Henrique Alvarenga - ILOS

O crescimento do roubo de cargas nas rodovias

A violência sempre foi uma das maiores preocupações dos cidadãos brasileiros. Seja nos grandes centros urbanos ou mesmo em cidades pequenas do interior, a falta de segurança é sem dúvida um dos principais problemas da sociedade. Esta realidade afeta não somente a vida do cidadão comum, mas também das empresas de variados setores. A falta de segurança nas estradas tem se mostrado um verdadeiro desafio para as empresas que utilizam nossas malhas rodoviárias para o transporte de produtos.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, de janeiro a maio deste ano o número de roubos de cargas nas estradas paulistas subiu 17,5%. Nos cinco primeiros meses do ano tivemos 107 assaltos a caminhões de carga, comparados a 91 assaltos registrados no mesmo período de 2015. E o perfil das vítimas também tem mudado: os assaltantes têm buscado empresas de menor porte para cometer seus atos. Isto ocorre por alguns motivos como, por exemplo, o fato de que empresas maiores têm tomado medidas de segurança para evitar a ação dos bandidos, utilizando em alguns casos até escolta armada acompanhando o transporte.

Figura 1 - Roubo de cargas

Figura 1 – Empresas de menor porte no alvo dos assaltantes

Fonte: http://www.segurancabrasileira.com.br/category/roubo-de-cargas/

 

Os sistemas de segurança que utilizam tecnologias para o acompanhamento online de viagens ou dispositivos para rastreamento dos veículos são uma realidade, mas muitas vezes distante da capacidade de investimento de pequenos negócios. Uma solução criada no Instituto Wernher Von Braun de tecnologia avançada em Campinas promete reduzir as incidências de roubos de carga a custos acessíveis. Eles desenvolveram um chip que possui um milímetro quadrado e a espessura de um fio de cabelo. Fabricado a partir de grãos de areia, este chip pode ser instalado nas placas de produtos eletrônicos. Além do rastreamento contínuo do produto, este chip é capaz de informar, por exemplo, se os impostos foram pagos ou se a carga foi roubada, inibindo a ação de contrabandistas e assaltantes de carga. O chip consegue ainda ativar ou desativar aparelhos eletrônicos, impedindo seu uso sem o destravamento adequado. Agindo como um verdadeiro DNA do produto, o chip impede clonagens e falsificações e guarda informações úteis tanto para o uso quanto para o transporte. Com a possibilidade do rastreamento através deste chip, é possível verificar a procedência do produto em todo o processo logístico. E o custo do chip é pouco mais de 1 real.

Figura 2 - Roubo de cargas

Figura 2 – Chip desenvolvido no Instituto Wernher Von Braun comparado à ponta de uma caneta esferográfica

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/11/chip-dna-de-campinas-promete-combater-fraudes-e-roubo-de-carga.html

 

Entende-se que este custo pode ainda ser impeditivo para algumas empresas, além de que seu uso fica restrito a produtos eletrônicos. Porém esta tecnologia aponta para o advento de novas soluções que ajudarão a reduzir os prejuízos advindos do roubo de cargas. De qualquer forma, empresas de menor porte podem se empenhar no treinamento de seus motoristas ou em melhorias na contratação de terceiros. Cabem conselhos básicos para prevenir os roubos nas estradas como, por exemplo, evitar dar caronas, não dormir em beiras de estradas ou nos acostamentos, ficar atento a trechos de tráfego com velocidade reduzida e, sempre que perceber movimentações suspeitas, informar imediatamente a central de monitoramento ou a polícia.

As autoridades detém grande parcela da culpa por estradas perigosas. Enquanto não temos a segurança necessária em nossas rodovias é preciso estar preparado, com bons recursos humanos em conjunto a tecnologias apropriadas.

 

Referências:

<http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/06/registros-de-roubos-de-cargas-tem-aumento-de-175-em-campinas.html>

<http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/11/chip-dna-de-campinas-promete-combater-fraudes-e-roubo-de-carga.html>

<http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/07/11.html#!v/5155097>

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  1. […] E o perfil das vítimas também tem mudado: os assaltantes têm buscado empresas de menor porte para cometer seus atos. Isto ocorre por alguns motivos como, por exemplo, o fato de que empresas maiores têm tomado medidas de segurança para evitar a ação dos bandidos, utilizando em alguns casos até escolta armada acompanhando o transporte. As informações são da empresa de logística ILOS. […]

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