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Impactos do coronavirus na logística pelo mundo


O surto de coronavirus tem afetado fortemente as populações e a economia global. Neste momento tão adverso, o ILOS buscará reunir e reportar aqui, regularmente, os impactos diretos desta pandemia na Logística e Supply Chain do Brasil e do mundo. O título de cada notícia comentada traz o link para a íntegra da matéria. É só clicar!

29/05 – Forbes – Demanda por esses robôs autônomos para entregas cresce muito durante a pandemia

Entrega através do robô permite serviço enquanto garante distanciamento social

29/05 – Valor Econômico – Na crise, Suzano ajuda pequenos fornecedores

Junto com outras grandes indústrias brasileiras, fabricante de celulose busca garantir a continuidade das operações, controlando os riscos de ruptura e superar a crise provocada pela covid-19 sem que a cadeia de suprimentos seja desmontada.

29/05 – Valor Econômico – BNDES é escalado para reativar Novo Mercado do Gás

Banco vai sugerir a criação de uma SPE para operação da malha de gasodutos. Programa foi lançado em julho passado para abertura do setor de gás natural. Uma das principais preocupações do BNDES está na expansão da malha de gasodutos marítimos de escoamento.

29/05 – Valor Econômico – Governo quer destravar mais investimentos em ferrovia

Atenções do governo se voltam para a liberação dos estudos sobre as concessões ferroviárias da Vale, Carajás e Vitória-Minas. Outra proposta do setor em vista é a da renovação da MRS. Expectativa é de que recursos da Vitória-Minas deem suporte à Ferrovia de Integração Centro-Oeste.

28/05 – Forbes – Como IoT, Ai e Blockchain podem transformar a cadeia de suprimentos em 3 passos

Tecnologias permitem gerar identidade para cada produto na cadeia de suprimentos, conectar os produtos entre si e gerenciar todos os produtos de forma automática

28/05 – Stanford Business – Como manter as cadeias de suprimentos confiáveis quando o mundo está de pernas para o ar

Covid-19 expôs a fragilidade das cadeias de suprimentos globais. Talvez seja a hora de repensar o papel do governo no processo

28/05 – Globorural – Agro prevê aumento no transporte de grãos pela Malha Paulista

Renovação antecipada de concessão traz a expectativa de uma movimentação até 74% maior

28/05 – Valor Econômico – Mês registrou queda recorde na atividade, projeta Ipea

Resultado pode representar maior queda da produção industrial já registrada no Brasil

28/05 – Valor Econômico – Novo alvo da Rumo será expansão da malha no MT

Após cinco anos, renovar concessão da Malha Paulista por mais 30 anos, concessionária quer estender linha até Lucas do Rio Verde. Também responsável por trecho da Norte-Sul, Rumo espera começar atividades no tramo central a partir de junho de 2021

27/05 – Globorural – EUA enfrentam escassez de carne nos supermercados devido à crise por Covid-19

Segundo representantes do varejo norte-americano, a falta de carne nas prateleiras decorre de problemas de distribuição do produto, causados por uma cadeia de suprimentos que funciona just in time

27/05 – Fast Company – 5 soluções inteligentes para a disrupção global das cadeias de suprimentos

As cadeias de suprimentos já vinham sendo testadas pela guerra comercial entre os EUA e a China, e a pandemia só piorou a situação. Momento é de as companhias buscarem soluções inteligentes, o que inclui o uso mais eficiente dos dados

27/05 – CIO – Blockchain aponta para as cadeias de suprimentos do futuro

Tecnologia se torna aliada fundamental para ajudar empresas a manter cadeia de suprimentos em dia mesmo em meio a interrupções

27/05 – Folha de S. Paulo – E-commerce só minimiza impacto da crise no varejo

Apesar da explosão das vendas online, maioria das empresas vê queda no lucro

27/05 – Valor Econômico – Petrobras reajusta preço da gasolina e do diesel nas refinarias

Aumento do diesel será de 7% a partir desta quarta-feira. No mês de maio foram quatro semanas de consecutivas de aumentos nos preços dos combustíveis. Ainda assim, no ano o diesel acumula queda de 35,5% nos preços nas refinarias

27/05 – Fast Company – Primeira entrega a longa distância por drones nos EUA leva equipamentos médicos a funcionários da saúde

Empresa é a primeira no país a ser certificada para operar drones para abastecerem hospitais. Funcionários de hospital farão o pedido, drone será lançado de um centro de distribuição na região e fará a entrega do produto utilizando um paraquedas

26/05 – Extra – Oferta de alimentos e exportações do Brasil seguem garantidas, dizem ministros

Ministra da Agricultura lembra que, apesar da pandemia, país teve uma grande safra de verão e a logística segue normalizada, com pleno funcionamento dos portos no Brasil

26/05 – Extra – Demanda por transporte rodoviário de cargas tem leve queda semanal, diz pesquisa

Levantamento da NCT&Logística aponta queda na semana de mais de 41% na demanda do setor em relação ao período antes da pandemia do coronavírus. Resultado é similar ao registrado na última semana

26/05 – South China Morning Post – JD impulsiona rede logística enquanto e-commerce local se prepara para aumento de vendas com festival local

Festival de vendas é o primeiro pós covid-19 no país asiático, e gigantes do e-commerce chinês investem em tecnologia e infraestrutura para estarem preparadas para pico de demanda

26/05 – Valor Econômico – Covid-19 pressiona transporte aéreo, ferroviário e marítimo

Quarentena em diversos países e consequente redução no comércio internacional vêm impactando o transporte de cargas pelo mundo. Tendência de fabricantes levarem suas produções para regiões mais próximas dos grandes mercados consumidores pode impactar ainda mais os transportes pelo mundo’

26/05 – Folha de S. Paulo – Pico de compra de papel higiênico já passou no Brasil, diz pesquisa

Em relação a todos os produtos vendidos em supermercados, a ruptura de gôndola está em 11,6%, acima dos 9% a 10% que vinham sendo registrados antes da quarentena. Explicação estaria na falta pontual de algumas marcas, mas não na ausência de algum item.

26/05 – O Estado de S. Paulo – Sem passageiros, aéreas lotam aviões com cargas

Operações de transportes de carga mantêm os jatos voando num momento em que a pandemia reduziu as viagens de pessoas

25/05 – O Globo – Brasil vai vender 43 aeroportos, apesar da crise causada pelo coronavírus, diz ministro

Otimismo é atribuída às conversas com investidores. Expectativa é que primeiros leilões aconteçam no primeiro trimestre de 2021, com o restante sendo finalizado em 2022

25/05 – Valor Econômico – Países deverão rever produção doméstica

Segundo OMC, a pandemia de coronavírus fará com que as cadeias de suprimentos tendem a se diversificar, com algum impacto na globalização. Expectativa é de que aumente a busca por produção local ou mais próxima do país de origem. Desafio será garantir a movimentação eficiente de cargas entre países em um mundo mais preocupado com as barreiras sanitárias

25/05 – Valor Econômico – Robôs ajudam a comida a chegar à mesa

Pandemia faz acelerar tendência à automação, como a instalação de robôs que carreguem e embalem produtos na área operacional. Serviço de entregas da FedEx usando robô tem crescimento no número de parceiros

25/05 – Valor Econômico – Setores terão desafios diferentes no pós-pandemia

Segundo estudo, mudanças de comportamento do consumidor devem levar ao crescimento de setores como delivery de alimentos, varejo e farma online. Tendência é de que transporte se recupere rapidamente tão logo a demanda volte ao normal. Varejo físico deve ter impacto mais profundo na demanda.

25/05 – Valor Econômico – Compras pela internet vão ultrapassar os R$ 100 bi

Apesar de o crescimento do e-commerce durante a pandemia estar sendo de 30% em média, setor mostra cautela em relação às incertezas por conta da recessão econômica

25/05 – Folha de S. Paulo – Lavoura se adapta à pandemia no embalo da alta na demanda

Redução do contato pessoal e uso de mão de obra local são algumas das medidas que o agronegócio está tomando para reduzir os riscos de contágio da covid-19.

24/05 – Globorural – Infraestrutura e BNDES fazem parceria para desestatização de portos

Expectativa é que decisão atraia investimentos de R$ 6 bilhões em infraestrutura de transporte no país

22/05 – Valor Econômico – Pandemia impõe “seleção natural” a lojistas de shoppings virtuais

Consolidação de lojistas e ampliação da venda direta de certos produtos por grandes varejistas virtuais tem sido alternativa para a crise vivida por pequenos e médios vendedores. Marketplaces apresentam forte crescimento nas vendas e no uso dos seus serviços logísticos por parte dos seus vendedores

22/05 – Valor Econômico – Novas obras em rodovias podem ter R$ 25 bilhões

Operadoras privadas de rodovias prometem investimento em troca da extensão de atuais contratos ou pequenos aumentos nas tarifas de pedágio.

