou a US$ 193,58 por tonelada, maior valor na série histórica de 13 anos. No dia da máxima histórica, o preço do minério de ferro acumulava, em 2021, alta de 20,6%.

Além dos preços atrativos, investimentos em infraestrutura no escoamento do minério também foram destaque no noticiário. Em abril de 2021, ocorreu o leilão dos trechos 1 e 2 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cuja empresa vencedora da concessão foi a Bahia Mineração (Bamin), com lance mínimo de R$ 32,7 milhões. A Bamin opera a Mina Pedra de Ferro, em Caetité, e depende da ferrovia e de um terminal de uso privativo (TUP) no Porto de Ilhéus para explorar a jazida de minério de ferro, cuja expectativa de produção é de 18 MM ton por ano. Os investimentos em infraestrutura serão essenciais para o escoamento da commodity e será no futuro uma possível alternativa logística importante para os grãos produzidos no interior baiano.

logística do minério de ferro - mapa FIOL - ILOS Insights.png Figura 2 – Trechos 1 (de Ilhéus até Caetité) e 2 (de Caetité até Barreiras) da Fiol. Fonte: Programa de Parceria em Investimentos.

Há grandes expectativas acerca dos volumes que poderão escoar pela Fiol, principalmente relacionado ao minério de ferro, e os investimentos em logística tornarão o minério brasileiro cada vez mais competitivo no mundo. Vale ressaltar, porém, que será muito importante ter na pauta os impactos ambientais no escoamento do produto. O Tecar, no porto de Itaguaí, teve suas operações paralisadas por conta de denúncias de impactos ambientais na Baía de Sepetiba. O Tecar é o principal terminal de exportação de minério de ferro no Porto de Itaguaí, tendo exportado, em 2020, 24,3 MM ton. Além do Tecar, o Tig (Terminal da Ilha da Guaíba), segundo principal terminal do Porto de Itaguaí para minério de ferro, com volume exportado de 23,7 MM ton em 2020, também foi interditado por ausência de licença ambiental para operar.

Referências:

ANTAQ
– Forbes – Itaguaí interdita terminal de exportação de minério de ferro da CSN
– Valor Econômico – Minério de ferro atinge maior preço em 13 anos
– Valor Econômico – Bamin é a única interessada e arremata ferrovia Fiol com lance mínimo
– Agência Brasil – Terminal da Vale no Rio é interditado por dano ambiental

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – abril/21


O ritmo lento da vacinação contra a COVID-19 e as reincidências de casos da doença pelo país deixam o cenário econômico incerto para a sequência do ano. Empresas e investidores buscam com cautela as oportunidades, e estar bem informado é fundamental nesse momento. Por isso, estamos reunindo nesse post ao longo do mês de abril as notícias que trazem o que há de mais recente sobre logística e supply chain no Brasil e no mundo. Fique ligado!

19/04 – Forbes – Não olhe para trás: Inovação, Cadeias de Suprimentos e Avanço com confiança

Quanto mais elos na cadeia, mais resiliente ela fica, mas passa a ser menos segura. Como driblar a dicotomia e ter uma cadeia resiliente e segura?

19/04 – Valor Econômico – Demanda por galões estimula investimentos

Comércio eletrônico e grandes varejistas lideram busca por áreas

16/04 – Fortune – Robôs agora estão escaneando prateleiras em supermercados na Califórnia

Robôs passam por gôndolas de duas a três vezes por dia para verificar os produtos

16/04 – London Post – Por que a gestão eficiente da cadeia de suprimentos é importante para uma empresa em crescimento?

Uma cadeia de suprimentos eficiente é muito mais do que uma simples escolhe correta de fornecedores e distribuidores

16/04 – Forbes – O desafio da garantia contínua para as cadeias de suprimentos

Desenvolver agilidade e resiliência na cadeia de suprimentos para lidar com as oscilações na demanda e ainda atingir os objetivos do negócio é um grande desafio

16/04 – Isto É Dinheiro – Transporte de carga no corredor Centro-Norte da VLI cresce 89% nos últimos 5 anos

Crescimento no volume movimentado foi impulsionado principalmente pelo desenvolvimento do Arco Norte

16/04 – Logística Moderna – Supply Chain: Covid-19 traz novos desafios à Indústria automóvel

Segmento deve enfrentar grandes mudanças com as novas tecnologias e o maior foco em questões ambientais, sociais e de governança

12/04 – E-commerce Brasil – 67% dos lojistas terceirizam a entrega dos produtos, mostra pesquisa

Grande parte dos entrevistados também acredita que a gestão logística é fundamental

12/04 – O Estado de S. Paulo – Big Data na expansão tecnológica da logística

Informações levantadas em toda a cadeia de suprimentos são consideradas elementos estratégicos para tomadas de decisões nas empresas

09/04 – Valor Econômico – Escassez de insumos desorganiza o mercado de bens de consumo

