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Incerteza X Informalidade no Transporte de Cargas

Não há dúvidas de que a atividade de transporte rodoviário de cargas no Brasil evoluiu nos últimos quinze anos. Se resgatarmos o diagnóstico realizado pela CNT/Coppead em 2001, percebemos várias ações que tornaram a oferta desse serviço um pouco mais estruturada no país. Mas certamente a estruturação desta atividade ainda está longe de ser a ideal, especialmente neste período de depressão econômica.

Pesquisas realizadas pelo ILOS mostram que o nível de formalização na contratação de transportadores diminuiu em 2015 em relação a 2011. Menos empresas assinaram contratos de longo prazo com seus transportadores, especialmente porque a demanda era incerta.

Figura 1

Figura 1 – Contrato formal entre as empresas

Fonte: Panorama ILOS – Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil vice ILOS

 

Períodos de incertezas fazem com quem a informalidade volte. E essa informalidade pode se refletir em redução da qualidade dos serviços prestados. Menos contratos significam menos itens de serviço monitorados, e menos garantia de qualidade. Um círculo vicioso bastante negativo para esta atividade tão essencial.

Figura 1 - Indicadores de desempenho

Figura 2 – Indicadores de desempenho entre as empresas

Fonte: Panorama ILOS – Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil

 

Referências

<https://www.ilos.com.br/web/analise-de-mercado/relatorios-de-pesquisa/transporte-rodoviario-de-cargas/>

 

Percentual de entregas de produtos não perecíveis com atraso está muito elevado!

A equipe do ILOS realiza desde 1994 a Pesquisa de Customer Service, na qual avalia a percepção dos supermercadistas com relação a um conjunto de dimensões do serviço logístico, como disponibilidade, frequência de entrega, pontualidade, entre outras, da indústria de bens de consumo.

O resultado da pesquisa de 2015 mostra uma situação preocupante no que se refere ao cumprimento do prazo de entrega acordado para produtos não perecíveis: a prática média do mercado fornecedor é atrasar entre 18% e 34% dos pedidos, dependendo da região do país, muito longe da expectativa dos supermercadistas, como mostra a Figura 1.

CS1

Figura 1 – % de entregas com atraso

Fonte: Panorama ILOS – Customer Service 2015

 

Este desempenho resulta em elevados índices de insatisfação dos supermercadistas, conforme pode ser observado na Figura 2. Mesmo considerando os fornecedores tidos como benchmarks do mercado, ainda encontramos um percentual de supermercadistas insatisfeitos muito elevado. Isto porque o atraso na entrega influencia diretamente na disponibilidade de produtos, resultando em rupturas no varejo ou em níveis de estoques mais elevados.

CS2

Figura 2 – % de supermercadistas insatisfeitos

Fonte: Panorama ILOS – Customer Service 2015

 

Além disso, este padrão de serviço dificulta a implementação de estratégias mais sofisticadas, como Omni-channel. Como imaginar a integração das múltiplas plataformas de vendas e distribuição, que exigem grande velocidade de reação da cadeia, com quase um terço dos pedidos chegando com atraso?

 

Referência

https://www.ilos.com.br/web/analise-de-mercado/relatorios-de-pesquisa/customer-service-alimentos-nao-pereciveis/