22/05 – Folha de S. Paulo – Leilões de rodovias terão trava para repasse de ágio às tarifas

No momento em que muitos países operam com taxas negativas de juros, governo federal melhorar retorno dos projetos para atrair mais interessados. Trava é para evitar que ágio seja aplicado à tarifa mesmo com obrigações deixando de ser cumpridas

22/05 – Forbes – Análise de dados e digitalização podem acelerar a resiliência operacional pós pandemia

Ruptura das cadeias de suprimentos por conta da pandemia vem aumentando o foco das empresas na resiliência operacional

21/05 – E-commerce Brasil – Movimentação logística do e-commerce cresce 18% em abril

Comparação é em relação ao mês de março. Quando comparado a abril de 2019, crescimento é de 110%

21/05 – Valor Econômico – Risco de entraves em portos no radar dos exportadores

Caso haja paralização em Santos por conta da pandemia, principais cadeias do agronegócio seriam prejudicadas. Impactos maiores sofreriam os produtores de açúcar e algodão, que comercializam quase a totalidade das suas exportações através do porto paulista

21/05 – Valor Econômico – Comércio global deve seguir caindo, diz OMC

Pandemia causa forte disrupção na economia global, com forte contração devendo se estender até o segundo trimestre

21/05 – O Estado de S. Paulo – Pequeno produtor vai do atacado ao varejo para vender

Lojas fechadas obrigam pequenos produtores a buscar novos meios para vender sua mercadoria ao consumidor final. Resultado vem surpreendendo, mas logística de entrega ao cliente final ainda é desafio

20/05 – Forbes – Robôs em armazéns garantem continuidade da cadeia de suprimentos

Com queda no número de funcionários nos centros de distribuição, robôs vêm garantindo continuidade das operações. Movimento já vinha acontecendo nos últimos anos nos Estados Unidos e se intensificou com as ausências causadas pela pandemia da covid-19

20/05 – O Globo – Infraestrutura: leilões de transportes estão mantidos

Avaliação do governo é que crise econômica causada pela pandemia da covid-19 não vai afetar a atratividade das licitações

20/05 – O Globo – Covid-19 abre caminhos para veículos autônomos

Pandemia leva governos locais a afrouxar restrições, permitindo que vans-robôs façam entregas em centros urbanos

20/05 – Valor Econômico – Nova operação na ferrovia Norte-Sul começa até início de 2021, diz Brado

A primeira fase da operação da Brado vai abranger o trecho entre Imperatriz (MA) e Anápolis (GO). Expectativa é chegar a Sumaré (SP) até maio de 2021. Novo trajeto deverá reunir cargas além do agronegócio, como minério, bebidas e alimentos para abastecimento do Centro-Oeste

20/05 – Valor Econômico – Em 2 horas, Walmart faz venda de 2 dias nos EUA

Demanda sem precedentes pressiona cadeia de suprimento da varejista e pode afetar lucros. Há dificuldade de encontrar desde itens de primeira necessidade, como desinfetantes, toalhas, papel higiênico, carne bovina e suína, até laptops, cadeiras de escritório e tecidos.

20/05 – Valor Econômico – Facebook desafia Amazon e eBay com vitrine virtual para empresas

Rede social abre espaço de e-commerce para pequenos e médios varejistas na onda do crescimento das vendas online por conta da pandemia provocada pelo coronavírus. Iniciativa chamada de Facebook Shops será lançada em alguns países, incluindo o Brasil

19/05 – Forbes – No pós covid-19, a resposta é Transformação Digital. Agora, qual é a pergunta?

Expectativa de especialista é que a indústria invista em inovação em 18 meses o equivalente a um período de cinco anos. Quem não investir em transformação digital ficará para trás no mercado

19/05 – Forbes – Você sabe de onde vêm seus suprimentos? Aqui está a importância de ter uma cadeia de suprimentos segura

Segurança da cadeia de suprimentos vai além de onde estão os fornecedores e passa também na segurança da tecnologia utilizada. Empresas devem se preocupar com ataques de hackers e outros problemas que podem atingir sua rede e interromper operação

19/05 – ZDNet – Esse é o fim da cadeia de suprimentos como a conhecemos?

Impressão 3D cresce no mundo com a necessidade de grupos de trabalhadores se manterem em quarentena por conta da pandemia da covid-19.

19/05 – TechRepublic – Má qualidade dos dados resulta em pesadas consequências para os negócios

De acordo com pesquisa recente, 93% dos gestores das áreas de suprimentos e supply chain vêm sofrendo com a baixa informação sobre seus fornecedores e quase a metade tem seu trabalho afetado por isso

19/05 – Yahoo Finanças – Como o coronavírus vai mudar o setor de logística

Soluções vão desde o uso de assinatura digital por voz para evitar o toque no celular até adoção de tecnologias inteligentes para garantir visibilidade total das operações do prestador de serviço logístico.

19/05 – Valor Econômico – Petrobras faz primeiro reajuste do diesel no ano

Após 11 reduções no preço do diesel em 2020, combustível sobe 8% nas refinarias. Segundo empresa, aumento estaria compatível com a paridade internacional.

19/05 – Valor Econômico – Maersk prevê queda na importação de 25%

Segundo presidente da empresa para a América Latina, impacto da covid-19 nas exportações será reduzido na região. Expectativa é de que situação melhore a partir do terceiro trimestre.

19/05 – Valor Econômico – Concessão de Pipa nasce já com aditivo para covid-19

Apesar do cenário incerto, nova concessionária já tem garantidos recursos para investir na rodovia nos próximos dois anos. Presidente da concessionária acredita que o setor de rodovias seja o menos impactado pela crise na infraestrutura.

19/05 – Valor Econômico – Pandemia desmonta produção de fast-fashion

Queda nas vendas é sentida em todas as cadeias de suprimento do setor, afetando diversos países pelo mundo. Estudo aponta que mais de 30% da cadeia de moda, incluindo varejistas, não vai sobreviver à crise provocada pela pandemia da covid-19.

19/05 – Bloomberg – Coronavírus revela os riscos para a cadeia de suprimentos do Reino Unidos antes do Brexit

Tendência é que país busque restabelecer a produção de determinados produtos no próprio território, reduzindo a globalização de suas cadeias de suprimentos. Temor cresce a poucos meses de o país deixar a União Europeia, o que já trará impactos ao seu comércio internacional.

18/05 – Forbes – Investimentos estratégicos em tecnologia na cadeia de suprimentos vão criar novos líderes na indústria pós covid-19

Identificar os fornecedores estratégicos, lutar incessantemente para entender a demanda, investir para melhorar a eficiência digital e saciar os novos anseios do consumidor estão entre as medidas que deverão ser postas em prática pelas empresas nesse mundo pós covid-19

18/05 – O Globo – Governo dá aval para revisão de contratos de estradas e aeroportos

Queda abrupta da demanda por conta da pandemia do coronavírus faz governo federal revisar contratos de concessão. Segundo Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias maiores quedas de movimentação foram nas estradas onde os fluxos de veículos de passeio é maior que o de cargas.

18/05 – UOL – Cana perde espaço na lavoura para soja e milho

Queda do preço do petróleo, em meio à pandemia da Covid, desestimula produtores do interior de São Paulo

18/05 – UOL – China pede para empresas fazerem estoque de alimentos

País asiático está preocupado com possível segunda onda do coronavírus, que poderia fechar portos pelo mundo e dificultar ainda mais a compra de produtos agrícolas no mercado internacional

18/05 – UOL – Pandemia acelera volta do Grupo Big às vendas online

Em 3 meses, grupo monta plano para retornar ao e-commerce, que contará com dois tipos de delivery e um drive-thru. Para acelerar implementação, Big fez parceria com 3 empresas para fazer entregas

18/05 – Valor Econômico – Commodities ganham espaço e já são 67% das exportações

Percentual é o maior já registrado no país desde 2008 e se deve, principalmente, pela redução de exportações de manufaturados para Argentina e Estados Unidos, enquanto a China vem aumentando suas importações de commodities

15/05 – Logistics Manager – Gestão de riscos da cadeia de suprimentos no mundo do coronavírus

A gestão de risco é central em cadeias de suprimentos estáveis, e a forma com que os gestores lidam com as adversidades depende em quão robustos os sistemas de gestão de risco são.

15/05 – Valor Econômico – GPA antecipa projeto de marketplace

Varejista acelera projetos nas áreas alimentar e digital em consequência da pandemia de covid-19. GPA tem contatado varejistas que possam ter lojas na nova plataforma de venda online.

15/05 – Valor Econômico – Amazon começa a normalizar operação nos EUA

Prazos de entrega começam a se normalizar, com retorno das entregas em um ou dois dias mesmo para itens não essenciais. Empresa converteu cinco supermercados Whole Foods para atenderem como “dark stores”

15/05 – Valor Econômico – Grupo Ultra vê início de melhora em combustíveis

Controla da Ipiranga e da Ultragaz já vê alguma melhora na demanda, embora cenário ainda seja incerto. Na distribuição de combustíveis, segmento que mais sofre é o de gasolina e etanol, mais afetado pelas restrições de mobilidade.

14/05 – Logistics Manager – Varejo precisa de melhorias na previsão e na visibilidade para se adaptar à economia da covid-19

Pesquisa aponta que mudanças radicais no perfil dos consumidores durante a pandemia vão afetar de forma substancial as cadeias de suprimentos

14/05 – Globorural – Oferta de contêineres tornou-se fator crítico, aponta Maersk

Empresa aponta “desequilíbrio entre importações e exportações” após pandemia de Covid-19

14/05 – Folha de S. Paulo – Frete grátis volta a ser regra no comércio eletrônico para tentar elevar vendas

Tática é tentativa de enfrentar a forte concorrência em período de baixa demanda, mas vem influenciando pouco o faturamento das empresas. Regionalização de estoques por parte de varejistas tem permitido que iniciativa não comprometa os resultados das empresas.

14/05 – Folha de S. Paulo – Comércio de chocolates tenta emplacar vendas online no dia a dia

Maior esforço tem sido transformar as lojas em centrais de delivery. Parcerias estratégicas com market places têm contribuído para as vendas.

14/05 – Valor Econômico – Santos Brasil estuda leilões e planeja diversificar carga

Apesar da crise provocada pelo coronavírus, Santos Brasil busca oportunidades para movimentar carga além de contêineres, seu principal negócio atualmente. Mega terminal de granéis líquidos em Santos é uma das opções em vista.

14/05 – CNBC – China está produzindo produtos de maior valor agregado – mesmo com as fábricas deixando o país

Movimento de mudança nas cadeias de suprimentos já vinha acontecendo com o encarecimento do custo de vida na China, além da guerra comercial com os Estados Unidos. Diversificação da cadeia de suprimentos vai exigir maior conectividade entre os diferentes polos de produção.

13/05 – Entrepeneur – Três pilares para construir uma cadeia de suprimentos resiliente

Ao focar na base, mesmo em tempos de crise, gestores podem usar pessoas, processos e tecnologias certos para atacar as necessidades mais críticas

13/05 – CNBC – Coronavírus vai alterar a globalização e criar cadeias de suprimentos regionais, preveem especialistas

Coronavírus não vai apenas suspender processo de globalização, mas revertê-lo. Cadeia regional vai permitir que empresas rapidamente alterem suas operações em futuras crises com menos contratempos.

13/05 – Valor Econômico – Venda de etanol em abril caiu menos que o esperado

Menor queda ocorreu nas vendas feitas para distribuidoras e pode ter sido reflexo de aumento dos estoques no setor. Diante da fraqueza do mercado de etanol, usinas maximizaram produção de açúcar.