Recuperação nos EUA e na China eleva o risco de novos gargalos neste ano

09/04 – Valor Econômico – Falta de componentes avança em 2022

Indústria esperava regularização no fornecimento de suprimentos para eletrônicos este ano

09/04 – Valor Econômico – Bamin vence leilão de ferrovia e plano é investir R$14 bilhões

Único interessado na malha, companhia vai implantar mina de ferro em Caetité e um terminal portuário em Ilhéus, integrados ao trecho ferroviário

09/04 – Valor Econômico – Governo estuda concessão de corredor Fico-Fiol

O plano seria criar novo canal de escoamento da produção agrícola do MT, mas ainda há dúvidas sobre viabilidade

09/04 – Folha de S. Paulo – Sem concorrente, mineradora arremata ferrovia por R$32 mi

Mineradora leva trecho inicial de ferrovia que, no futuro, terá ligação com a Norte-Sul

09/04 – O Globo – Trecho de ferrovia é concedido pelo valor mínimo

Investimentos projetados na conclusão das obras são de R$3,3 bilhões

09/04 – O Estado de S. Paulo – Bahia Mineração arremata trecho da ferrovia Fiol em leilão sem disputa

Grupo será responsável por concluir a obra e operar 537 km da FIOL entre as cidades baianas de Ilhéus e Caetité

08/04 – Folha de S. Paulo – Para evitar greve, governo quer reduzir mistura do biodiesel

Taxa, que está em 13%, cairia para 10%; setor propõe recuo para 12%, em caráter excepcional

08/04 – Folha de S. Paulo – Lances em leilão sinalizam apetite por Congonhas e Santos Dumont, avalia mercado

Governo prepara nova oferta de 16 aeroportos; agressividade da CCR causa surpresa

08/04 – Folha de S. Paulo – Leilão de 22 aeroportos tem ágio médio de 3.823% e rende R$3,3 bi

CCR vence lotes Sul e Central, com sobrepreço de até 9.156%; francesa Vinci fica com região Norte

08/04 – O Estado de S. Paulo – Vencedora no leilão de aeroportos, francesa Vinci quer ir além do setor aéreo no Brasil

Nova controladora do bloco Norte analisa entrada em leilões de rodovias no país

08/04 – O Estado de S. Paulo – Leilão de aeroportos rende R$3,3 bi e deve gerar investimentos de até R$6 bi

Resultado é considerado positivo sobretudo por cenário de pandemia e incertezas no país

08/04 – Valor Econômico – CCR leva dois blocos em leilão de aeroportos com ágios elevados

Terminais da região Norte foram levados pela Vinci Airports por R$ 420 milhões

08/04 – Valor Econômico – Licitação de Congonhas e Santos Dumont fica para 2022, diz ministro

Após leilão bem sucedido, governo prepara sétima rodada de concessões de aeroportos, que será o mais atrativo

08/04 – Valor Econômico – ‘Atacadão’ de rodovias é o novo desafio

Superoferta de ativos é um risco para sucesso dos leilões

08/04 – Valor Econômico – Porto de Santos está preparado para desestatização, diz SPA

Em 2020, a estatal Santos Port Authority teve um salto nos resultados e registrou lucro líquido de R$ 202,5 milhões

08/04 – O Globo – Governo arrecada R$3,3 bi em leilão de 22 aeroportos

Em meio à crise inédita no setor aeroportuário, leilão tem disputa pelos 3 blocos concedidos

07/04 – Valor Econômico – Entrega super-rápida começa a ter espaço no país

Iniciativas são voltadas principalmente para compras de supermercados, com o uso de dark stores

07/04 – Valor Econômico – Governo de São Paulo propõe novo corredor até Porto de Santos

Projeto de uma nova rota entre capital e a Baixada Santista é embrionário e não seria para o atual mandato do governador João Doria

07/04 – Financial Times – Empresas tentam tirar os riscos políticos do supply chain

Problemas sofridos pela Samsung chamam a atenção para as ameaças que podem existir em meio a duelos entre super potências

07/04 – Folha de S. Paulo – Governo espera oferta em todos os lotes na semana de leilões

Apesar dos riscos menores de “vazio”, expectativa é de que haja pouca concorrência pelos empreendimentos

06/04 – O Globo – Entenda a verdadeira dimensão dos leilões de infraestrutura esta semana

Sócia-executiva do ILOS comenta o que se pode esperar com os leilões de infraestrutura de transportes organizados pelo governo nesta semana

06/04 – Novarejo – Como usar dados para aprimorar as estratégias de logística

Centros urbanos de distribuição, tecnologia e a experiência do cliente estão no foco das novas estratégias de logística

06/04 – Valor Econômico – Abril terá ‘maratona’ de leilões de concessões

Projetos em várias áreas preveem investimentos de R$ 20 bilhões

06/04 – Valor Econômico – Traçado da ferrovia Fiol enfrenta críticas na Bahia

Projeto, que liga mina de ferro a porto em Ilhéus, sofre resistências de ambientalistas, pesquisadores, donos de fazendas e empresários da região

