Monica Barros - ILOS

Internet e suas mudanças constantes na logística das empresas

A internet, para muitas empresas, já é mais um canal de vendas. Algumas criaram sites e passaram a vender diretamente para seus clientes, outras têm seus produtos vendidos pela internet em sites de grandes varejistas. Nesse caso, coube aos grandes varejistas assumirem até então a responsabilidade de comprar, revender e entregar os produtos.

Agora, dependendo do site em que fazemos a compra, aparecem diversas opções de fornecedores para o mesmo produto, cabendo ao consumidor final a escolha de com quem comprar. Esse movimento, no qual o site é apenas o canal de vendas e o varejista não tem mais o estoque do produto, forçará as empresas a repensarem sua logística.

Nesse novo contexto, os varejistas não compram mais, apenas anunciam e vendem os produtos em seus sites. Isso significa que a venda foi feita pelo varejista, mas a responsabilidade de entregar ao consumidor final caberá agora às indústrias.

Alguns varejistas enxergaram nisso um novo negócio e vêm investindo em ter equipes mais robustas de logística e, em alguns casos, comprando transportadores, como o caso da B2W e da Via Varejo. Isso permitirá que essas empresas vendam não só o produto, mas também a logística de entrega.

Já as empresas produtoras serão obrigadas a repensar a logística por vários motivos. Alguns deles são:

– O estoque, que antes era do varejista, agora passa a ser da indústria. Isso implica em ter maior valor em estoque e maior área de armazenagem;
– Necessidade de um melhor planejamento vendas, já que agora a venda não é mais para grandes players e, sim, para vários consumidores;
– O transporte fracionado passa a ter mais representatividade, com implicações em custos e gestão maior.

O fato é que essas mudanças vieram para ficar, podendo até, num futuro não muito distante, ser realidade também para o varejo físico. Neste, as lojas passariam a ser apenas locais de venda, principalmente para aqueles produtos em que o consumidor não faz questão de sair com a mercadoria.

Caberá as empresas a se adaptarem e se prepararem para esses novos desafios. E aí, a sua empresa está preparada?

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