13/05 – Valor Econômico – Vacância de escritórios em SP tende a crescer com pandemia

No segmento de galpões, taxa de vacância ficou em 17% no primeiro trimestre, ficando praticamente estável em relação ao mesmo período de 2019. Queda da comercialização do varejo físico tem provocado manutenção de volume a ser produzido e armazenado, apesar do aumento das vendas do comércio eletrônico.

13/05 – Portogente – Supply chain: pandemia exige novos modelos de projeção

Crise provocada pela Covid-19 praticamente inutilizou os modelos de previsão de demanda, de planejamento do supply chain, de uso de mão de obra e de projeção de caixa. Novos modelos devem ser ajustados através de ferramentas de planejamento da demanda mais flexíveis e altamente adaptáveis às mudanças de comportamento.

12/05 – G1 – Setor de serviços tomba 6,9% em março, pior resultado da série iniciada em 2011

Segundo pesquisa do IBGE, Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio registraram queda de 9% em março, com transporte terrestre tendo caído 10,6%. A atividade no transporte aquaviário se manteve estável no período, enquanto armazenagem, serviços auxiliares a armazenagem e correios ficou praticamente estável, com queda de apenas 0,6%.

12/05 – Forbes – Pandemia do coronavírus mostrou porque precisamos de cadeias de suprimentos mais simples e curtas

Cadeias mais simples e curtas reagem mais rapidamente às crises e são mais sustentáveis ambientalmente

12/05 – Forbes – As cadeias de suprimentos devem se tornar menos eficientes

Pandemia da covid-19 tem levado a mudanças de prioridades nas empresas. Empresas buscam operações mais flexíveis e cadeias de suprimentos resilientes, mesmo que isso sacrifique alguma lucratividade em curto prazo.

12/05 – Barrons’s – Empresas estão reestudando cadeias de suprimentos muito globalizadas

Pressão por tornar produções mais locais cresce com a pandemia do coronavírus, intensificada também pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

12/05 – Logistics Manager – Cadeias de suprimentos completamente diferentes e novas exigem um novo estilo de gestão

Tornar cadeias menos globalizadas pode levar as empresas a apenas mudar os riscos que vão correr. Solução estaria na rápida digitalização da cadeia de suprimentos para transformar a gestão de cadeias de suprimentos globais.

12/05 – Valor Econômico – Alemanha mostra como produzir em meio à pandemia

Com planejamento e troca de experiência com as subsidiárias na China, a maioria das empresas alemãs continuou funcionando durante o confinamento, mantendo seus trabalhadores protegidos da covid-19. Entretanto, economistas alertam que empresas alemãs não escaparão da recessão, além de suas cadeias de suprimentos a deixarem expostas a mercados mais duramente atingidos pela pandemia.

12/05 – Valor Econômico – Diversificar as cadeias de suprimentos será difícil e caro

Diversificação das cadeias e mais produção em casa são a receita de muitos para um comércio resistente a pandemias. Custo da diversificação, porém, pode inviabilizar produções mais complexas ou fazer com que produtos fiquem muito menos sofisticados. Incentivos de governos podem ser determinantes para a diversificação de determinadas cadeias de suprimentos.

12/05 – InsideRetail – O que o coronavírus revelou sobre o estado das nossas cadeias de suprimentos

Diante da pandemia, as cadeias de suprimentos enfrentam grandes desafios, que devem levar a profundas transformações. Estratégias como espaços flexíveis de armazenagem, atendimento de pedidos online automatizados e maior diversificação dos fornecedores devem fazer parte do novo normal.

11/05 – Valor Econômico – China cancela 12 embarques ao Brasil até julho

Brasil deverá perder 19% de sua capacidade de exportação em contêineres para país asiático. Problema não deverá derrubas as vendas, beneficiadas pela desvalorização do real, mas deverá elevar os custos das empresas. Outro potencial entrave é o acúmulo de contêineres na costa brasileira, pois importadores têm retardado a nacionalização da carga por conta da alta do dólar.

11/05 – Valor Econômico – B2W amplia venda direta para não perder receita

Após identificar problemas de abastecimento e falta de capital de giro entre vendedores de seu site, B2W amplia a venda direta para não perder receita e chega ao maior nível de estoque desde 2017. Decisão vai na contramão da recente política de investir em seu market place. Segundo CEO das Lojas Americanas, de 25% a 30% das entregas da empresa têm ocorrido em duas horas.

11/05 – Portogente – Demanda por frete rodoviário recua quase 30% em abril

Agronegócio se destaca como o setor que mantém a estabilidade mesmo na crise da pandemia, com avanço de 10% em comparação a março

10/05 – Veja – Os setores que amargam os sintomas da Covid-19 — e o que os salvarão

Empresas de transporte e logística sentiram de frente o baque do coronavírus e apelam ao Governo Federal pela manutenção dos negócios. Portos e ferrovias, por sua vez, continuam operando com certa normalidade.

08/05 – Valor Econômico – Covid-19 evidencia peso do transporte terrestre no PIB

Atividade teria um impacto de, pelo menos, 30% no PIB, com esse número podendo ainda estar subestimado, segundo responsável por estudo.

08/05 – Valor Econômico – Infraestrutura esbarra em amarras históricas, diz Frischtak

Segundo economista, setor privado representa dois terços do total investido em infraestrutura no país

08/05 – Valor Econômico – Investimentos caem 8,9% em março, pior resultado em 25 anos, diz Ipea

Com a incerteza em níveis recordes e a paralisação de fábricas durante a pandemia de covid-19, houve retração forte do que se investe em máquinas equipamentos, construção civil e pesquisa

08/05 – Valor Econômico – Manutenção de caminhão traz alento a montadoras

Transporte de alimentos de outros itens garante demanda nas oficinas

08/05 – Valor Econômico – Ministério projeta mudanças no fluxo comercial pós-crise

Pasta prevê mais exigências sanitárias, novas demandas e um recrudescimento do protecionismo

07/05 – G1 – Indústria sente efeitos da queda na demanda por causa do isolamento

Mas o agronegócio continua produzindo, fábricas essenciais não pararam, toda a cadeia de suprimentos e logística está em operação garantindo o abastecimento da população.

07/05 – O Globo – Bolsonaro vai questionar Petrobras sobre reajuste da gasolina em 12%

Presidente diz que não houve elevação da cotação do petróleo no mercado internacional para justificar essa decisão

07/05 – Valor Econômico – Equipe diverge e deixa para Bolsonaro decisão sobre Cide

Com a elevação da Cide, setor sucroalcooleiro espera retomar ao menos em parte a competitividade do etanol em relação à gasolina. Segundo a área econômica, as ações tomadas desde o início da pandemia atenderam às empresas como um todo e não a um setor específico. Temor é por pressão de outros setores.

07/05 – Valor Econômico – Mercado Livre acelera vendas e entra no setor de supermercados

Companhia segue tendência de crescimento do setor, sinalizada por Via Varejo, Grupo Pão de Açúcar e Carrefour. Assim como Magazine Luiza e B2W, Mercado Livre acelerou projetos de investimento no segmento específico de supermercados.

07/05 – Valor Econômico – Pedidos em carteira mantêm fábricas de implementos

Setor tem queda nas entregas, mas pedidos feitos antes da pandemia impedem paralisia total. A queda foi maior no segmento de pesados (reboque e semirreboque), fortemente influenciado pelo agronegócio, construção civil, mineração e obras de infraestrutura.

06/05 – Globorural – Movimento de cargas nas estradas melhora, mas ainda é 41% menor após pandemia

Presidente da NTC&Logística acredita que números apontam a possibilidade de rápido retorno à normalidade

06/05 – Folha de S. Paulo – Pandemia remodela papel de cadeias globais de produção

Globalização centrada em linhas da China é alvo de debate, inclusive no Brasil

06/05 – Folha de S. Paulo – Pouquíssimos fornecedores do setor automotivo resistem depois de junho, diz presidente da Fiat

Segundo Antonio Filosa, muitas empresas pequenas e médias já estão em processo de falência

06/05 – Folha de S. Paulo – Drive-thru cresce como alternativa de shoppings e lojas para reduzir perdas

Consumidores fazem a compra pelo site ou por WhatsApp e agendam hora para retirada no local

06/05 – Valor Econômico – Indústria despenca em março e deve mostrar queda recorde em abril

Produção cai 9,1% em março; para abril, estimativas preliminares apontam recuo de até 20%

06/05 – Valor Econômico – Com pandemia, setor de bens de capital perde vendas e demite

Segundo economista, houve ruptura significativa na cadeia de fornecedores nacionais e internacionais do setor de bens de capital. Empresas com fornecedores locais e mais verticalizadas têm se saído melhor

06/05 – Valor Econômico – Mercados de escritórios e galpões já sentem a crise

Liquidez menor e a diferença de expectativas entre compradores e vendedores em relação ao preço dos ativos reduziram o volume de negócios

06/05 – Valor Econômico – Conab prevê forte aumento da produção de açúcar

Estatal estima aumento de 18,5% nesta safra 2020/21; para o etanol, previsão é de queda de 13,9%

06/05 – Portos e Navios – Precisamos de paz para trabalhar em concessões, diz ministro da Infraestrutura

Ministro acredita que, apesar da pandemia de covid-19, há liquidez nas mãos de investidores internacionais. Ele, lembra, porém, que Brasil deverá enfrentar concorrência de outros países na busca pelo capital internacional

05/05 – World Economic Forum – Como proteger a cadeia de suprimentos global dos perigos provocados pela pandemia da covid-19

Respostas dos países à pandemia estão ameaçando a integridade das cadeias de suprimentos globais, afetando sobretudo o transporte marítimo, responsável por 90% das trocas comerciais globais

05/05 – Folha de S. Paulo – Petrobras busca tanques de terceiros para estocar gasolina

Estratégia mostra gargalos na capacidade de armazenamento de combustível. Segundo empresa, não há problemas na armazenagem de petróleo bruto.