06/04 – Valor Econômico – Demanda no campo fortalece venda de implementos no país

Semirreboques basculantes e graneleiros puxaram aumento das vendas em uma das montadoras de implementos brasileiras

06/04 – Jornal do Comércio – Documento Eletrônico de Transporte reduzirá custos

Foco do DTe é reduzir burocracia no supply chain e reduzir custos para o setor produtivo

05/04 – O Globo – Apesar da crise no setor aéreo, leilão de aeroportos atrai grandes grupos

22 aeroportos serão leiloados divididos em 3 grandes grupos. FIOL e terminais portuários também estão no pacote da semana

 

Notícias anteriores:

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – março/21

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – fevereiro/21

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – janeiro/21

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – dezembro/20

Logística no dia a dia – prepare-se para o Fórum Internacional Supply Chain

 

Crédito da imagem: Coffee vector created by freepik – www.freepik.com

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – março/21


O primeiro trimestre de 2021 caminha para o fim com a confirmação de forte queda no PIB do Brasil em decorrência dos problemas internos brasileiros e, principalmente, da crise provocada pela pandemia da COVID-19. Diante do cenário desafiador para as empresas, é fundamental que os profissionais estejam sempre atualizados e, por isso, reunimos nesse post as notícias que trazem o que há de mais recente sobre logística e supply chain no Brasil e no mundo. Fique ligado!

30/03 – IstoÉ Dinheiro – Governo age para liberar Ferrogrão

Ministro da Infraestrutura tenta derrubar liminar que barrou construção da ferrovia

30/03 – Folha de S. Paulo – Brasil ainda pode sofrer com “efeito dominó” de paralisação

Segundo especialista, saturação em portos europeus pode causa ruptura nas cadeias de suprimentos

30/03 – Folha de S. Paulo – Lua ajuda, navio desencalha e canal de Suez é desbloqueado

Canal recebe cerca de 12% do comércio global. Perspectiva de bloqueio demorado já havia obrigado empresas a mudarem a rota, contornando a África, aumentando o tempo e o custo das viagens

30/03 – Folha de S. Paulo – Nos EUA, empresas se queixam do aumento de custos

Gargalos nas cadeias de suprimentos, além de mão de obra e matéria-prima mais caras, pressionam preços

29/03 – Financial Times – Bloqueio do canal de Suez vai acelerar as mudanças nas cadeias globais de suprimentos, diz executivo da Maersk

Segundo executivo da empresa dinamarquesa, as empresas vão, cada vez mais, deixar de lado o sistema just-in-time e ampliar seus níveis de estoque para reduzir riscos de falta de matéria prima

29/03 – Valor Econômico – Para Brasil, bloqueio no Canal de Suez tem maior impacto sobre refrigerado

Prejuízos diretor devem ser bem menores do que na Europa. Principais impactos se darão na rota até Oriente Médio e Extremo Oriente

29/03 – Folha de S. Paulo – Navio encalhado no Canal de Suez é aviso sobre globalização excessiva

Impacto do bloqueio marítimo no comércio salienta a dependência global das cadeias de suprimentos

29/03 – Folha de S. Paulo – Mercado avalia transporte marítimo de vacinas

Apesar dos esforços, visão do sócio diretor do ILOS, Mauricio Lima, é de que seja priorizado o transporte aéreo, por oferecer maior velocidade de entrega dos imunizantes

26/03 – Forbes – Escalando o seu e-commerce: por que um supply chain integrado é essencial para o sucesso

Na opinião de especialista, a integração dos diversos canais de venda é fundamental para estabilidade, segurança e crescimento da empresa

26/03 – CNN – Navegação internacional já estava o caos antes do bloqueio do canal de Suez

Cadeias de suprimentos já vinham sofrendo com custos mais altos para movimentação de produtos, com falta de itens em alguns mercados

26/03 – IstoÉ Dinheiro – Sequoia, de logística, acelera com e-commerce

Segundo especialistas, mercado pulverizado aponta para possível aumento de consolidações no setor de operadores logísticos

25/03 – G1 – Canal de Suez pode ficar dias ou semanas bloqueado após meganavio encalhar; entenda

Operadoras de cargueiros já avaliam desviar a rota para o Cabo da Boa Esperança, no sul da África

25/03 – Valor Econômico – Gargalos e vigor da indústria global pressionam preços

Pesquisas realizadas em várias partes do mundo apontam para demora na entrega de matérias-primas, aumento nos atrasos na produção e forte alta nos preços dos insumos

25/03 – Valor Econômico – Pandemia fragiliza cadeia de suprimentos

Reações ao risco geopolítico têm sido pressionar por repatriar a produção

25/03 – O Estado de S. Paulo – Com venda reduzida, varejo adia pedidos

Temor de varejistas é acumular estoques por falta de demanda

25/03 – Folha de S. Paulo – Navio encalha, bloqueia canal de Suez e põe em risco o comércio internacional

