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Brasil sobe em ranking de logística

País aparece na 55ª posição entre 160 países e à frente de outros sul-americanos

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Caminhões e a rota Manaus–São Paulo–Manaus

A coluna do jornalista Ancelmo Gois desta segunda-feira, em O Globo, trouxe uma notícia preocupante: uma transportadora está com cerca de 300 caminhões parados em Manaus a espera de carga para o Sudeste. Essa notícia preocupa por diversos motivos, dois deles bastante evidentes na nota: a queda na produção nacional, reflexo direto da retração da economia, e por 300 caminhões estarem parados, o pior cenário para uma transportadora.

Esses dois aspectos são circunstanciais, resultados do momento da economia, e serão revertidos uma hora ou outra. Entretanto, existe um terceiro que, para mim, é muito mais preocupante do que os outros dois: em pleno 2015, o Brasil ainda transporta carga entre Manaus e o Sudeste por caminhão!

Atualmente, pouco menos de 10% da produção brasileira são movimentados por cabotagem, enquanto regiões como China e União Europeia, com territórios tão extensos quanto o do Brasil, transportam mais de 30% da sua carga pela navegação costeira. Para os embarcadores de carga brasileiros, essa distorção decorre, principalmente, da infraestrutura precária dos portos nacionais e do excesso de burocracia governamental, como pudemos ouvir em recente estudo realizado pelo ILOS.

Matriz de transporte de cargas - ILOS

Figura 1 – Comparação entre a matriz de transporte de cargas do Brasil, China e União Européia

Fonte: ILOS, Eurostat, National Bureau Statistics of China, 2014

 

O alento é que, nos últimos 10 anos, o crescimento anual da movimentação de contêineres por cabotagem tem sido de 13% ao ano, e mais de 40% das empresas do País já utilizam o modal. Além disso, os embarcadores demonstram interesse em ampliar sua movimentação por cabotagem, principalmente entre Manaus e o Sudeste. Entretanto, é preciso que haja mais investimentos nos portos brasileiros, além da redução da burocracia por parte dos órgãos governamentais. Se isso não acontecer, corremos o risco de continuarmos totalmente dependentes de um modal caro e poluente como o rodoviário.

 

Referências:

Panorama ILOS “Portos Brasileiros – Avaliação dos Usuários e Análise de Desempenho – 2015”

Jornal O Globo – 14/12/2015

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Plano melhorado

O país precisa muito de investimentos, não apenas para sair da recessão de 2015, mas para atender ao aumento de demanda de transporte de passageiros e cargas. O problema é a maneira como o governo anuncia, que torna qualquer plano pouco crível: não se sabe as regras das concessões; o maior projeto, a ferrovia bioceânica, é uma miragem; algumas obras estão sendo apenas reempacotadas.

 

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