05/05 – O Estado de S. Paulo – Câmbio e pandemia fazem empresas investirem em projetos made in Brazil

Objetivo é tentar fugir das importações, que estão mais caras com a valorização de 25% do dólar desde o início da emergência sanitária, da dependência de poucos fabricantes globais e da escassez de produtos de combate à covid-19 por conta a alta demanda mundial

05/05 – O Estado de S. Paulo – Para avançar no mercado, produção brasileira necessita ser competitiva

Fabricantes também preveem que, após pandemia, mundo vai registrar nova onda de protecionismo

04/05 – Globorural – Caminhoneiros pedem congelamento do preço do diesel para cálculo do frete

Medida seria restrita ao período da crise do novo coronavírus e se deve à forte queda recente nas cotações do diesel

04/05 – Valor Econômico – Crise vai levar à reconfiguração das concessões de infraestrutura

Além do cronograma de leilões, as premissas de demanda e investimento precisarão ser adequadas

04/05 – Valor Econômico – Retomada de leilões em porto deixa de fora megaterminal em Santos

Oferta do maior terminal de combustíveis do Brasil deve ficar para 2021

04/05 – Valor Econômico – E-commerce sustenta o mercado da Goodstorage

Problema da covid-19 afetou a locação de armazéns e elevou a inadimplência por parte de pequenos e médios empreendedores

03/05 – O Globo – Comércio eletrônico ganha quatro milhões de novos clientes na pandemia e acentua crise do varejo físico

Com portas fechadas, lojistas ampliam presença on-line, e consumidores compram 30% mais na internet

30/04 – Folha de S. Paulo – Governo quer leilão com lucro maior para atrair estrangeiros

Plano é elevar taxa de retorno para rodovias, ferrovias, aeroportos e portos

30/04 – Folha de S. Paulo – Bolsonaro inclui serviços para caminhoneiro entre essenciais

Decreto presidencial atende a reivindicação de motoristas e permite a abertura de comércio nas rodovias

30/04 – Terra – Apesar de crescer durante pandemia, Mercado Livre cortará investimentos

Setor financeiro avançando a ritmo lento motivou empresa a cortar os R$ 4 bilhões que seriam aportados no País em 2020; na área de logística, contratações foram aceleradas

30/04 – Valor Econômico – Guedes e Braga Netto tentam mostra coesão em torno do Pró-Brasil

Ao mesmo tempo em que rejeita o aumento dos investimentos públicos, Ministro da Economia afirma que não há problema em elevar o orçamento do Ministério da Infraestrutura

30/04 – China Radio International – Rede de logística global do Alibaba ajuda pequenas e médias empresas em todo o mundo

Com a redução da capacidade de frete aéreo internacional por conta da pandemia, gigante do comércio eletrônico chinês ampliou o número de voos charters para garantir entregas no exterior

30/04 – WWD – Pós-COVID-19: Possíveis cenários para designers, fornecedores e produtores na indústria da moda

Consolidação da cadeia de suprimentos, redução da gestão Just-in-time, diversificação de fornecedores e mudança no perfil de compra dos consumidores estão entre as mudanças previstas para o mundo da moda pós covid-19

29/04 – E-commerce Brasil – Pandemia acelera a transformação da logística no Brasil

Questões como retirada e entrega sem contato e ship-from-store cresceram durante a pandemia e devem transformar a logística no Brasil

29/04 – Folha de S. Paulo – Empresas de saúde buscam no governo solução para levar produtos ao Norte

Associação diz que custo de transporte aumentou em até três vezes após enxugamento da malha aérea

29/04 – Folha de S. Paulo – Após drive thru no estacionamento, shoppings lançam armários para retirar compras

Através de um QR Code, cliente busca item comprado à distância em uma das 63 gavetas automatizadas do armário localizado no shopping e abastecido pelo lojista

28/04 – Extra – Demanda por transporte rodoviário de cargas no Brasil tem leve melhora, aponta pesquisa

Pela primeira vez desde o início das sondagens, indicador medido pela NCT&Logística aponta leve redução na queda de demanda por transporte rodoviário de carga

28/04 – Harvard Business Review – Precisamos de um teste de stress para cadeia de suprimentos críticas

Iniciativa seria voltada para setores críticos para a população, como farmacêutico e de insumos médicos, e teria como modelo os testes de stress realizados pelos governos dos Estados Unidos e da União Europeia nos bancos após a crise financeira de 2008

28/04 – Forbes – A inteligência na cadeia de suprimentos é a chave para o retorno da indústria pós-covid-19

A resposta está nos dados coletados, não necessariamente na coleta de mais dados, mas, sim, na análise inteligente dessas informações, através de plataformas dedicadas de análise da cadeia de suprimentos

28/04 – Forbes – Varejistas usam sistemas de encomenda e pré-ordem para contornar atrasos na cadeia de suprimentos

Modelos permitem que varejistas continuam a vender e gerar valor, sem esconder dos clientes que o fornecimento levará mais tempo do que o normal

28/04 – Valor Econômico – Empresas de logística expressa operam em ritmo de Black Friday

Com quarentena, volume de entregas quase duplica em abril em relação a março. Novos investimentos, abertura de vagas e remanejamento de funcionários estão entre as ações das empresas para suportar o aumento na procura

28/04 – BBC News – No desespero, empresas buscam melhores formas para fornecer produtos

Grande questão está entre saber qual será a demanda, principalmente em segmentos com forte sazonalidade. Expectativa é que o caos nas cadeias de suprimentos dure, pelo menos, outros 18 meses

28/04 – Valor Econômico – Danone passa por transformação para operar durante a pandemia

Alteração no portfólio foi uma das medidas das empresas de alimentos para atender a nova demanda originada na pandemia

28/04 – WEF – Implementação criteriosa do blockchain é chave para melhorar as cadeias de suprimento no mundo pós-covid-19

Organização Não Governamental lança manual para implementação de blockchain com melhores práticas implementadas por especialistas em diversas áreas

27/04 – Correio Braziliense – Contrário à proposta, Guedes diz que Pró-Brasil é apenas ”estudo”

Ministro concluiu que o Brasil até pode aumentar o investimento em áreas prioritárias como a infraestrutura, mas não de forma desalinhada ao controle dos gastos públicos

27/04 – The Verge – Algoritmos usados pelas grandes empresas para gerenciar suas cadeias de suprimentos não funcionam durante a pandemia

Empresas consideram que os dados fornecidos pelos algoritmos não são confiáveis e vêm ajustando suas previsões, seja utilizando apenas dados recentes, aumentando as incertezas no modelo e confiando mais em bons profissionais de previsão e planejamento da demanda.

27/04 – O Globo – Pandemia e alta do dólar desafiam indústria a nacionalizar fabricação de insumo

Empresas, de variados setores, querem reduzir a dependência do fornecimento asiático, especialmente o chinês

27/04 – Valor Econômico – Prevista para 2013, ampliação da Fiol é a “nova” prioridade no Pró-Brasil

Intenção do governo é concessionar a ferrovia até o fim de 2020. Segundo governo, possível investidor confirma que permanece disposto a entrar no leilão, com interesse principal no primeiro trecho, entre Ilhéus e Caetité. Segundo trecho da obra pode ser finalizado pelo Exército.

27/04 – Valor Econômico – Desafios da infraestrutura diante das crises

Delimitar frustração de receitas ou alta de despesas no reequilíbrio de contratos de concessões não é trivial

26/04 – Bloomberg – Abaladas, cadeias de suprimentos mudam para o modo recuperar e sobreviver

Após o choque inicial, empresas estão se adaptando para uma economia global agora atormentada pela fraca demanda e a incerteza disseminada

26/04 – Exame – Fred Trajano, do Magalu: brasileiro é mal servido em supermercado online

Com isolamento social e metade da receita perdida, Magalu ampliou sua rede logística e tenta expandir a participação do e-commerce em itens de supermercado

24/04 – O Estado de S. Paulo – Pandemia adia entrega de galpões industriais e novos escritórios

Antes da pandemia, mercado de galpões estava em franca expansão, puxado pelas locações do varejo online e de empresas de logística. Entregas de novos galpões estão sendo adiadas, e novas obras só serão iniciadas com garantia de locação

24/04 – Valor Econômico – Ministérios tentam apagar a imagem de cisão no governo

Ministro da Infraestrutura garante que projetos selecionados obedecem a lógica de “efeito multiplicador” e serão privatizados no futuro. Expectativa é de que o avanço obras contribua para tornar concessões mais atrativas.

24/04 – Valor Econômico – Taxa de retorno maior vira alternativa

Objetivo do Ministério da Infraestrutura é ampliar atratividade de projetos de infraestrutura para investidores, sobretudo estrangeiros

23/04 – Época Negócios – Governo mantém expectativa sobre leilões de infraestrutura no 2º semestre

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, reiterou nesta visão otimista sobre os projetos de concessão de rodovias, aeroportos, ferrovias e portos

23/04 – O Globo – Retomada com obras públicas

Sem Guedes, governo lança plano de recuperação e prevê 1 milhão de empregos. Ministério da Infraestrutura seleciona 70 obras, a maior parte delas na área de transportes.

23/04 – O Globo – Sem Guedes, programa Pró-Brasil mostra falta de unidade no governo, dizem especialistas

Críticas vão do tamanho do programa, passando por ausência integração com outros projetos e falta de participação do Ministério da Economia

23/04 – Folha de S. Paulo – Governo resgata papel do Estado na retomada, sob a oposição de Guedes

Programa chamado de Pró-Brasil prevê investimentos de R$ 30 bilhões em obras

23/04 – Valor Econômico – Exportação de granéis agrícolas deve seguir em forte alta até maio

Segundo Abiove, a demanda por fretes rodoviários de granel agrícola caiu apenas 1,4% contra queda de 25% na demanda dos granéis em geral.

22/04 – G1 – Transporte rodoviário de cargas tem queda na demanda de 45% no Brasil, diz pesquisa

Queda foi superior no transporte fracionado, chegando a mais de 47%. Percentual de transportadoras que tiveram queda significativa de faturamento chegou a 89%.

22/04 – Valor Econômico – Demanda menor breca produção de refinarias

Embora Petrobras tenha reduzido em 38% o preço do diesel nas refinarias, retração não tem sido a mesma nos postos de combustíveis

22/04 – Valor Econômico – Cresce de manda da XPrajá para revender estoques

Desde o início da pandemia, empresa de recolocação de produtos encalhados vem recebendo volumes crescentes de produtos a serem recolocados. 18 indústrias de grande porte nos setores de alimentos, higiene e limpeza são fornecedores da XPrajá.