Encalhe de navio impede fluxo de mercadorias em uma das regiões mais movimentadas no globo e leva à alta do petróleo

23/03 – O Globo – Indústria e varejo já reduzem produção e falam em alta de preços com agravamento da pandemia

Falta de matéria-prima, atrasos nas entregas por parte de fornecedores e entraves de logística colocaram empresas em alerta

23/03 – Valor Econômico – Volvo e Scania seguem Volks e suspendem a produção

Decisão das montadoras foi causada pela piora da pandemia no país

23/03 – O Estado de S. Paulo – Ferrovia no MT vai começar a sair do papel após 10 anos

Ferrovia de Integração do Centro-Oeste deve ajudar a reduzir a pressão sobre as duas principais vias de escoamento de grãos de Mato Grosso

22/03 – Valor Econômico – Pandemia traz lição sobre escassez de bens e recursos

A pandemia é um ensaio de como as sociedades responderão às mudanças climáticas e um meio ambiente deteriorado. O esgotamento dos recursos naturais do planeta cria uma escassez que o tempo não vai aliviar

22/03 – Valor Econômico – Hidrovias do Brasil mira expansão no Norte

Operadora logística planeja novas rotas de escoamento de grãos no Arco Norte e estuda concessões da BR-163 e Ferrogrão

22/03 – Folha de S. Paulo – Indústria nacional sofre com caos no transporte marítimo

Fretes recordes e falta de contêineres põem em risco retomada da produção

22/03 – Financial Times – Marinheiros não vacinados são um risco ao aprofundamento da crise global nas cadeias de suprimentos

Armadores avisam que grande parte dos marinheiros são originários de países cuja vacinação contra COVID-19 acontece de forma muito lenta

19/03 – Folha de S. Paulo – Apagão logístico global paralisa montadoras

Falta de meios de transporte e alta de custo se somam à escassez de peças em setor dependente de importação e tecnologia

19/03 – Supply Chain Magazine – 10 reflexões para o supply chain do future

Identificar vulnerabilidade para uma alcançar uma gestão de riscos eficiente é uma das análises que devem ser feitas pelos executivos

18/03 – Global Trade Mag – Por que precisamos de mais mulheres no supply chain

Em geral, homens ocupam 70% a 85% dos cargos na gestão do supply chain

18/03 – Financial Times – Soberania das cadeias de suprimentos vai desfazer os ganhos da globalização

A busca pela resiliência nacional pode, facilmente, levar ao protecionismo

17/03 – Exame – Superssafra de grãos impulsiona perspectiva para a Rumo, de logística

A Rumo, gigante da logística que possui 13.500 km de linhas ferroviárias, começou 2021 com o dobro de contratos do que tinha um ano atrás para o transporte de commodities

16/03 – Valor Econômico – E-commerce de frutas, verduras e legumes da China já gira US$ 42 bi

E-commerce conecta o produtor rural ao consumidor, reduzindo custos com embalagens, transporte e atravessadores. Uso de jogos e possibilidade de compras seletivas são alguns dos diferenciais do serviço

16/03 – SDC Executive – Três perguntas que as empresas devem fazer ao considerar uma expansão estratégica

Decisões com base em talentos disponíveis, oportunidades de desenvolvimento e insumos locais vão impactar o bottom line da empresa nos anos seguintes

16/03 – Chain Store Age – Pesquisa: a maior prioridade em tecnologia para o supply chain é…

Quando perguntados como a sua empresa define inovação, quase 50% dos executivos de supply chain escolheram transformação digital

12/03 – Inc. – Como proteger a sua cadeia de suprimentos contra a falta de insumos

Um ano após o início da pandemia de COVID-19, as empresas ainda buscam maneiras de preparar a sua cadeia de suprimentos para evitar a falta de insumos

12/03 – Valor Econômico – Custo para levar soja até a China caiu no ano passado

Estudo mostra que houve quedas nos custos de frete nas principais rotas de escoamento do Brasil

11/03 – O Estado de S. Paulo – Caos chega ao frete global e eleva custo do transporte marítimo

Transporte marítimo internacional sofre com desbalanceamento de contêineres pelo mundo, engarrafamento em portos e concentração de navios em determinadas rotas, que se refletem no aumento dos preços de frete

10/03 – Fast Company – Por que as empresas estão “limpando” suas cadeias de suprimento – e o que isso significa para o seu negócio

Responsabilidade em relação às emissões de carbono exige atenção total das empresas, dos fornecedores e dos clientes

08/03 – Valor Econômico – Cadeia logística prevê impacto menor em nova onda

Após um 2020 de turbulências e desabastecimento, setor avalia que o cenário crítico não se repetirá

08/03 – Financial Times – Pessoas: o link mais forte nas cadeias de suprimentos tensas

A pandemia destacou a escassez de gestores qualificados que podem mapear uma rota para fora do caos

