Ruptura no varejo: sempre um grande desafio!

Os consumidores que aguardam anualmente o aniversário de uma grande rede de supermercados não imaginam que por traz dos preços baixos, existe uma grande equipe logística que planeja e trabalha horas incansáveis para que as mercadorias estejam disponíveis nas gôndolas.

São necessários esforços dos fabricantes, distribuidores, atacadistas, transportadoras, operadores logísticos e varejistas para assegurar que os produtos estejam disponíveis no momento em que o consumidor vai às compras.

Promoções como esta mobilizam famílias de diversas classes sociais, que passam horas em filas para aproveitar os preços mais baixos, obrigando uma reposição eficiente dos itens para evitar a insatisfação destes clientes e uma exposição negativa na mídia para outros potenciais compradores.

Ruptura no Varejo - ILOS

Figura 1 – Fila de consumidores aguardando a abertura da loja

Fonte: http://m.noticias.bol.uol.com.br/fotos/entretenimento/2015/10/16/supermercado-corta-precos-pela-metade-e-multidao-invade-lojas-no-rio.html

Na Pesquisa Customer Service – Avaliação do Serviço de Distribuição das Indústrias de Bens de Consumo 2014/2015, realizada bianualmente pelo Instituto ILOS, com supermercadistas de diversas regiões do Brasil, foi possível constatar que o nível de ruptura chega a 12% do mix de produtos oferecidos.

Além de problemas de planejamento e na operação de abastecimento de loja, diversos estudos constataram que a ruptura ocorre muitas vezes por falhas na reposição da gôndola. A falta de mercadoria na gôndola é uma das principais causas de irritação e frustração do cliente, que pode desistir da compra, trocar de marca ou procurar outra rede varejista. As consequências deste problema são, portanto, compartilhadas pelo varejo e indústria, que precisam, pois, unir esforços para melhorar seus sistemas de abastecimento.

Para que o trabalho de reposição possa ser realizado de forma satisfatória, a associação ECR Brasil recomenda:

  • Ter uma estrutura operacional bastante eficiente, uma vez que o estoque da gôndola pode ser totalmente consumido a qualquer instante;
  • Organizar a retaguarda de loja, para encontrar, separar e repor no menor prazo possível os itens vendidos, mantendo os registros atualizados para que não sejam geradas faltas;
  • Garantir a presença de repositores em número suficiente para as necessidades de reabastecimento ao longo de todo o período de operação da loja, com qualificação adequada e, principalmente, trabalhando de forma integrada com as demais equipes que atuam na loja.

Na Pesquisa Customer Service – Avaliação do Serviço de Distribuição das Indústrias de Bens de Consumo 2014/2015, dos 304 supermercadistas entrevistados, a disponibilidade de produtos e a consistência no prazo de entregas foram apontadas como as dimensões de serviço logístico mais importantes, reforçando a importância do tema.

Ruptura no Varejo - ILOS

Figura 2 – Importância das Dimensões de Serviço

Fonte: Customer Service – Avaliação do Serviço de Distribuição das Indústrias de Bens de Consumo 2014/2015

Entretanto, os resultados da pesquisa indicam também que as indústrias não estão tão atentas ao tema como deveriam, visto que dos supermercadistas entrevistados no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 2012, 40% estavam insatisfeitos com a disponibilidade da indústria, percentual que cresceu para 44% na pesquisa de 2014.

 

Referências

Campanha para reduzir rupturas em R$ 1 Bi, 1º Fascículo – Como resolver/atacar o problema em sua loja. ECR Brasi.

Panorama ILOS – Customer Service Avaliação do Serviço de Distribuição das Indústrias de Bens de Consumo 2014/2015