22/04 – Valor Econômico – P&G planeja mudanças no portfólio

Quarentena fez empresa olhar com mais atenção os indicadores de ruptura na gôndola.

21/04 – Fast Company – Como sobreviver à ruptura na cadeia de suprimentos global

Em um mundo cheio de percalços como crises comerciais e pandemia, especialista da Universidade de Stanford cita algumas medidas para as empresas se tornarem mais ágeis e flexíveis

21/04 – SupplyChain 247 – Covid – 19 e cadeias de suprimento despedaçadas

Paper analisa como a covid-19 afetou as cadeias de suprimentos e mostra como reduzir vulnerabilidade como uma cadeia mais inteligente

20/04 – Fast Company – Cadeia de alimentos tenta se reinventar para resolver o seu problema de desperdício de comida durante a pandemia

Os caminhos para entregar alimentos a restaurantes são completamente diferentes dos que levam comida para as lojas

20/04 – Jornal do Comércio (RS) – Coronavírus e a logística de entrega no Brasil

Planejamento da demanda e gestão de armazenagem e das entregas estão entre as atividades mais impactadas nesse período de pandemia.

20/04 – O Estado de S. Paulo – Pandemia mostrou alto custo de importação no País

Até março, tarifa de compras externa de material hospitalar no Brasil só era inferior à da Índia, entre as grandes economias

20/04 – Valor Econômico – Malha aérea deve manter redução de 90% em maio

Gol, Azul e Latam discutem com o governo oferta mínima de voos comerciais que estará disponível no mês que vem

17/04 – Inbound Logistics – Reabastecimento da cadeia de combustíveis durante a covid-19

Veja os cinco pontos principais nos quais a logística e a cadeia de suprimentos devem focar para se manter ágil durante a pandemia da covid-19

17/04 – O Estado de S. Paulo – Volks quer parceria e nacionalizar peças

Montadora considera mudança na cadeia de suprimentos estratégica, apostando na nacionalização de componentes para driblar oscilações cambiais e riscos de ruptura em períodos de crise.

17/04 – Valor Econômico – Pujança do segmento de grãos não evita que Mato Grosso perca dinheiro na crise

Mesmo o agronegócio teve impacto nas exportações de grãos no final de março por dificuldades encontradas no frete rodoviário. Usinas de etanol sofrem com queda no consumo de combustíveis.

17/04 – Valor Econômico – Plataformas digitais tentam amenizar perdas de produtores de perecíveis

Iniciativas visam a aproximar vendedores de compradores

16/04 – Innovation&Tech Today – Quatro formas de a tecnologia ajudar na cadeia de suprimentos de alimentos durante a covid-19

Tecnologias como entrega por drones, blockchain, fazenda urbana e market place de alimentos vêm crescendo em muitas partes do mundo para poder fazer frente ao confinamento da população.

16/04 – Valor Econômico – Plano de retomada com obra pública ainda depende de aval da Economia

Equipe indicou 70 empreendimentos, na área de transportes, com projetos de engenharia e licenciamento ambiental em fase adiantada.

16/04 – Estado de S. Paulo – Governo tem pacote de obras pós-crise

Ideia é injetar dinheiro em infraestrutura como forma de gerar emprego e dar impulso à economia do País assim que a pandemia retroceder.

15/04 – The Hill – Gestão da cadeia de suprimentos é uma arma poderosa na guerra contra o coronavírus

Embora seria muito custoso para as empresas estarem sempre preparadas para eventos esporádicos, como a pandemia da covid-19, cadeias consideradas essenciais deveriam ter planos para esse tipo de situação.

15/04 – Valor Econômico – Empresas buscam adiar chegada de mercadoria

Com recessão às portas, empresas buscam redução da velocidade do transporte, pedindo que contêineres se tornem “armazéns flutuantes”. Armadores de longo curso oferecem opções de armazenagem em locais mais baratos espalhados pelo mundo, levando as cargas para mais perto do destino.

14/04 – Época Negócios – É preciso repensar a cadeia de suprimentos para evitar desabastecimento global, diz Wolfgang Lehmacher

Segundo Lehmacher, recuperação econômica vai depender da capacidade dos países produzirem insumos internamente

14/04 – Globorural – Com menos caminhões, frete de hortifruti aumentou em até 20%

Produtores relatam dificuldade para escoar produção do Sudeste para demais regiões do país por falta de frete de retorno.

14/04 – Globorural – Pandemia reduz transporte rodoviário de cargas em 43,9% no Brasil, aponta nova pesquisa

Estudo da NTC&Logística aponta para redução maior (46,3%) no caso de cargas fracionadas no mesmo período.

14/04 – G1 – Governo tenta avançar com agenda de concessões, mesmo com crise do coronavírus

Ministério da Infraestrutura enviou ao TCU projeto de concessão de trecho rodoviário ligando Anápolis (GO) a Aliança (TO).

14/04 – Valor Econômico – Vírus afetará transportes por 4 meses

Pesquisa inédita da CNT mostra que boa parte das transportadoras de carga não tem como ultrapassar um período de 30 dias operando sem apoio financeiro. Três em cada quatro empresas de transportes de carga teve queda superior a 20% na demanda por serviços em março.

14/04 – GreenBiz – O que disrupturas anteriores nos ensinam sobre revisitar as cadeias de suprimentos depois da covid-19

Veja cinco recomendações do World Economic Forum para revisitar as cadeias de suprimentos com base em aprendizados advindos de crises anteriores.

14/04 – Valor Econômico – Reconfiguração do comércio mundial

Brasil pode entrar em novas cadeias de suprimento, mas vai também enfrentar o desafio de novas barreiras sanitárias e fitossanitárias.

14/04 – Sputnik Brasil – Logística em tempos de pandemia: como satélites ajudam cadeias de suprimentos

Coronavírus ameaça ruptura das cadeias de suprimentos, e empresas buscam soluções através do uso de tecnologia.

14/04 – Valor Econômico – Bunge digitaliza contratação de fretes rodoviários no país

Adesão dos caminhoneiros ao novo aplicativo lançado pela empresa cresceu com as restrições impostas pelo novo coronavírus

14/04 – Jornal do Comércio (RS) – Desafios ampliados para o transporte de alimentos

Nesse período de pandemia, chegar com grãos e outras mercadorias até os portos da China se tornou uma operação ainda mais complexa.

13/04 – Globorural – Transportadoras pedem suspensão de cobrança de pedágio

Carta assinada por nove empresas foi enviada ao Ministério da Infraestrutura, que diz não cogitar suspensão.

13/04 – USA Today – Amazon coloca novos clientes de gêneros alimentícios em lista de espera

Gigante do e-commerce não consegue atender o aumento da demanda em gêneros alimentícios e cria lista de espera, embora garanta que esteja buscando aumentar a sua capacidade.

13/04 – Valor Econômico – Covid-19 levará à revisão estratégica da produção, diz Abiquim

Indústria brasileira poderá voltar a produzir no país insumos essenciais que deixaram de ter fabricação local. Discussão parte do Ministério da Defesa, com o propósito de identificar insumos e produtos estratégicos.

13/04 – Valor Econômico – Fabricantes estão com 80% das linhas paradas

Fabricantes de implementos rodoviários preveem queda principalmente no segmento de implementos leves, mais voltados às entregas urbanas. No caso dos pesados, queda tende a ser menor pela demanda do agronegócio.

13/04 – Valor Econômico – Porto enfrenta segunda etapa da crise global

Retração na demanda brasileira e oscilação cambial das últimas semanas já afetam importações. Em contrapartida, exportações brasileiras seguem fortes, impulsionada pela safra recorde de grãos e pelo dólar alto.

12/04 – Wall Street Journal – 5G promete revisão radical nas cadeias de suprimentos

O aumento nas volumes de dados e na velocidade da comunicação através do 5G vai permitir um melhor acompanhamento dos produtos e melhorar a previsão da demanda.

12/04 – UOL – Banco Mundial prevê contração do PIB de 4,6% na América Latina em 2020

Previsão da organização é de que o PIB do Brasil cai 5,0% no mesmo período. Fato de pandemia ter surgido na América Latina após afetar os países desenvolvidos pode oferecer oportunidade para ajustar a resposta política local.

12/04 – Forbes – Coronavírus deveria inspirar as empresas a preparar a sua cadeia de suprimentos para o futuro

Segundo pesquisa recente, mais de 30% dos executivos de finanças nos Estados Unidos e no México apontaram problemas com a sua cadeia de suprimentos uma das suas três principais preocupações em relação à pandemia do coronavírus.

09/04 – Valor Econômico – Maior exportação de açúcar desafia logística

Redução da demanda por etanol leva a aumento na produção de açúcar por usinas no Brasil. Ritmo de embarques da commodity nos principais portos de escoamento já é maior que a média e acontece junto com exportação recorde de grãos.

09/04 – Valor Econômico – GLP vê cenário complicado para venda de galpões

Apesar de ressaltar que investimentos são de longo prazo, diretor de Novos Negócios da GLP no Brasil admite que levará mais tempo para cumprir planejamento de reciclar parte do portfólio.

08/04 – RetailWire – As antigas práticas do varejo vão ajudar a limpar a confusão provocada pela covid-19?

Análise levanta questões de como resolver problemas de previsão da demanda em momentos tão incertos e pondera se não seria a hora de trazer de volta velhas práticas do varejo deixadas de lado com o surgimento dos modelos preditivos.

08/04 – Portos e Navios – Armadores de contêineres cancelam partidas para enfrentar coronavirus

Embora a China tenha voltado a movimentar carga após o pico da pandemia do coronavírus, transporte marítimo está sendo afetado pela redução do comércio entre outras regiões, como Europa e Estados Unidos. Taxas de frete estão 20% abaixo dos níveis de equilíbrio.

08/04 – O Globo – ‘E agora, Brasil?’: Novos hábitos vão transformar comércio e serviços

Segundo presidente da Fecomércio/RJ, com a pandemia do coronavírus, a logística virou um ponto vital, o diferencial entre decolar ou se tornar exemplo de péssimo serviço. Segundo ele, 70% das micro e pequenas empresas não têm e-commerce.

