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Para atrair investimento, governo eleva taxa de retorno em ferrovias

O governo propôs às atuais operadoras de ferrovias uma taxa de retorno de 11,04% para balizar investimentos que serão exigidos em troca da extensão, por 30 anos, de seus contratos de concessão. Esse índice ainda será discutido em audiência pública aberta pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e está sujeito a mudanças, mas é o mais alto dos cinco anos da gestão Dilma Rousseff em qualquer área de infraestrutura.

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Após um ano e meio, trecho da Norte-Sul recebe carga

A Ferrovia Norte-Sul vai receber seu primeiro trem de carga com transporte de soja desde que teve seu novo trecho até Anapólis (GO) inaugurado pela presidente Dilma Rousseff, um ano e meio atrás. Na sexta-feira, foram embarcadas 5.100 toneladas de farelo de soja em 60 vagões da empresa de logística VLI. O embarque foi feito por meio de uma tulha da empresa Granol, estrutura usada para transportar os grãos dos armazéns até os vagões.

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A saída competitiva para o Agronegócio no Brasil

A Fiesp acabou de lançar suas projeções sobre o Agronegócio brasileiro (Outlook Fiesp 2025) e, apesar dos atuais problemas econômicos do Brasil, a expectativa é de crescimento da produção nacional nos próximos dez anos. Um dos principais itens da balança comercial brasileira, o Complexo Soja deve registrar aumento de 34% na produção no período, o que vai exigir ainda mais da combalida infraestrutura de transporte de carga do País.

Não à toa, em recente evento organizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Summit Agronegócio Brasil 2015, os players do setor se mostraram preocupados em como escoar de forma eficiente a produção agrícola nacional. O tema não é novo, a solução já é, em parte, conhecida, mas as preocupações perduram quanto à sua implantação.

De fato, em todos os modelos de escoamento de soja que fizemos no ILOS, a produção brasileira subia em sua maioria quando você abria a capacidade dos portos da região Norte e viabilizava os acessos a eles. O ponto de corte se fazia no famoso paralelo 16, próximo às cidades de Lucas do Rio Verde e Sorriso, principais polos produtores do País. Tudo o que é produzido acima desse paralelo deve ser escoado pelos portos do Norte, com o restante devendo ir, principalmente, para Santos.


Atual movimentação de grãos para a região Norte pela BR-163

Fonte: Valor Econômico

Observação: até dezembro de 2015, a obra de asfaltamento da BR-163 até o Pará não foi concluída

 

A dificuldade, porém, está em viabilizar os novos projetos. Duas alternativas se desenvolveram nos últimos anos, o porto fluvial de Miritituba (PA) e o TEGRAM, no porto de São Luis (MA), mas elas, sozinhas, não resolvem o problema. Além de terminar a pavimentação da BR-163 e ampliar a capacidade de escoamento dos terminais graneleiros do Norte, é preciso viabilizar a chegada dos grãos a esses terminais usando modais de menor custo, como a ferrovia e a hidrovia. O  projeto mais interessante é o da Ferrogrão, que levaria a soja diretamente do centro produtor (Sorriso) para o porto de Miritituba por ferrovia, paralelamente à BR-163, mas que ainda está apenas no campo dos projetos.

Se tudo correr como nunca aconteceu, pode ser que, em 2023, já tenhamos os primeiros grãos indo para o Norte pela Ferrogrão. Entretanto, mesmo a Ferrogrão não é suficiente, sendo importante também resolver os problemas dos acessos a Santos, principalmente o ferroviário. Uma coisa é certa: é preciso investir e mudar! Afinal, transportar grãos por longas distâncias na caçamba de um caminhão é uma distorção absurda, cuja conta vem sendo paga há tempos pelos brasileiros.

Suspensão de editais divide a ABTP

Insatisfeita com as minutas dos contratos de arrendamentos do leilão nos portos de Santos (SP) e Vila do Conde (PA), a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) pediu ontem, em carta, a suspensão dos editais à Secretaria de Portos (SEP), mas depois recuou.

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Governo quer estender concessões de ferrovias

Diante das dificuldades para se fazer novos leilões de ferrovia, o governo federal acelerou a negociação com as atuais concessionárias do setor com o objetivo de impulsionar investimentos. O plano pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos. Agora, a expectativa é que haja uma conclusão das conversas já no ano que vem.

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Desperdício logístico equivale a 5% do PIB do Brasil, estima Cosan

O presidente da Cosan, Marcos Lutz, reforçou a necessidade de diversificar os modais brasileiros para melhorar a logística da produção do agronegócio nacional. O executivo defendeu o aumento da participação das ferrovias na composição total dos transportes.

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Prorrogação de contratos firmados antes de 1993 pode levar investimento a portos

O governo estuda estender o prazo dos contratos portuários pré­1993 que estão vencidos ou prestes a vencer, possibilidade que já não era mais cogitada. A maioria desses terminais permanece operando via liminar por considerar que tem direito a ficar na área, que é da União. “Há uma discussão com o Congresso e no governo para que seja feito um decreto presidencial que permita a operação dos pré­93”, disse ontem o ministro dos Portos, Helder Barbalho, no “Fórum Infraestrutura de Transporte”, do jornal “Folha de S. Paulo”.

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Tradings ratificam interesse na construção da ‘Ferrogrão’

A ferrovia mais desejada pelo agronegócio para o escoamento de grãos do Centro-Oeste está um passo mais próxima de virar realidade. As tradings Cargill, Bunge, Louis Dreyfus Commodities e Amaggi, consorciadas com a empresa de estruturação de negócios EDLP, já entregaram ao governo federal sua Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a construção do trecho ferroviário entre os municípios de Sinop, em Mato Grosso, e Miritituba, no Pará.

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