08/03 – Direct Industry – IA para sustentar a cadeia de suprimentos ágil do futuro

A pandemia da covid-19 acelerou a transformação digital pelo mundo, e o futuro da logística será construído com base em tecnologias que permitem ao supply chain dar suporte a tomada de decisões inteligentes

07/03 – Supply Chain Brain – O desafio da conectividade nas cadeias frias de vacinas

Com o surgimento de diversos tipos de vacinas, o desafio passa a ser transportá-las garantindo que não haja interrupção na cadeia fria, desde a indústria até os postos de vacinação, para evitar perdas

04/03 – IstoÉ Dinheiro – Rumo inicia operação na Ferrovia Norte-Sul cinco meses antes do prazo

Primeiro trecho a ser operado levará carga de São Simão (GO) para a malha Paulista, que conecta com o porto de Santos

03/03 – Jornal do Comércio – ANTT publica nova tabela de frete, com reajustes que vão de 6,45% a 8,58%

Legislação indica que tabela deve ser reajustada a cada 6 meses ou quando a variação do preço do diesel for igual ou superior a 10%

03/03 – The Wall Street Journal – Por que os executivos de finanças acreditam no Supply Chain Finance

Empresas usam o Supply Chain Finance para melhorar o capital de giro e cortar custos

02/03 – Bloomberg – Engarrafamento global de cargas pode durar até 2022

Segundo matéria da Bloomberg, custo internacional de transportes deve continuar aumentando durante o ano por conta do grande volume de carga a ser movimentado

 

Notícias anteriores:

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – fevereiro/21

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – janeiro/21

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – dezembro/20

Logística no dia a dia – prepare-se para o Fórum Internacional Supply Chain

 

Crédito da imagem: Coffee vector created by freepik – www.freepik.com

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – fevereiro/21


O ano de 2021 segue com a expectativa em torno da vacinação contra a COVID-19, e os seus reflexos positivos no comércio, interno e externo, o que vai gerar impactos na logística e no supply chain. Esse novo mundo que se desenvolve exige que os profissionais estejam sempre atualizados e, por isso, reunimos nesse post as notícias que trazem o que há de mais recente sobre logística e supply chain no Brasil e no mundo. Fique ligado!

25/02 – Valor Econômico – Soluções biológicas ampliam mercado para a cadeia fria

Pandemia faz fabricantes e distribuidores de medicamentos revisarem sistemas de transporte

25/02 – O Globo – Biden manda fazer revisão de cadeias de suprimentos para diminuir dependência

Processo, porém, pode levar meses e não oferecerá solução rápida à escassez de chips que paralisou indústria automobilística do país

24/02 – Valor Econômico – Governo conversa com fintechs para montar pacote para caminhoneiro

Saiba quais são os possíveis benefícios para o transporte rodoviário com a implementação do documento de transporte eletrônico

24/02 – Valor Econômico – Oscilações de preços no curto prazo afetam gestão de frete

Volatilidade no frete para o agronegócio chega a 40% em um só ano, mostra EsalqLog/USP

24/02 – Valor Econômico – EUA querem criar cadeia de suprimento hi-tech sem a China

Governo americano negocia com empresas e países aliados a formação de cadeias de suprimento seguras de produtos estratégicos, como chips, baterias e metais de terras-raras, que não dependam da China

24/02 – Valor Econômico – Concentração no transporte marítimo preocupa CNI

Estudo aponta redução na oferta de empresas e serviços

23/02 – Valor Econômico – Santos obtém aval da Marinha para operar navios de 366 metros

Atualmente, o cais santista está habilitado a receber navios com 340 metros, no máximo, de ponta a ponta, os quais carregam cerca de 9 mil TEUs em contêineres

23/02 – Valor Econômico – ‘BR do Mar’ reduz frete em mais de 15%, diz EPL

Cálculo é de novo estudo da Empresa de Planejamento e Logística, vinculada ao Ministério da Infraestrutura

19/02 – Valor Econômico – Serviço de consultoria logística gera créditos de PIS e Cofins

Carf reconhece que serviços de consultoria logística configuram insumos e, portanto, geram créditos de PIS e Cofins

19/02 – Valor Econômico – Chuva trava acesso ao porto de Miritituba

Congestionamento ocorre em trecho sem pavimentação da BR-230, que liga a BR-163 à estação de transbordo de carga

18/02 – Valor Econômico – E-commerce puxa investimentos em galpões

Aumento na demanda principalmente do e-commerce leva principais desenvolvedoras de galpões de alto padrão a ampliar investimentos

18/02 – Valor Econômico – Brasil avança em ranking da Unctad

País ganha 10 posições em ranking que classifica o seu grau de preparação no comércio digital entre empresas e consumidores

18/02 – Valor Econômico – Projeto para logística reversa dá apoio a catadores

Criado em 2017, programa Reciclar pelo Brasil apoia 190 cooperativas em 22 estados, mais o Distrito Federal

18/02 – Tribuna do Norte – Governo vai rever estudos para melhorar licenciamento

Ministro da Infraestrutura reconhece que licenciamento ambiental lento acontecia também por baixa qualidade de alguns estudos

11/02 – G1 – Investimentos do governo em transportes encerram 2020 no patamar mais baixo em 15 anos, diz estudo

No ano passado, os investimentos federais em transportes somaram R$ 8,3 bilhões, uma queda de 4% na comparação com 2019, mostra levantamento da CNI.