08/04 – Valor Econômico – China opera a 75%, mas um retorno total pode demorar

Economista acredita que recuperação chinesa vai depender de EUA e Europa e lembra que epidemia pode lançar pressão nas empresas para maior diversificação da cadeia de suprimentos.

07/04 – MIT Technology Review – Pandemia bagunçou a cadeia de suprimentos global. Blockchain pode ajudar

Registros do blockchain podem oferecer aos compradores uma conexão mais resiliente com os seus fornecedores

07/04 – Globorural – Pandemia reduz transporte de cargas em 40% e já deixa 70% das empresas no vermelho

Estudos de CNT e NTC&Logística mostram cenário de prejuízo e pessimismo para a logística no Brasil

07/04 – Portos e Navios – Exportação de soja para a China não deve ser impactada pela Covid-19, dizem entidades

Coordenador do Movimento Pró-Logística não acredita que chineses deixarão de comprar soja brasileira. Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil garante que comercialização segue a normalidade após preocupação com as condições logísticas

07/04 – Valor Econômico – Investimento em obras após a crise pode somar R$30 bilhões

Programa do governo federal prevê pacote com 70 empreendimentos englobando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos

07/04 – CNT – Transporte sofre forte queda de demanda, mantém atividades e ainda evita demissões

Pesquisa da CNT sobre impacto da covid-19 no transporte mostra transportadores pessimistas em relação ao futuro e com sérios problemas de faturamento; acesso a crédito facilitado é a medida mais importante

07/04 – Valor Econômico – Queda na venda de implementos

Em decorrência da pandemia do coronavírus, os fabricantes de implementos rodoviários vêm seus resultados de março com vendas de reboques e semirreboques serem reduzidos, fechando o primeiro trimestre em queda. Por outro lado, houve crescimento no emplacamento de implementos leves.

06/04 – Valor Econômico – Governo edita MP para assegurar operação em portos durante pandemia

Texto traz regras para garantir segurança dos trabalhadores no setor portuário, ampliando as garantias de que as operações não serão afetadas pela pandeia da covid-19.

05/04 – World Economic Forum – 3 iniciativas que executivos de Supply Chain podem implementar para preparar a empresa para a realidade pós covid-19

O mundo mudou com a covid-19, e o primeiro impacto foi a retração da economia e a perda de milhares de empregos. Uma segunda onda está por vir, mas ainda não se sabe o impacto dela. 2008 foi o ano da crise econômica. 2020 é o ano da crise da cadeia de suprimentos.

05/04 – Diário do Litoral – Porto pode reduzir em 30% volume de cargas

Sindicato dos Despachantes afirma que porto de Santos funciona normalmente, com adaptação de órgãos governamentais, agências marítimas e terminais. Para representante, redução no volume se deve à contração da economia mundial.

05/04 – Exame – Como o setor de transporte se adaptou para manter o abastecimento

Empresas de logística, tecnologia e pagamentos tomam ações para aumentar a segurança dos caminhoneiros nas estradas.

03/04 – Forbes – Lições da COVID-19: como proteger a sua cadeia de suprimentos durante a crise

Especialista apresenta sete pontos a serem analisados pelos executivos no momento de avaliar as vulnerabilidades da sua cadeia de suprimentos.

03/04 – Minf – Aplicativo InfraBR disponibiliza novas funcionalidades para apoio ao caminhoneiro e garantia do abastecimento

Profissionais do setor poderão identificar onde estão localizados nas rodovias os serviços essenciais para o exercício de sua profissão.

03/04 – Valor Econômico – COVID-19 vai mudar a globalização e empresas terão de rever suas cadeias

Economista-chefe do Banco Europeu para Reconstrução e o Desenvolvimento acredita que pandemia fará empresas desenvolverem planos alternativos para suprimentos, reduzindo a fragilidade da cadeia.

03/04 – Valor Econômico – Em meio à pandemia, governos já ajustam calendário de concessões

Leilões em áreas que sofrem com a crise provocada pela pandemia do coronavírus estão sendo suspensos. Programação para terminais portuários de carga deverá ser mantida.

03/04 – Valor Econômico – Ministério autoriza renovação da Malha Paulista

Apesar da pandemia, ministério de Infraestrutura consegue seguir adiante com o processo. ANTT deve aprovar aditivo no dia 14, com assinatura prevista para o dia 17 de abril.

02/04 – G1 – Governo de SP vai entregar a caminhoneiros adesivos eletrônicos para pagamento automático de pedágios

Segundo secretário de Logística e Transportes do estado, tags serão oferecidas para diminuir risco de contaminação por coronavírus.

02/04 – Valor Econômico – Transporte de carga aérea

Apesar da interrupção de boa parte do transporte aéreo de passageiros, secretário Nacional de Aviação Civil garante que transporte aéreo de cargas está crescendo brutalmente por conta do crescimento do e-commerce e das cargas do Ministério da Saúde.

02/04 – Valor Econômico – Queda da demanda já é um problema para os caminhoneiros

Empresas paralisadas ou funcionando em ritmo mais lento levam a menos contratação de transporte e também aumentam a dificuldade em encontrar carga retorno.

02/04 – Valor Econômico – Ministra afasta risco de faltar alimentos no país

Segundo ministra, governo trabalha para garantir infraestrutura e condições de trabalho aos caminhoneiros para viabilizar o transporte de insumos e o escoamento da produção.

01/04 – Forbes – Repensando a cadeia de suprimentos do varejo em tempos de crises

Para analista, uma nova de cadeia sustentável de alimentos pode surgir da necessidade de redundância na cadeia, tempos mais rápidos de distribuição e de um novo uso para prédios atualmente abandonados.

01/04 – UOL – Logística de exportação de soja, petróleo e minério de ferro não foi afetada por coronavírus, diz governo

Subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia afirma que não houve confirmação de falta de contêineres para embarque de carga nos portos.

01/04 – São Paulo – Governo de SP cria site com informações sobre as estradas para caminhoneiros

Portal traz mapa com a situação dos postos de abastecimento e dos locais de distribuição de kits no Estado de São Paulo.

01/04 – CEO Magazine – Um novo vírus reforça antigos ensinamentos

Uma das certezas dos negócios é que sempre haverá riscos e crises que os executivos deverão enfrentar. Desenvolvimento de planos de contingência e de redução de riscos nas cadeias de suprimentos são fundamentais para empresas.

01/04 – Folha de S. Paulo – Líder dos caminhoneiros diz que categoria deve parar se governadores não recuarem

Caminhoneiros se queixam de falta de postos e restaurantes na beira de estrada, e acionam Justiça contra Doria.

01/04 – O Globo – Com coronavírus, Ipiranga atrasa cobrança a postos e contrata psicólogos para funcionários

Empresa admite adiamento de investimentos, mas garante que a prioridade é sustentar as operações existentes e os empregos.

01/04 – Valor Econômico – EUA avaliam pacote para infraestrutura de US$ 2 tri

Expectativa do presidente dos Estados Unidos é que pacote contribua para o país sair da crise após a pandemia do coronavírus.

31/03 – Extra – Cofco teve planta de biodiesel em MT afetada por efeitos do coronavírus; logística preocupa

Unidade de produção de biodiesel teve operação interrompida por decisão unilateral do município de Rondonópolis (MT) de interromper todas as atividades industriais na região.

31/03 – Extra – PGR apoia CNT em ação que pretende derrubar normas contra vírus que afetam logística

Confederação Nacional dos Transportes deseja suspender atos unilaterais de municípios e estados que estejam restringindo o transporte intermunicipal e interestadual de cargas.

31/03 – Coronavírus já transformou o processo de Compras na cadeia de moda, diz GlobalData

A tecnologia tem sido importante ao trazer mais comunicação entre os elos da cadeia de suprimentos de moda com a disseminação do coronavírus.

31/03 – Roll Call – Blockchain could transform supply chains, aid in COVID-19 fight

Ferramenta é vista como importante para a troca de informações na cadeia de suprimentos e poderia ser usada para acreditar fornecedores e agilizar processos de contratação das empresas.

31/03 – Valor Econômico – Plataformas digitais em alta no campo 

Para reduzir contatos físicos, embarcadores e caminhoneiros autônomos estão preferindo ferramentas eletrônicas no momento da contratação do frete no agronegócio.

31/03 – NTC & Logística – Impacto do coronavírus no transporte de cargas chega a 26% segundo dados do DECOPE

Embora esteja ainda em seus primeiros dias, pesquisa da NTC ponta para uma esperada redução no transporte de cargas pelo país, com variação entre carga fechada e carga fracionada.

31/03 – Folha de S. Paulo – Indústrias reforçam segurança e mantêm operação na pandemia

Controles de temperatura, aumento de frota para funcionários e voucher para taxi são algumas das iniciativas das empresas para garantir o funcionamento das operações.

30/03 – Valor Econômico – Medidas na Índia afetam farmacêuticas do Brasil

Índia e China são responsáveis, cada uma, por 30% a 35% dos princípios ativos utilizados pelas farmacêuticas brasileiras. Empresas têm, em média, estoque de produtos acabados para 4 ou 5 meses.

30/03 – Jota – Mercado Livre: “estados precisam entender a importância do serviço de entrega”

CEO do Mercado Livre fala das ações da empresa para evitar contaminação dos seus usuários e garantir as entregas, apesar dos problemas que vêm enfrentando por conta das diferentes restrições de circulação impostas por estados e municípios.

29/03 – Exame – Preços do frete de aéreas disparam em meio à pandemia do coronavírus

Aéreas passaram a tratar todas as cargas como emergenciais, impactando nos preços e dificultando o transporte de carga no Brasil.

29/03 – O Globo – Recuperação econômica terá que passar por investimento em saúde, obras e renda mínima, dizem analistas

No receituário básico da recuperação econômica está o investimento em infraestrutura, atividade intensiva em mão de obra e que ainda ajuda reduzir os gargalos econômicos do Brasil.

27/03 – PEGN – Coronavírus: Tecnologia aplicada ao sistema de delivery está mantendo China abastecida

Tecnologia e hábitos de consumo chineses podem servir de exemplo para outros países acelerarem melhorias nas estruturas de e-commerce e entregas.

27/03 – Estado de S. Paulo – Com Bolsonaro, caminhoneiros atacam Dória e ameaçam parar

Governo federal monitora ataques e ainda considera situação pontual. Ameaças surgem com a falta de suporte aos caminhoneiros nas estradas provocada pelo fechamento de restaurantes e outros serviços essenciais.

