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Impactos do planejamento de demanda para as empresas

A função do planejamento é reduzir as incertezas presentes no dia a dia das empresas, e no caso do planejamento de demanda isso significa reduzir a diferença entre a previsão de vendas e a venda real. O descasamento entre o plano de demanda e as vendas geram custos, por isso é indispensável ter uma equipe dedicada à atividade de previsão de vendas no longo e no curto prazo. Um bom planejamento da demanda apresenta diversas vantagens em diferentes áreas e atividades realizadas no cotidiano empresarial, e nesse post vamos falar de alguns desses impactos nas áreas de produção, logística e marketing.

Sabendo quanto será vendido e quando as vendas serão realizadas, a equipe de operações pode planejar a produção, ajustando o cronograma à necessidade futura dos produtos, além de otimizar a programação da manutenção do maquinário sem levar a falta de estoque na cadeia. Com uma previsão acurada, também é possível otimizar o estoque de segurança e o abastecimento de matéria prima.

Para o time de logística, ter visibilidade da necessidade dos produtos na ponta é essencial para dar maior visibilidade da demanda aos fornecedores de transporte e diminuir a contratação de frete emergencial, diminuindo os custos de transporte e reduzindo o estoque de segurança. Além dessas vantagens, uma boa previsão de longo prazo possibilita um melhor planejamento da rede logística.

A equipe de marketing é responsável pela percepção da marca pelos clientes, nesse sentido a maior visibilidade da demanda fornece insights estratégicos que levam a oportunidades de alavancagem comercial, além de poder melhorar a própria percepção do mercado pelo nível de serviço superior atingido através da previsão de vendas de qualidade. Outra grande vantagem gerada pelo planejamento de demanda é a visibilidade dos ciclos de vida dos produtos, possibilitando à equipe de marketing tomar decisões assertivas sobre descontinuação e lançamento de produtos.

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Qual o frete razoável a ser pago em uma rota usando o modal rodoviário?

O cálculo dos custos operacionais de transportes permite não apenas quantificar os custos relativos à utilização de uma frota primarizada na operação, como também avaliar se as tarifas praticadas pelos transportadores em determinadas rotas estão adequadas ou não, no caso de uma operação com terceirização de serviços de transporte.

Muito além de considerar apenas a distância percorrida na rota, a precificação do frete costuma levar em consideração diversos aspectos, como tipo e condição do veículo, tipo de carga transportada e seu grau de periculosidade, produtividade da operação, tempos de carga e descarga, existência ou não de frete retorno, velocidade média dos veículos considerando tráfego e qualidade das vias utilizadas, facilidade de acesso, restrições de circulação de veículos, presença de regiões de risco no trecho percorrido, sazonalidade da demanda, entre outros.

Figuras 1 : Aspectos que costumam influenciar a precificação de fretes. Fonte: ILOS.

 

Como os impactos de alguns destes fatores são difíceis de serem mensurados e refletidos no cálculo do custo operacional (ou Should Cost), este costuma envolver algumas simplificações. Por exemplo, a existência ou não de retorno para um determinado frete depende da malha de clientes que a transportadora atende. Portanto, é comum adotarmos uma quilometragem média de remuneração de retorno com base na especificidade do ativo e regiões de origem/destino para o custeio aproximado do frete retorno a ser remunerado na metodologia do Should Cost.

É importante pontuar que adotar algumas simplificações na construção de um modelo de cálculo é fundamental para viabilizar sua aplicabilidade. Entretanto, é necessário avaliar qual o impacto que uma simplificação pode trazer aos resultados a serem obtidos para, então, decidir se ela deve ser incorporada ao modelo ou não.

O fluxo de trabalho para o custeio do transporte rodoviário de cargas envolve as seguintes etapas:

    1. Definição dos itens de custo a serem considerados

Nesta etapa, deve ser construída uma lista com os principais itens que impactam o custeio da operação de transportes. A lista apresentada a seguir não é exaustiva e pode ser complementada e ajustada a depender da relevância atribuída a cada item pela equipe responsável na empresa.

Figuras 2 :Itens de custo normalmente considerados no custeio de transporte rodoviário de cargas. Fonte: ILOS.

    1. Classificação dos custos entre fixos e variáveis

    Com a lista de itens de custo finalizada, deve-se classificá-los, um a um, em custos fixos, os quais independem da distância percorrida, e custos variáveis, que dependem da distância percorrida. Na lista de custos apresentada anteriormente, a cor cinza-escuro está associada a itens de custo fixo e a cor laranja a itens de custo variável.

    1. Cálculo dos custos individuais

    Para cada item de custo, agora classificado em fixo ou variável, deve-se estabelecer uma metodologia de cálculo, com a definição de equações e parâmetros envolvidos. Para efeitos de padronização, todos os custos devem ser calculados para uma mesma base temporal.

    1. Custeio das rotas

    Após a definição da metodologia de cálculo de cada um dos componentes de custos fixos e variáveis e levantamento de parâmetros necessários, deve-se calcular o custo fixo total, em R$/h, e o custo variável total, em R$/km.

    O custo total de uma viagem de uma rota será obtido pela a multiplicação do custo fixo total pelo tempo total consumido por viagem, incluindo tempo em trânsito, tempo de carga e tempo de descarga, somada à multiplicação do custo variável total pela distância total percorrida no trecho.

    Note que a produtividade de carga e descarga compõe o cálculo do Should Cost na componente de custo fixo. Quanto menor a distância da rota, mais representativos tendem a ser os custos fixos em relação ao custo total e, por isso mesmo, a produtividade dos processos de carga e descarga tendem a ter um maior impacto no Should Cost resultante.

    É importante também incluir no cálculo do Should Cost um percentual do retorno vazio a ser remunerado ao transportador ou autônomo, o que tem por objetivo refletir a distância média a ser percorrida pelo transportador ou autônomo até que o mesmo consiga uma nova carga, seja por questões de desbalanceamento de carga entre as regiões do Brasil, seja pela especificidade do ativo utilizado.

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    Fontes:

    [1] https://www.ilos.com.br/web/cursos/cursos-de-atualizacao/gestao-estrategica-dos-transportes/