10/02 – Tecnologística – Relatório da Colliers aponta aquecimento no setor de galpões logísticos

Absorção bruta chegou a 2,6 milhões de m² de área locada, enquanto líquida – saldo entre novas locações e devoluções – atingiu 1, 5 milhão de m²

10/02 – Valor Econômico – GPA cria operação de logística para vender serviços a terceiros

Medida aumenta concorrência com operadores especializados e marketplaces rivais

10/02 – Valor Econômico – Novas ferrovias vão ter “selo verde” para mercado de carbono

Fiol, Fico e Ferrogrão serão leiloadas com carimbo sustentável e poderão vender créditos

09/02 – Exame – Em aceno a caminhoneiros, governo quer facilitar acesso da categoria ao MEI

Texto já aprovado no Senado prevê que só 20% do faturamento de transportadores sejam considerados em cálculo para enquadramento no sistema simplificado

09/02 – Valor Econômico – B2W entra com frete grátis e reduz taxa para lojista

Benefícios para lojistas incluem alteração na comissão de frete e o fim da cobrança de comissão em venda cancelada

09/02 – Valor Econômico – BTP prepara expansão no Porto de Santos

Grupo finaliza pedido de renovação antecipada de seu contrato por mais 20 anos e mira novas áreas no porto

09/02 – Folha de S. Paulo – Defasagem no diesel cresce após Petrobras ajustar política de preço

Temor por interferência do governo na política de preços leva ações da estatal cair apesar do anúncio de novo aumento nos combustíveis

08/02 – O Globo – Apoiada por Bolsonaro, agenda de trânsito volta ao rol de prioridade

Entre as prioridades está a criação do Documento de Transporte Eletrônico (DT-e) para as operações de transporte de carga, documento único que substituirá todos os existentes atualmente, contendo dados tributários, logísticos, comerciais, financeiros, sanitários, dentre outros

08/02 – O Estado de S. Paulo – Com investimento de R$ 1,2 bi, antiga fábrica da Ford vira centro logístico

Complexo de 1 milhão de metros quadrados deve abrigar 13 galpões modulares e já atrai interesse de empresas metalúrgicas, sistemistas, e-commerce de alimentos refrigerados e data centers

08/02 – Valor Econômico – DPWorld avança em logística e novas cargas

Gigante global do setor portuário prospecta o mercado de gás natural e lança empresa de logística para cuidar de operação porta a porta

05/02 – Folha de S. Paulo – Shoppings decidem manter drive-thru, canal de vendas adotado na pandemia

Metade dos centros de compras devem continuar usando garagens para escoar venda online

05/02 – IstoÉ Dinheiro – Estados querem uma reforma ampla e que inclua também ICMS

Estados querem evitar que proposta de reforma tributária volte à estaca zero. Expectativa é pela criação de um novo tributo que vai reunir impostos federais, estaduais e municipais

05/02 – IstoÉ – Governo quer alterar ICMS sobre combustível

Governo quer aumentar previsibilidade sobre preço do combustível e propõe reajuste mensal, em vez de quinzenal. Medida traria benefícios a caminhoneiros

05/02 – Valor Econômico – Alimento fresco acelera negócio de aplicativos

Baixa penetração dos supermercados online abre espaço para participação de aplicativos de entrega

04/02 – Bloomberg – Custo de frete agrava impacto da pandemia em transporte marítimo

Explosão nos preços de frete marítimo por conta da pandemia traz preocupações a governos e embarcadores na Europa, China e Estados Unidos

03/02 – Valor Econômico – Biden quer rever as cadeias de fornecimento dos EUA

Presidente vai ordenar busca de vulnerabilidades das cadeiras de fornecimento tanto de compras governamentais como do setor privado. Objetivo é reduzir a dependência de tecnologia e insumos de países como China

03/02 – Valor Econômico – Petrobras muda condições para cadeia fornecedora

Estatal amplia de 30 para 90 dias o prazo de pagamento de alguns fornecedores

03/02 – Folha de S. Paulo – Produção industrial encolhe 4,5% em 2020, pior queda desde 2016

Setor está 3,4% acima do patamar pré-pandemia

01/02 – Valor Econômico – Cadeia de eletrônicos tem de cumprir meta de logística reversa

Fechamento de lojas por causa da pandemia atrapalhou programa de coleta de aparelhos usados

01/02 – Valor Econômico – Fala de ministro acirra polêmica na véspera de atos dos caminhoneiros