27/03 – NPR – The coronavirus pandemic may be loosening links in the supply chain

Enquanto tenta driblar o desafio de descobrir o novo normal, indústrias nos Estados Unidos lidam com stress dos funcionários que continuam trabalhando para garantir as entregas. Expectativa é de que o ritmo de compras de bens essenciais se reduza em decorrência do aumento dos estoques nas casas das pessoas.

26/03 – UOL – Pandemia encolhe volumes de comércio em portos globais 

Batalha da Europa e dos Estados Unidos contra a pandemia tem maior impacto em portos e outros centros de comércio internacional afetando a economia global.

26/03 – Valor Econômico – FAO vê riscos de tensões na cadeia global de alimentos

FAO espera problemas na cadeia de suprimentos alimentar para abril e maio devido aos desafios para circulação dos produtos em meio à pandemia. Segundo economista-chefe da entidade, o problema fundamental será na área de logística.

26/03 – Valor Econômico – Com falta de serviços, caminhoneiros pedem apoio

Embora estejam garantindo que a logística não pare no Brasil, caminhoneiros sofrem com a falta de condições mínimas para trafegar. Fechamento de serviços como restaurantes, borracharias, lojas de peças e mecânicas dificultam execução da atividade.

26/03 – Valor Econômico – Setor inicia pressão para suspender cobrança de pedágio durante epidemia

Caminhoneiros alegam que redução no tráfego vai levar a um menor desgaste do pavimento, permitindo redução no pedágio. Ministério da Infraestrutura não dá sinais de suspensão da cobrança do pedágio nas estradas do país.

26/03 – Valor Econômico – DPW não prevê paralisação em portos no Ocidente

Ao contrário do que aconteceu na China, fechamento de portos seria improvável no Ocidente, segundo diretor financeiro da DP World nas Américas. Segundo ele, na China, ainda não havia clareza sobre os efeitos e a forma de transmissão do vírus.

26/03 – O Globo – “Não há necessidade de se sobrestocar”

Presidente da Nestlé afirma que empresa está operando com capacidade total no Brasil para garantir abastecimento, sem rompimento da sua cadeia de suprimentos.

25/03 – Valor Econômico – Pandemia acelera demanda por galpões

Demanda por espaços de armazenagem dá sinais de crescimento, com aumento da procura partindo principalmente dos setores varejista e comércio eletrônico.

25/03 – Folha de S. Paulo – Governadores fecham estradas e vetam ônibus interestaduais

Governo federal transfere para órgãos estaduais a competência para fechamento ou bloqueio de estradas. Reportagem mostra as principais iniciativas de cada estado.

25/03 – Valor Econômico – A produção de alimentos pede passagem

Empresas do agronegócio ainda enfrentam dificuldades para fazer a distribuição da sua produção em decorrência de medidas de restrição de circulação impostas por estados e prefeituras.

24/03 – CNBC – Coca-Cola CEO says supply chain is “cracking around the world” due to coronavirus

Empresa se adapta às novas necessidades do consumidor. Nesse período, houve crescimento na demanda por produtos de tamanhos maiores, para estoque nas residências, com SKUs menores sendo deixados de lado. Houve também forte mudança no canal de vendas. Em algumas regiões, empresa enfrenta dificuldade em conseguir insumos.

24/03 – Forbes – How the coronavirus will shape the food supply chain

Autor analisa como o supply chain está sendo impactado pela pandemia, analisando as dificuldades das empresas de alimentos com o novo cenário, a importância da mão de obra nesse período e os problemas na previsão da demanda.

24/03 – Folha de S. Paulo – Sobrecarregado, mercado suspende delivery

Algumas redes de supermercados em SP precisaram suspender o delivery no primeiro momento para poder atender a alta demanda nas lojas. Redes operam com baixo estoque e sinalizam prazos de entrega de mais de três semanas.

24/03 – Valor Econômico – Varejistas implantam “operação de guerra”

Muitas redes de varejo vêm ampliando os estoques nas lojas, fechadas, para poder atender o comércio eletrônico. Preocupação das redes está em conseguir a liberação dos estoques das lojas em shopping centers que, atualmente, estão fechados e as lojas não podem ser acessadas.

23/03 – O Globo – Tarcísio consegue acordo para liberar circulação de cargas

Ministério da Infraestrutura fecha acordo com governadores para garantir livre circulação de mercadorias pelo país. Preocupação é evitar a crise de desabastecimento que afetou o Brasil durante a greve dos caminhoneiros

23/03 – Valor Econômico – Transporte de cargas sente os primeiros efeitos

Fechamento de lojas começa a afetar o setor de transporte de cargas. Queda na produção em setores não essenciais, como eletrônicos e vestuário, deve acentuar a retração no transporte.

23/03 – Valor Econômico – Setor industrial se desdobra para garantir abastecimento

Setor industrial está preocupado com possíveis quebras na cadeia de suprimentos, enquanto garante a segurança sanitária dos seus funcionários. Executivos chamam a atenção para a importância de segmentos por vezes considerados secundários, como embalagens, manutenção, entre outros, mas que são fundamentais para garantir o abastecimento de itens essenciais à população.

23/03 – Antaq – Antaq esclarece sobre fechamento de portos

A Agência Nacional de Transporte Aquaviários esclarece em nota que portos públicos, privados e demais instalações portuárias, assim as atividades de transporte aquaviário, permanecem em operação. O órgão lembra que apenas o governo federal pode determinar o fechamento dessas instalações ou a interrupção dos serviços.

22/03 – O Globo – Indústria do petróleo pede livre trânsito de caminhões-tanque para garantir abastecimento no país

Preocupadas com possível paralização na produção de itens essenciais em decorrência de quebra na cadeia de suprimentos, as empresas pedem auxílio do governo federal. A indústria do petróleo pede garantia à circulação de caminhões e pessoas para garantir desde a produção até a distribuição de combustíveis no Brasil.

20/03 – Exame – Compras pela internet disparam até 40% com impacto do novo coronavírus

Nos primeiros 15 dias de março, o e-commerce brasileiro já registrou alta média de 40% nas vendas em decorrência do surto de coronavírus no Brasil. A venda de itens de saúde pela internet cresceu 124%, enquanto alimentos e bebidas tiveram alta de 30% e eletrodomésticos, 37%.

20/03 – G1 – “Não vai haver fechamento de aeroportos”, diz ministro da Infraestrutura

Após o governo do estado do Rio de Janeiro anunciar o fechamento de aeroportos e rodovias, o ministério da Infraestrutura afirma que a decisão é de âmbito federal e descarta a medida. Governo vai criar Conselho Nacional de Transporte para discutir as medidas relacionadas ao setor durante a crise e evitar que ações prejudiquem o transporte pelo país.

20/03 – Infomoney – Varejo on-line da China dá sinais de recuperação

A China começa a ver suas atividades voltarem ao normal após o surto de coronavírus no país. Entretanto, a retomada a longo prazo ainda depende de a população chinesa voltar a comprar bens não essenciais.

20/03 – Valor Econômico – GPA se aproxima de limite em venda online

O Grupo Pão de Açúcar aponta que suas lojas estão operando perto da capacidade máxima. Vendas de supermercados e hipermercados dobraram nos últimos 3 dias e o número de pedidos online saiu de 1.000 para 3.500 por dia.

20/03 – Valor Econômico – Setor de plásticos teme abril e pede ajuda ao governo

Corrida aos supermercados manteve a demanda alta no setor de plásticos em março, mas a preocupação é com possível queda nos meses seguintes e problemas na redução do fluxo de transporte devido às restrições de circulação.

20/03 – Valor Econômico – Governo teme retenção de carga nas estradas

O fechamento de fronteiras estaduais preocupa o agronegócio, setor com forte participação nas exportações brasileiras. Com a China retomando a sua economia, a tendência é que o setor intensifique o transporte do Centro-Oeste para os portos, principalmente Santos, e uma possível barreira pode prejudicar o setor.

20/03 – Folha de S. Paulo – Agricultura deve criar corredores estratégicos para agronegócio

Na esteira da preocupação do Agronegócio com o fechamento das fronteiras terrestres interestaduais, o governo federal planeja a criação de corredores estratégicos para garantir o escoamento das cargas para os portos e a circulação de alimentos para a população e insumos para a agroepecuária.

18/03 – The Atlantic – Exclusive: Amazon Confirms First Known Coronavirus Case in an American Warehouse

Nos Estados Unidos, a Amazon tem o seu primeiro caso de COVID-19 confirmado em um centro de distribuição. A Amazon já vem encontrando dificuldade de atender a demanda que vem crescendo, com falta de produtos e não atendimento de prazos de entrega, principalmente os prazos de dois dias do Amazon Prime. Especialistas, como Dale Rogers, parceiro do ILOS de mais de 20 anos, acreditam que, embora a Amazon tenha muitos CDs automatizados, o problema pode se agravar principalmente se os entregadores começarem a adoecer ou se houver necessidade de fechar CDs da empresa.

19/03 – Valor Econômico – Portos mantêm operação e avaliam gargalos

Após ameaça de greve dos funcionários no porto de Santos, os portos brasileiros conseguem manter suas operações funcionando e já avaliam possíveis gargalos. Terminais de contêineres santistas garantem que não houve impacto, mas as empresas se preocupam com futuros problemas caso haja uma possível redução de pessoal nos órgãos fiscalizadores ou impactos no transporte das cargas pelo país, dificultando, ou mesmo impedindo, a sua chegada ou saída dos terminais.

18/03 – O Globo – Governo anuncia pacote de socorro a empresas aéreas

A compreensível queda na movimentação de passageiros vem preocupando as empresas aéreas não apenas do Brasil, mas no mundo. Outros países já anunciaram medidas para evitar o colapso do setor, e o governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira um pacote de socorro às empresas aéreas. Importante lembrar que o colapso das empresas não apenas afetaria o transporte de passageiros, mas também o de cargas, pois boa parte da movimentação aérea de cargas é feita usando o porão dos aviões de passageiros.

