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Gamificação é palavra de ordem em empresas líderes

Gamificação é o uso de técnicas de jogos em um contexto de trabalho, com o objetivo de engajar os usuários e resolver problemas, induzindo a ação através de, principalmente, desafios e recompensas.

Tradicionalmente, as empresas e instituições de ensino já vinham introduzindo jogos visando simular um ambiente competitivo entre participantes, mas fora do ambiente de trabalho.

Atualmente a gamificação pretende estimular o autodesenvolvimento das pessoas no dia-a-dia do trabalho, reforçando as melhores práticas de sua função. Imagine um motorista do transporte de carga que recebe feedback sobre a qualidade da condução do veículo durante o trajeto, e tem seu desenvolvimento de carreira atrelado ao seu histórico de atuação.

Em última análise, a gamificação tem como objetivo central o aumento de produtividade, através do autodesenvolvimento, visando encorajar comportamentos desejáveis e atenuar os efeitos adversos de tarefas tediosas e repetitivas. Os jogos podem ser usados para manter o trabalho direcionado a um objetivo claro e, caso haja um sistema de pontos, podem ser usados como componente para as avaliações de funcionários, e até estarem atrelados às políticas de aumentos salariais.

Em suma, a gamificação se dá quando se utiliza mecanismos de jogos para engajar alguém a fazer algo desejável. Segundo o Gartner Group, cerca de 50% de todo o processo de inovação global é gamificado, e 50% das empresas listas na Fortune 500 usarão extensivamente gamificação até 2020.

“Ficamos tão impressionados com os resultados da gamificação que resolvemos implementá-la em nossa logística, no formato de campanha motivacional”, relata Ricardo Buteri, Diretor de Operações da Wine.com.br. Este foi um testemunho por conta de sua participação na Missão Internacional de Logística na Europa em 2015, organizada pelo ILOS, quando por lá conheceu, em duas grandes organizações, o conceito da gamificação, direcionado ao aperfeiçoamento do desempenho de processos do dia-a-dia na empresa.

A Gartner também aponta que “a gamificação tornou-se uma parte essencial de qualquer estratégia de negócio como forma de motivar as pessoas a digitalmente ultrapassar as barreiras da escala do tempo, distância, conexão e custo”.

É importante ressaltar que o foco da gamificação é estimular a competitividade saudável, ao lidar com a natureza humana que motiva as pessoas a partir da vontade de superação (ao próximo ou a si mesmo) em algum aspecto. Nosso cérebro gosta de desafios e, através da ‘ludificação’ de atividades, abre-se inúmeras oportunidades para que as pessoas se sintam desafiadas a desempenhar positivamente em linha aos objetivos das empresas.

A logística da Nike, gigante do futebol

logística da Nike – ILOS

Foto 1 – Centro de Distribuição da Nike é um dos pontos de parada da Missão Internacional Europa do ILOS

Fonte: Divulgação

 

Um dos maiores fabricantes de material esportivo do mundo, a Nike precisa de uma logística também campeã para distribuir seus equipamentos pelos quatro cantos do globo. Principalmente na Europa, onde a logística da Nike deve ser perfeita para fazer frente a sua maior rival, a Adidas. Nessa corrida para saber quem chega primeiro às lojas, a grande estrela da logística da Nike é o seu centro de distribuição em Laakdal, na região de Flanders, na Bélgica.

Vídeo 1 – Conheça o Centro de Distribuição da Nike em Flanders

Fonte: InvestInFlanders 

 

Com quase 260 mil m2, o CD da Nike em Flanders é considerado um dos maiores de toda a Europa e o maior da empresa de material esportivo no mundo. Mais de 200 mil tipos diferentes de produtos são estocados no armazém automatizado, que distribui para quase 70 países e atende a mais de 50 mil clientes. Seis turbinas eólicas produzem, anualmente, mais de 120 milhões de quilowatts-hora, fornecendo toda energia para este que é um dos primeiros centros de distribuição ecologicamente sustentáveis da Europa.