Governo avalia que a paralisação dos caminhoneiros será bem mais limitada que a de 2018

01/02 – O Estado de S. Paulo – Covid faz custo de frete para China disparar

Preço para trazer um contêiner de Xangai está 4,5 vezes superior ao do início de 2020

01/02 – Folha de S. Paulo – Em áudio, ministro diz não ser possível atender demandas de caminhoneiros

Governo avalia que a paralisação dos caminhoneiros será bem mais limitada que a de 2018

01/02 – Folha de S. Paulo – Porto de Navegantes bate recorde na pandemia com boom de madeira

EUA, principal comprador do produto, aproveitaram câmbio favorável para expandir importações

Notícias anteriores:

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – janeiro/21

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – dezembro/20

Logística no dia a dia – prepare-se para o Fórum Internacional Supply Chain

 

Crédito da imagem: Coffee vector created by freepik – www.freepik.com

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – janeiro/21


O ano de 2021 chega com a expectativa pela retomada da indústria e do comércio, interno e externo, o que vai gerar impactos na logística e no supply chain. Esse novo mundo que se desenvolve exige que os profissionais estejam sempre atualizados e, por isso, reunimos nesse post as notícias que trazem o que há de mais recente sobre logística e supply chain no Brasil e no mundo. Fique ligado!

29/01 – Valor Econômico – DPaschoal abastece fornecedor com dados

Ferramenta ajuda o fabricante a programar a produção. Compartilhamento de informações com a indústria permitiu a rede reduzir estoque em 40% durante a pandemia

29/01 – Valor Econômico – Loggi planeja aquisições e descarta abrir capital na bolsa no curto prazo

Operador logístico cresceu mais de 360% em 2020 em decorrência da pandemia. Uso de tecnologia é fundamental para fazer as entregas de forma rápida, barata e consistente, garante presidente

29/01 – Valor Econômico – Rodovias e governo paulista vivem novo embate

Grupo de concessionárias reclamam de paralisia regulatória e interferência política na agência de transportes paulista

29/01 – Folha de S. Paulo – Petrobras diz não ter culpa por insatisfação de caminhoneiros

Custo alto não se deve ao diesel, mas à idade da frota e às condições das estradas, afirma presidente da estatal

28/01 – O Globo – Bolsonaro apela a caminhoneiros e diz que estuda redução de PIS/Cofins no óleo diesel

Presidente afirmou que avalia reduzir preço do combustível, mas disse que ‘solução não é fácil’

28/01 – Folha de S. Paulo – Bolsonaro faz apelo a caminhoneiro contra greve

Motoristas ameaçam iniciar paralisação na próxima segunda-feira em protesto contra o reajuste do diesel

28/01 – Estado de S. Paulo – Governo avalia cortar imposto de diesel para evitar greve dos caminhoneiros

Ameaça de paralisação a partir de 1o de fevereiro levou equipe econômica a estudar formas para atenuar o impacto de aumento do combustível; técnicos alertam, porém, que eventual redução do tributo terá de ser compensada por outra fonte de receita

28/01 – IstoÉ Dinheiro – Diesel sobe mais nas refinarias do que nas distribuidoras

A alta recente do preço do óleo diesel tem sido puxada desde o ano passado pelo primeiro elo da cadeia de venda do produto, formada pelas refinarias da Petrobras e por importadores, segundo dados da ANP

28/01 – Valor Econômico – Bolsonaro acena com redução de imposto para baixar diesel

Aceno de Bolsonaro com redução de impostos ocorreu quando novo aumento do preço do diesel passou a valer nas refinarias

28/01 – Valor Econômico – Produção de petróleo bate recorde em 2020

País produziu, em média, 2,938 milhões de barris/dia no ano passado, alta de 5,5% em relação a 2019, segundo ANP

27/01 – Folha de S. Paulo – Ameaça à colheita de soja, greve de caminhoneiros seria ‘tiro no pé’, diz setor agrícola

Motoristas não conseguiriam apoio da sociedade com paralisação em meio à pandemia da Covid-19, segundo representantes do setor

27/01 – Valor Econômico – Cresce dependência de estradas para exportar grãos, diz estudo

Levantamento feito pelo EsalqLog e o USDA mostra que a participação geral das rodovias no transporte de soja e milho diminuiu entre 2010 e 2019, mas aumentou nas operações de comércio exterior

27/01 – Valor Econômico – Logum entregará dutos na Grande São Paulo ainda no primeiro semestre

Os 128 quilômetros de duto construídos nesta etapa triplicarão a capacidade de movimentação da empresa

26/01 – Forbes – 5 tendências que vão convergir para mudar ainda mais rápido o varejo em 2021

Tecnologia vai continuar a liderar as mudanças na relação entre varejo e consumidor

