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Você já realizou algum curso online?

No ano passado (2016) escrevi aqui um post sobre cursos online, indicando o percentual de executivos de logística e supply que já havia realizado algum tipo de treinamento pela internet.

O ILOS refez essa pesquisa em 2017 e as tendências se confirmaram: 65% dos profissionais desta área já haviam realizado algum tipo de curso online em 2017, maior percentual histórico registrado desde 2014, quando apenas 28% dos profissionais havia experimentado esse tipo de treinamento na web.

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Figura 1: Pesquisa com executivos de logística e supply

Fonte: ILOS 2017

A tecnologia está definitivamente inserida na área de educação, e as escolas, do ensino básico ao superior, precisarão realmente rever sua forma de ensino. Provavelmente os cursos presenciais sempre existirão, mas os recursos desenvolvidos para o treinamento à distância deverão ser incorporados.

Já estamos vivendo a nova era da educação. E isso se demonstra também nos temas dos cursos mais procurados. Assuntos atuais como o Omnichannel entraram na lista dos cursos de maior interesse pelos executivos de logística brasileiros, disputando espaço com temas clássicos como Custos Logísticos e Transportes. Isso implica em um grande desafio tanto para os profissionais de logística, quanto para os profissionais de educação, que devem estar a frente do conhecimento e serem capazes de trabalhar novos temas, com poucas referências bibliográficas e poucos exemplos consolidados, ao mesmo tempo em que precisam utilizar uma nova plataforma de aprendizado, aproveitando-se de todos os recursos tecnológicos disponíveis.

O gráfico a seguir mostra os cursos que os executivos de logística e supply mais pretendem realizar nos próximos anos.

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Figura 2: Cursos mais procurados entre os executivos de logística e supply

Fonte: ILOS 2017

O ILOS oferece uma série deles, online e/ou presencial. Para aqueles que tiverem interesse, sugiro os links a seguir para mais informações.

REFERÊNCIAS:

Cursos ILOS
Artigo: Cursos Online e a Nova Era da Educação

Aumento do Market Place e as consequências para a Logística

Na semana passada, quando divulgaram os resultados do primeiro trimestre de 2017, as Lojas Americanas e a B2W anunciaram que pretendem mudar o modelo de negócios em operação no Brasil. Até então, a estratégia da B2W era comprar e revender a maior parte dos produtos, o que significava maior necessidade de caixa, espaço para armazenagem e uma sofisticada gestão do transporte que envolve dezenas de parceiros logísticos com capacidade de entrega fracionada em diferentes pontos do País.

Um dos motivos que impulsionou a mudança foi o aumento do Market Place, onde empresas menores se “hospedam” no site de um varejo online com maior visibilidade para vender seus produtos. Essa mudança já era prevista pelo mercado, dado que grandes players do varejo, como Amazon (nos Estados Unidos) e Mercado Livre (no Brasil), operam desta forma.

Segundo informações divulgas pela própria B2W, hoje, cerca de 5 mil empresas vendem seus produtos através do site dela, número esse 43% superior ao primeiro trimestre de 2016. E qual o impacto disso na logística?

Bom, a logística muda bastante. Com menos SKUs em estoque, a empresa que oferece o serviço de Market Place pode se concentrar na compra e venda dos itens com maior giro ou maior margem, dependendo da estratégia que cada empresa quer seguir. Para alguns varejistas, existe ainda a possibilidade de redução da área de armazenagem e aumento do caixa.

Outro importante movimento que vem ocorrendo é a venda de serviço logístico. Se antes a logística era apenas um centro de custo, agora é possível ter receita com a venda do serviço de transporte e, em alguns casos, da armazenagem. Desta forma, agora, além de entregar seus próprios produtos, os grandes varejistas online oferecem o serviço logístico às empresas parceiras do site. Lembrando que, no caso da B2W, são, de início, 5 mil empresas como potenciais clientes para a venda do serviço logístico.

Esse potencial não é pequeno e vale lembrar que a maior parte das empresas que usam o Market Place são de médio e pequeno porte, que não tem logística própria e precisam garantir um nível de serviço equivalente aos dos grandes players. Não à toa que alguns dos maiores varejistas adquiriram, nos últimos anos, transportadores com expertise em entrega fracionada.

A pergunta que fica é se a sua empresa está preparada para essas mudanças?

O mais provável é que, atualmente, a sua empresa venda para o varejo em grandes lotes, e o transporte seja de carga fechada. Nesse modelo, a gestão do estoque e a distribuição fracionada ficam por conta do varejo. Amanhã, com o Market Place cada vez mais forte, a tendência é que o estoque e a responsabilidade da contratação do frete fracionado fiquem com a sua empresa e não mais com o varejo.

Agora é o varejo online que está “puxando” esse movimento, amanhã pode ser o varejo tradicional. Nesse caso, a logística da sua empresa está preparada para isso?