Entretanto, é a sua localização que faz com que o CD de Flanders seja um dos mais importantes para a logística da Nike no mundo. A região está no centro do maior mercado consumidor da Europa e, além disso, é um dos maiores hub logísticos da Europa, podendo receber e enviar produtos pelos modais aéreo, marítimo, ferroviário e rodoviário para países na Europa, África e Oriente Médio. Desde 2009, a Nike conta em seu CD com um terminal ferroviário próprio para os seus produtos.

Vídeo 2 – Veja mais da logística da Nike no CD de Flanders

Fonte: Golden Kip

 

Referências:

<http://www.investinflanders.be/appl/stories.nsf/0/438A491BF8A98587C125792F0041BB89/$File/TestimonialNike.pdf>

<http://www.flanderstoday.eu/business/new-nike-distribution-centre-limburg>

<http://www.nikebiz.com/crreport/content/environment/4-3-5-inbound-logistics.php?cat=climate-and-energy>

O porto de Roterdã e os robôs

A febre dos robôs também pegou um dos principais portos da Europa. Conhecido desde a década de 90 por sua automação, em 2015, o porto de Roterdã passou a contar com o seu primeiro terminal de contêineres totalmente automatizado. A nova área é controlada pela APM Terminals, que, no Brasil, possui terminais de contêineres em Pecém (CE) e Itajaí (SC).

Porto de Roterdã - Missão ILOS

Figura 1 – Em 2011, os robôs já chamavam a atenção do grupo da Missão Internacional organizada pelo ILOS

Fonte: ILOS

 

Seguindo a linha da Amazon, o terminal da APM em Roterdã utiliza os robôs para otimizar a operação, além de aumentar a segurança dos trabalhadores. Oito guindastes elétricos fazem a carga/descarga dos navios, com os operadores localizados em uma sala de comando, onde estão as oito centrais com joystick e seis telas por guindaste. O sistema conta ainda com 62 caminhões-robôs responsáveis pela movimentação dos contêineres pelos pátios de armazenagem e para os caminhões e trens que os levarão para fora do porto.

 

Vídeo 1 – Simulação com os robôs durante inauguração do terminal da APM em Roterdã

Fonte: APM Terminals

 

O novo terminal completamente automatizado seria uma resposta aos clientes, que vinham pedindo à APM Terminals maior agilidade nas operações de carga e descarga dos navios. Embora não sejam mais rápidos do que os mais modernos guindastes não automatizados em operação, os novos equipamentos da APM Terminals devem trazer um crescimento de até 50% na movimentação de contêineres quando o terminal estiver totalmente operacional, pois minimizam as falhas humanas tradicionalmente existentes nesse tipo de operação.

 

Vídeo 2 – Operação automatizada de movimentação de contêineres no terminal da APM

Fonte: ECT Rotterdam

 

Inicialmente, a expectativa é de que o novo terminal da APM movimente 2,7 milhões de TEUs em seu primeiro ano de funcionamento, podendo chegar a 4,5 milhões de TEUs quando estiver totalmente operacional. Apenas como base de comparação, em 2015, o porto de Roterdã todo movimentou pouco mais de 12 milhões de TEUs.

 

Referências:

<http://fortune.com/2015/12/21/rotterdam-port-robots-strike/>

<http://www.maersk.com/en/the-maersk-group/about-us/publications/group-annual-magazine/robots-running-things-in-rotterdam>

<https://www.portofrotterdam.com/>

<http://worldmaritimenews.com/archives/160340/video-grand-opening-of-apm-terminal-maasvlakte-ii/>