25/01 – Valor Econômico – Varejo testa forma de acelerar a última milha

Segundo pesquisa do ILOS, last mile pode chegar a 45% do custo de uma venda online. Sócia executivo do ILOS, Maria Fernanda Hijjar explica que o custo elevado e as restrições de regulamentação ainda restringem a expansão no uso de drones pelas empresas

25/01 – Valor Econômico – Expansão do comércio eletrônico movimenta mercado de galpões

Pequenos espaços urbanos estão se transformando em condomínios logísticos

24/01 – O Globo – Estacionamentos de shoppings e mercados poderão funcionar como postos de vacinação

Para sócio diretor do ILOS, não há gargalo na distribuição da vacina contra COVID-19, mas pode haver no planejamento da vacinação

22/01 – Valor Econômico – Com prorrogação das concessões, indústria ferroviária sai da crise

Fabricantes de locomotivas, vagões e equipamentos retomam crescimento após forte crise nos últimos anos

22/01 – Valor Econômico – MP tenta barrar, no TCU, proposta para Ferrogrão

MP e TCU questionam a ideia do governo federal de colocar até R$ 2,2 bilhões em recursos públicos como garantia contra imprevistos nas futuras obras da ferrovia que impulsionará escoamento de grãos para o Arco Norte

21/01 – Folha de S. Paulo – Mesmo com alta no e-commerce, setor de transporte fica estagnado em 2020

Vendas pela internet movimentaram menos cargas na comparação com commodities, diz instituto

20/01 – Auto Esporte – Caminhão especial, escolta e sigilo: é assim que a vacina contra a Covid-19 vai ser transportada pelo Brasil

A CoronaVac, primeira vacina aprovada pela Anvisa a circular pelo Brasil, exige uma logística impecável para não perder a eficiência

20/01 – Money Times – Santos Brasil: analistas veem movimento estratégico em vitória de edital para exploração de nova área

Terminal vai explorar nova área na margem direita do porto, ampliando sua capacidade de movimentação de contêineres

19/01 – UOL – Governo publica nova tabela do frete rodoviário com aumento de até 2,51%

Pela legislação, a ANTT precisa atualizar os preços a cada seis meses, em janeiro e julho de cada ano

18/01 – Folha de S. Paulo – 30% do e-commerce criado na pandemia vai permanecer

Estudo aponta que de 20% a 30% das pessoas que migraram do varejo físico para o virtual vão permanecer no e-commerce após a pandemia. Quase 40% dos entrevistados disseram que vão realizar mais compras online do que físicas

12/01 – Valor Econômico – Fabricantes de implementos vivem realidades distintas

Mesmo durante a pandemia, linha pesada cresceu mais de 6% impulsionada pelo agronegócio. Por outro lado, a linha leve caiu pouco mais de 5% com a queda no desempenho dos pequenos negócios e lojas de rua

12/01 – Valor Econômico – Leilão da Fiol ganha força com novos projetos ferroviários

Construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste e da continuação da Fiol chama a atenção de novos grupos ao leilão do primeiro trecho da ferrovia baiana

11/01 – Valor Econômico – ANP vê leve desconcentração na distribuição de combustível

Apesar da desconcentração, ANP ainda considera mercado brasileiro de alta concentração ou de concentração moderada, dependendo do indicador utilizado e do combustível em questão

07/01 – Valor Econômico – Frete China-Brasil dispara e deve encarecer produtos importados

Preços de transporte marítimo do país asiático chegam a valores históricos e impactam cadeia logística brasileira

06/01 – Valor Econômico – Soja em alta move exportação brasileira

Expectativa é por novo recorde nas exportações de soja, com demanda forte por escoamento da produção a partir de fevereiro

05/01 – Automotive Business – Venda de caminhões cai 12,3% em 2020, Fenabrave prevê alta de 21,7% em 2021

Ano de 2020 registrou o emplacamento de quase 90 mil veículos comerciais de carga

05/01 – Folha de S. Paulo – Santos prevê R$ 7 bi em arrendamentos e acessos

Porto amplia investimentos em ferrovias para aumentar movimentação de cargas enquanto aguarda desestatização

04/01 – Valor Econômico – Após recuperação em 2020, indústria pode voltar ao “velho normal”

Com estoques em baixa, indústria tende a ampliar produção no primeiro semestre

04/01 – Valor Econômico – Comércio global deve se recuperar, mas há riscos

Início da vacinação em vários países está melhorando perspectiva para o comércio e a economia globais, mas recuperação será lenta e o mundo só voltará aos níveis pré-pandemia em 2022.

04/01 – Folha de S. Paulo – Porto do Açu diversifica suas operações com o agronegócio

Porto mira no agronegócio para ganhos no longo prazo, enquanto consolida sua participação na movimentação de produtos da indústria do petróleo

Notícias anteriores:

Logística no dia a dia, no Brasil e no mundo – dezembro/20

Logística no dia a dia – prepare-se para o Fórum Internacional Supply Chain

 

Crédito da imagem: Coffee vector created by freepik – www.freepik.com