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Como as caixas de entrega podem reduzir o custo logístico

Grande parte dos fabricantes, distribuidores e varejistas do setor de bens de consumo utiliza maciçamente caixas de papelão para a consolidação das entregas e recebimentos de seus produtos. Isso se deve majoritariamente ao baixo custo e boa resistência desse tipo de embalagem, aliado também a possibilidade de reciclagem das caixas avariadas ou sem possibilidade de utilização futura. Todavia, mesmo com essas vantagens, ainda existem algumas oportunidades na operacionalização dessas caixas que podem trazer ganhos substanciais nos custos de suas operações e que por muitas vezes são negligenciadas pelos gestores logísticos.

Figura 1 – Diferentes tamanhos de caixas para o embarque de produtos

 

Um bom exemplo é o reaproveitamento de caixas. Todos os elos da cadeia de suprimentos dos setores alimentícios e de fármacos, por exemplo, recebem grande parte de seus pedidos em caixas de papelão. Essas caixas podem ser vendidas para empresas de reciclagem gerando um pequeno saving, ou ainda serem reaproveitadas em operações de movimentação interna, como transferência entre CDs ou envio para PDVs. Nessa segunda opção, a redução de custos é consideravelmente maior, uma vez que o custo com a compra de caixas de papelão é totalmente eliminado até que não haja mais condição de uso das caixas originais.

Entretanto, é importante avaliar os impactos do reaproveitamento de caixas para a operação como um todo. A má utilização da capacidade total das caixas pode levar a um aumento do custo com transportes, usualmente o principal quando falamos em custos logísticos. Isso se deve ao fato de possivelmente haver aumento no volume total de caixas embarcadas sem que haja de fato um aumento no volume de produtos. Em outras palavras, o veículo transporta mais ar dentro de suas caixas. Dessa forma, é importante sempre estar atento ao alinhamento entre o volume dos pedidos e a capacidade das caixas utilizadas na entrega.

E a sua empresa, utiliza caixas de reaproveitamento? Consegue identificar o tamanho ideal das caixas para cada pedido? Grandes oportunidades de redução de custos podem aparecer ao se observar o detalhe desses processos.

Semi: o caminhão elétrico da Tesla

Figura 1 – Tesla Semi, veículo de carga lançado pela empresa em novembro de 2017

Fonte: Tesla/Divulgação

 

A Tesla anunciou, no dia 16 de novembro, o lançamento do seu caminhão modelo cavalo-carreta, o Tesla Semi. O design impressiona, como é comum nos veículos da marca. O interior da cabine também é bastante inovador, com o motorista posicionado no centro da cabine e a presença de duas telas para acesso aos comandos básicos do Semi. Mas ficam alguns questionamentos: ele será eficiente? Qual a autonomia da bateria? Haverá potência para o transporte de cargas?

Figura 2 – Interior do Tesla Semi

Fonte: Tesla/Divulgação

 

De acordo com informações da empresa, o Tesla Semi possui quatro motores do modelo 3 da marca, o que geraria mais de 1000 cv de potência. Totalmente carregado em 36 ton, o veículo faz de 0 a 100 km/h em cerca de 20 s. Em relação a autonomia, o Semi faz 800 Km com uma única carga da bateria, mesmo com a carroceria totalmente carregada. Isso corresponderia a uma economia de US$ 0,25 por milha, o que equivale a 17% a menos do custo de transporte com um caminhão convencional movido a diesel. Para termos noção do impacto desta redução: de acordo com dados no Panorama de Custos 2016 desenvolvido pelo ILOS, no Brasil o custo do diesel representa 24,1% do valor do frete, e considerando a redução nos custos promovida pelos veículos elétricos, o Brasil economizaria cerca de R$ 14 bilhões ao ano em combustíveis para veículos de carga.

A grande questão que impede a adoção em massa deste tipo de veículos no mundo é a ausência de uma rede extensa de pontos para reabastecimento elétrico. Se esse problema já impede o crescimento da frota de veículos de passeio elétricos nas grandes cidades, o problema é maior para veículos de carga, que circulam em áreas mais abrangentes. Além disso, o preço para aquisição do veículo não foi revelado, o que impactaria investimentos e custos de depreciação, por exemplo.

Apesar destas incertezas, a Tesla já tem recebido encomendas, inclusive de grandes empresas. O Walmart, por exemplo, anunciou que já fez uma encomenda de 15 Tesla Semis. Com uma frota de 6 mil veículos, o Walmart pretende testar os caminhões elétricos nos Estados Unidos e no Canadá. Além do benefício em custos, empresas que possuem grandes frotas podem se beneficiar ao diminuir a quantidade de emissão de CO2 na atmosfera e obtenção de créditos de carbono.

Inovações como esta modificam fortemente a arena competitiva para empresas que movimentam seus produtos nas rodovias ao redor do mundo. Com o tempo, veremos se o apelo ambiental, de marketing e de custos irá superar as dúvidas referentes aos pontos de abastecimento e valores de investimento.

 

Referências:

<https://www.ilos.com.br/web/analise-de-mercado/relatorios-de-pesquisa/custos-logisticos-no-brasil/>

<http://fortune.com/2017/11/20/inside-tesla-electric-semi-truck/>

<https://exame.abril.com.br/tecnologia/novo-veiculo-da-tesla-e-caminhao-eletrico-e-futurista/>

<https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/tesla-semi-um-caminhao-eletrico-mais-rapido-que-o-golf-gti/>

<https://www.tesla.com/semi/>

<https://www.theverge.com/2017/11/17/16670632/walmart-tesla-semi-truck-preorder>

O preço do diesel para o ano de 2017

preço do diesel - logo - blog ILOS

No início do ano 2017, escrevi um post sobre o aumento do preço do diesel no Brasil. Neste período, o preço deste combustível, essencial para o transporte de cargas rodoviárias no país, estava no máximo de sua cotação. Janeiro e fevereiro de 2017 foram os meses que registraram o maior valor do diesel já cobrado nos postos brasileiros (R$ 3,24/litro).

Este cenário, entretanto, mudou nos meses seguintes. O Brasil, depois de muitos anos sem praticamente nenhuma baixa de preços, finalmente registrou queda do preço do diesel nos postos. Em julho de 2017, o valor médio do diesel foi de R$ 3,1/litro, depois de 5 meses de queda consecutiva.

Essa mudança de valores está em linha com as novas políticas de preço da Petrobras, que começaram a valer oficialmente em julho de 2017, mas que já estavam ocorrendo na prática desde o final de 2016. A orientação da Petrobras é que poderão ocorrer ajustes do preço de venda para as refinarias sempre que a equipe achar necessário, podendo até ser diariamente, dentro de uma faixa determinada de 7% (para mais ou para menos). A orientação anterior era de que os reajustas seriam uma vez por mês.

As novas políticas demonstram uma tentativa da Petrobras de recuperar o market share, que tem sido perdido por conta do aumento das importações, especialmente de diesel.

Mas infelizmente, para quem trabalha com logística, a pequena tendência de queda nos preços deste combustível nos postos já se reverteu novamente em agosto de 2017, e o preço do diesel voltou ao patamar do início do ano, fechando o mês em R$ 3,24/litro.

preço do diesel - blog ILOS

Fonte: ANP; Análise: ILOS

O diesel é o principal custo logístico e tem impacto direto na competitividade das empresas brasileiras.

O tema custos logísticos no Brasil será discutido amplamente no 23º Fórum de Internacional de Supply Chain, que ocorrerá em São Paulo, dias 19 a 21 de setembro de 2017 (www.forum.ilos.com.br).

Nos encontramos lá!