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Manufatura compartilhada em tempos de baixa demanda

2017 chegou! Ano novo, vida nova? Para a situação econômica em nosso país, parece que não. Mesmo após a virada, que usualmente traz esperança e otimismo, vemos que não sairemos da crise tão cedo. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), as projeções para a economia brasileira apontam para um crescimento de 0,2% no ano de 2017, número mais pessimista que o anterior, de alta de 0,5% no mesmo período. Enquanto isso, as outras nações do BRICS se mantém em forte crescimento, como por exemplo a Índia, com previsão de crescimento para 2017 de 7,2% e a China, de 6,5%.

A indústria serve como um termômetro para o desempenho da economia, e a crise econômica pode ser vista claramente em seus indicadores. No ano de 2016, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para o PIB industrial (um dos componentes do PIB), teremos um fechamento do ano com queda de 3,9%, o que configuraria o terceiro ano consecutivo com queda deste indicador.

A severidade da crise no setor secundário ocorre por uma série de fatores, sendo um deles a necessidade intensiva de capital. Para a compra de maquinários e equipamentos, por exemplo, é necessário desembolsar elevadas quantias de dinheiro, o que traz como consequência a necessidade de utilização da capacidade produtiva ao máximo, para haver retorno desse capital investido. Neste aspecto, de acordo com dados da CNI, o percentual médio de utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 76,6%, que aponta para um alto nível de ociosidade, gerando enorme prejuízo para o setor.

Para ajudar os empresários que se encontram em situação difícil, vendo seus parques ociosos depreciando sem nenhum retorno financeiro, uma start-up brasileira se destaca. A Peerdustry é, em suas próprias palavras, “a plataforma que conecta empresas com máquinas ociosas com empresas que necessitam de horas-máquina”. Ela funciona da seguinte forma: a pessoa que se enquadra em uma das duas pontas atendidas pela Peerdustry se cadastra no site, explicitando a demanda ou a oferta que possui. O site se encarrega de tentar unir as duas necessidades. Desta forma, o empresário com a máquina ociosa consegue gerar uma receita incremental e o empresário que utiliza a máquina consegue produzir seus produtos e atender a demanda de seu mercado. É uma forma inteligente de tentar unir duas necessidades existentes na indústria brasileira atualmente. A Peerdustry já está sendo chamada de “Uber” da indústria.

Vídeo 1 – Vídeo institucional do Peerdustry

Fonte:Peerdustry

 

De uma maneira análoga, a Thatiana  citou em um post anterior a empresa Flexe Warehousing, que funciona de maneira análoga à Peerdustry: uma plataforma que conecta pessoas que necessitam de espaço de armazenagem com outras que possuem espaço sobrando. A ideia de ambas start-ups é reduzir os custos com a diminuição dos desperdícios.

A ociosidade configura um tipo de desperdício que deve ser evitado, mesmo fora da crise. Para ir mais além, nos últimos anos temos visto que o chão de fábrica se tornou foco para o gerenciamento industrial, na busca pelo aumento de produtividade, melhoria da qualidade e para o sucesso dos negócios de maneira geral. No livro “A Máquina que Mudou o Mundo”, de James Womack, Daniel Jones e Daniel Roos, o termo Lean (enxuto, em português), que se tornou praticamente um jargão entre os gerentes e líderes industriais, faz referência às boas práticas observadas em um estudo da indústria automobilística mundial, que apontava para o Sistema Toyota de Produção como o exemplo a ser seguido. O pensamento Lean influenciou e influencia, até hoje, a forma de gestão das principais empresas. Para citar alguns exemplos de práticas Lean, temos o foco na entrega de valor na visão do cliente, a produção puxada, os mecanismos de melhoria contínua e a qualidade total.

A filosofia Lean é tema central do curso online oferecido pelo ILOS de Gestão Industrial . Com uma mescla de teoria e aplicações práticas, o curso oferece uma gama de ferramentas e técnicas para os gestores de operações industriais. Vale a pena conferir!

 

Referências:

http://g1.globo.com/economia/noticia/fmi-reduz-previsao-de-alta-para-o-pib-do-brasil-em-2017.ghtml

http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2017/01/13/11/IndicadoresIndustriais_Novembro_2016.pdf

http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2017/01/1,105232/7-previsoes-da-cni-para-a-economia-brasileira-em-2017.html

http://www.peerdustry.com/saibamais.html#about

http://exame.abril.com.br/exame-hoje/startup-brasileira-funciona-como-o-uber-das-fabricas-ociosas/

 

Cursos online e a nova era da educação

O preconceito contra cursos ministrados pela Internet está virando coisa do passado. As maiores universidades do mundo já oferecem cursos online, muitos deles com vantagens e qualidades que superam o que seria possível em cursos presenciais. A revolução do ensino está acontecendo no mundo inteiro, com mudanças de paradigmas difíceis de imaginar que se tornariam realidade. Um exemplo disso foi a recente abertura nos Estados Unidos da primeira Universidade sem professores, no Vale do Silício, replicando uma ideia já implantada em Paris em 2013. Muitas discussões e dúvidas são levantadas sempre que algo novo é finalmente colocado em prática, e o tempo trará a resposta sobre quais mudanças realmente serão perenes.

No Brasil, especialmente no ramo da Logística, temos percebido que os profissionais atuantes neste segmento vêm melhorado sua percepção em relação aos cursos online. Uma pesquisa realizada pelo ILOS mostra que, em 2016, 40% dos profissionais do ramo já haviam realizado cursos pela web. Em 2014, esse número era de apenas 28%, e vem crescendo desde então.

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Figura 1 – Percentual de profissionais de logística que já fizeram cursos online

Fonte: ILOS – Pesquisa com profissionais de logística

 

Em 2016, registramos também que 5% de profissionais acreditavam que alguns cursos online até eram melhores do que cursos presenciais. O que, na minha opinião, é fato.

É claro que existem cursos medíocres, que tentam simplesmente replicar na web a experiência e a metodologia de aulas presenciais, colocando vídeos muito longos e exercícios pouco interativos. Fuja desses cursos.

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Figura 2 – Percentual de profissionais de logística que já fizeram cursos online

Fonte: ILOS – Pesquisa com profissionais de logística 2016

 

Para quem nunca teve oportunidade de realizar um bom curso pela Internet, vale a pena tentar e conhecer esse novo mundo, que já se tornou realidade.

 

Referências

Cursos online oferecidos pelo ILOS: <https://www.ilos.com.br/web/cursos/cursos-online/>

Como funciona a universidade sem professores inaugurada nos EUA: <www.bbc.com/portuguese/internacional-37797400>

Notícias sobre cursos online da Revista Exame: <http://exame.abril.com.br/noticias-sobre/cursos-online/>