É preciso olhar para fora – Missões Internacionais ILOS

 Todos os anos, o ILOS realiza as Missões Internacionais de Logística, que têm como intuito capacitar executivos e lideranças por meio de visitas técnicas, palestras com convidados especiais e uma imersão nas melhores práticas de Logística utilizadas por grandes empresas do mundo em três destinos: Europa, Estados Unidos e China. Entre as empresas visitadas na Europa, estão portos estratégicos e com infraestrutura eficiente, como Rotterdam na Holanda e Antuérpia na Bélgica, que funcionam como gateway de corredores logísticos multimodais para atendimento continental. O programa também inclui centros de distribuição, como o da Nike, que atende todo o continente europeu e empresas de tecnologia como a VanDerLande Industries. Esta é uma experiência que já tem data para acontecer. Sobre este tema, conversamos com César Lavalle, responsável pela área de Relações Internacionais do ILOS.

Qual o objetivo das Missões Internacionais de Logística promovidas pelo ILOS?

Durante o ano, o ILOS atua em parceria com instituições internacionais levantando temas de vanguarda, melhores práticas, uso da tecnologia, inovação e conteúdos relevantes sobre a contribuição que diferentes organizações estão trazendo para a Logística. Desta forma, os principais objetivos das Missões são:

  • Expandir o conhecimento de negócios em termos globais e explorar práticas adotadas em diferentes países, possibilitando aos participantes a reflexão sobre a implementação de soluções no contexto de suas empresas;
  • Possibilitar que o participante compare na prática a dinâmica do contexto de negócios em cada região e suas diferentes formas de reação frente as mudanças do cenário mundial;
  • Promover a troca e o networking entre as comunidades que estudam e praticam Logística no mundo inteiro.

Qual a contribuição de cada destino no que se refere à Logística? Qual o drive de cada um?

Na Europa, o mais interessante é a organização, a produtividade e a eficiência logística em função da alta complexidade operacional. Vale destacar o uso do transporte multimodal (ferrovia, rodovia e sistema aquaviário) de forma inovadora. Existem muitos incentivos para que os modais se integrem, pois os custos da terra e de pessoal no continente europeu são muito mais altos do que nos Estados Unidos.

Já nos Estados Unidos, o ambiente de negócios é dinâmico, eles priorizam resultado no curto prazo. Não estão concentrados se o modelo de negócio é o melhor. Diferente do que pensam os europeus e os brasileiros, que buscam a perfeição, os americanos conseguem se reinventar rapidamente. Se uma instalação não dá certo, eles não têm receio de fazer tudo do zero, se esta for a opção mais vantajosa.

A China, por sua vez, tem uma capacidade de planejamento e gestão de grandes projetos impressionante. Temos muito que aprender com os chineses. E com as diferenças de cada país, cada qual dentro de sua vocação para logística, pois a troca de comércio no mundo globalizado tende a se intensificar.

O Brasil, dentro dos desafios logísticos a que se propõe, de investir em infraestrutura e em múltiplos modais, como rodovias, ferrovias, hidrovias, precisa olhar para a Europa. É preciso olhar para fora.

O Brasil pode alcançar níveis mais avançados de desenvolvimento em Logística? As soluções aprendidas nas Missões Internacionais podem ser adaptadas para o País?

Um pré-requisito para o País dar um passo adiante é entender o que acontece contextualmente em outros países. O Brasil passa por esse momento. Precisa melhorar em produtividade e eficiência. O modelo da economia baseado no consumo se esgotou, e o governo aponta para mudança de modelo orientado por investimentos. Para isso, é necessário investimentos relevantes em pessoas, tecnologia, processos e instalações, o que, no passado, foi feito por outros países, e nos dá um caminho por onde começar e para onde seguir.

 Qual o perfil do público que participa das Missões Internacionais?

Atendemos um público diversificado, tanto de executivos que são muito bons na parte técnica, e buscam maior experiência na área gerencial, quanto executivos que vieram de empresas com estrutura familiar e buscam aprender melhores práticas, metodologias e implantar inovações.

Missões Internacionais ILOS | Inscrições abertas

Missão Europa

Missão Estados Unidos

Missão China

Missão Internacional ILOS segundo a Revista Tecnologística