16/03 – Folha de S. Paulo – Europa e América do Sul fecham fronteiras para tentar conter coronavírus

O fechamento das fronteiras na União Europeia já afeta a logística na região, pois muitos caminhões estão presos em enormes filas nas fronteiras dos países. O impacto no transporte de alimentos, remédios, peças e insumos está prejudicando a produção das empresas, pois muitas operam no sistema “just in time”, com estoques baixos.

A disponibilidade de produtos na indústria de alimentos durante e após a pandemia


No final de maio, contamos com a presença do ex-sócio executivo do ILOS e atual Global Head of Network Design em uma grande empresa de alimentos, Rodrigo Arozo, em Webinar promovido pelo Coppead. Morando agora em Amsterdam, Arozo enfrenta uma das maiores crises mundiais à frente de uma empresa fabricante de alimentos, que sem dúvida tem desafiado o dia a dia de suas operações.

O ponto fundamental ressaltado, que impacta não somente a indústria de alimentos, mas tantas outras classificadas como Bens Essenciais, é o dever e a responsabilidade social que a falta de tais produtos pode gerar. Centrado neste dever fundamental, a operação da empresa teve que lidar com pressões em variadas áreas do negócio, com respostas adequadas e, sobretudo, ágeis.

Em relação à demanda, por exemplo, o setor de alimentos teve um crescimento muito acima do normal, porém este aumento precisa ser compreendido em detalhes. Quando olhamos os canais atendidos pela empresa onde trabalha Rodrigo Arozo, a variação de demanda foi bastante diferente. Em Supermercados Tradicionais, o crescimento foi forte e evidente, enquanto para o canal Food Service que atende, por exemplo, bares e restaurantes, a demanda despencou. Além de canal, é importante analisar também as mudanças no portfólio de produtos. Elas ocorrem não somente por conta desta variação no canal (cada canal tem seu portfólio específico), mas também porque houve uma mudança significativa na forma e características de consumo: as pessoas estão presas em casa, algumas ansiosas e com medo, e precisam preparar sua própria comida, em detrimento a comer na rua. Isso gera incertezas que leva à necessidade por informação comercial rápida, fundamental para processos de planejamento.

As mudanças nas cadeias de suprimentos globais, as alterações nos padrões de consumo e as ondas de contágio diferentes para cada região e país são informações importantes utilizadas pela empresa para construção e análise de cenários, que podem auxiliar na alocação de estoques de MP em M+1, por exemplo, e auxiliam no Risk Management da cadeia. Estes cenários variam dos mais pessimistas (nova onda de contágios, prolongamento do isolamento social) aos mais otimistas (desenvolvimento de vacina em tempo recorde). Com atualizações em tempo real e considerando níveis de serviço, análise de custos e riscos envolvidos, a decisão de cenários é tomada e algum deles é colocado em prática.

disponibilidade de produtos - Planejamento e Risk Management - ILOS Insights

Figura 1 – Planejamento Tático e Risk Management, que utiliza cenários para definir a alocação de recursos. Fontes: ILOS

Para o pós pandemia, Arozo ressaltou alguns pontos como (i) a importância de, mesmo em tempos de pandemia, manter o foco nos processos da empresa para que a retomada seja consistente e a custos controlados e (ii) a maior colaboração entre fornecedores e clientes das empresas. Além disso, dois outros pontos importantes relacionados a serviço chamaram a atenção. O primeiro foi em relação ao e-commerce, tema que Rodrigo vê como uma alavanca de crescimento do negócio, e os enormes impactos nas operações que o crescimento deste canal poderá trazer. E em segundo, a importância da disponibilidade para a prestação de serviço. Não somente pela necessidade de garantir alimento para as pessoas, mas também porque, em tempos de Covid-19, em que há desafio de abastecimento nas cadeias de suprimentos, quando concorrentes entram em stock-out é o melhor momento para a empresa ganhar market-share. Aumentando sua presença em gôndola e reforçando sua marca, a disponibilidade se torna a principal fonte de aumento de brand equity para as empresas, se tornando uma ação de marketing eficaz.

disponibilidade de produtos - confiabilidade - ILOS Insights

Figura 2 – A disponibilidade (contemplada na dimensão de serviço Confiabilidade) é fundamental, não somente para bens essenciais, mas para variados setores no papel de ação de marketing e crescimento de Market-share. Fonte: ILOS

Temas como o impacto do aumento do canal e-commerce, o crescimento do omnichannel e a importância de dimensões de serviço como confiabilidade serão abordados na Live que nós do ILOS preparamos para discutir o Customer Service na Nova Realidade no dia 01/06 (2ª feira) às 10h. Participe e chame os colegas, certamente trataremos de pontos fundamentais em serviços, que impactam diferentes indústria e elos da cadeia de suprimentos.

Referencias:

Webinar “Estratégias de cadeias de bens essenciais – Desafios e Oportunidades”, da série Supply Chain em Tempos de crise, do Coppead

Impacto da pandemia na navegação de longo curso


A pandemia provocada pelo novo coronavírus trouxe muitas mudanças para o mercado. O confinamento de grande parte das pessoas, por vezes paralisando completamente os serviços (como nos lockdowns na China, Itália e Espanha), fez com que o comportamento da demanda mudasse bruscamente em diversos setores. Olhando especificamente para a cadeia logística, percebe-se que a demanda por transporte foi afetada pela pandemia em praticamente todos os modais. Inclusive o modal aquaviário, que demorou um pouco mais para sentir os efeitos no Brasil, principalmente nas navegações de longo curso.

desbalanceamento de contêineres - ILOS Insights

Figura 1 – Comparação da movimentação de contêineres de longo curso entre os anos de 2019 e 2020. Fonte: ANTAQ; Análise ILOS

 

Como mostrado na figura acima, percebemos que a demanda estava razoavelmente controlada em relação a 2019, porém com uma nítida tendência de queda, com o mês de março fechando 4% inferior ao mesmo mês do ano passado, e com uma queda de 8% em relação ao mês de fevereiro. Esta primeira queda de demanda tem muita relação com a paralisação da China, onde houve bloqueios de vias, quarentenas e fechamentos de fábricas, o que dificultou muito a chegada das mercadorias até os portos, causando o cancelamento de viagens até os portos chineses por parte dos armadores, e bagunçando os serviços de navegação.

Como alguns serviços vindos da China podem ter duração de até um mês, houve um efeito tardio da queda de demanda, sentida principalmente no mês de março. Por conta disso, também houve um desbalanceamento de contêineres nos portos, já que os serviços não estavam realizando todas as paradas previstas, causando acúmulo de contêineres na China e uma escassez no restante do mundo, incluindo o Brasil. Segundo a Maersk, três dos maiores portos chineses (Xangai, Ningbo e Xingang) acumulavam contêineres refrigerados carregados com frutas, legumes e carnes, contêineres estes que seriam importantes para escoar a produção de carne brasileira.

No meio de março e ao longo do mês de abril, a situação começou a se normalizar, com o controle da doença na China e consequente retomada das viagens, não apenas com contêineres carregados, mas também com contêineres vazios para balancear os serviços de navegação. Porém, a situação do covid-19 na Europa se agravou e mais entraves apareceram, levando alguns países a adotarem a quarentena provocando nova queda de demanda, dessa vez em serviços vindos da Europa.

Para complicar, o Brasil também se tornou foco da pandemia de covid-19, fazendo com que a população adotasse a quarentena, agravando a demanda de muitas empresas, fechamento indústrias e varejistas, e consequentemente, reduzindo as importações para o país. Em paralelo, a cotação do dólar alcançou patamares recordes, o que também contribuiu para a queda no volume das importações. Em consequência, houve acúmulo de contêineres cheios no Brasil, pois muitos importadores passaram a retardar a nacionalização das cargas por conta do câmbio da moeda norte-americana, além de muitos destes produtos terem sua demanda totalmente derrubada, já que o foco do consumo acabou mudando drasticamente. A retração das importações no Brasil já levou os armadores a cancelarem 12 embarques para o país nos próximos três meses, sendo dois embarques cancelados no mês de maio, sete no mês de junho e três no mês de julho.

Por outro lado, houve um crescimento no último trimestre das exportações, impulsionadas principalmente pelo patamar do dólar, que levou, segundo dados do Ministério da Agricultura, a um aumento de 9,4% da exportação de carnes, em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, somando 1,68 milhão de toneladas. Além disso, para cargas granel, tivemos uma safra recorde de grãos que também impulsionou a exportação.

Apesar disso, já no mês de abril o desbalanceamento de contêineres se mostrou um gargalo para escoar a produção nacional, o que levou a Maersk a realizar a transferência de 1,8 mil contêineres refrigerados para o Brasil, a fim de suprir a demanda da exportação de carnes, frutas e legumes. Mesmo com essa ajuda, como dito anteriormente, após o mês de abril a situação se agravou para alguns países, e com isso já foi anunciado o cancelamento de 12 viagens para o Brasil, o que torna esperado que haja também uma queda da exportação de contêineres para os próximos meses.

Os problemas acima relatados não são de exclusividade do Brasil, no restante da América e na Europa a situação é muito similar, com a paralisação da economia e produtos sem demanda, temos portos abarrotados de contêineres que, segundo a Associação Internacional de Portos (IAHP), já se tem hoje locais sem nenhum espaço para armazenagem. Dada essa situação, a importação no mundo já caiu aproximadamente 15%, e ainda se espera uma queda de 30% para os próximos meses.

É necessário que a navegação tente ao máximo mitigar os problemas relatados, visto que um fluxo de transporte marítimo saudável é de suma importância para garantir disponibilidade de bens de consumo essenciais ao redor do globo, além de auxiliar na recuperação da economia. Possíveis ações como facilitar o armazenamento de bens de consumo ou até mesmo adiantar o processo de recebimento de cargas refrigeradas, torna os contêineres disponíveis para a circulação mais rapidamente, o que pode ajudar a manter o transporte marítimo num patamar mais saudável.

Referências:

Valor Econômico – Portos mantêm operação e avaliam gargalos

Valor Econômico – Coronavírus provoca nova queda de atividade em portos do Brasil

Valor Econômico – BTP adia aumento de preços e renegocia com clientes

Valor Econômico – China cancela 12 embarques ao Brasil até julho

O Estado de S. Paulo – Portos de todo o mundo sentem a parada chinesa

JOC – Threat container cargo imbalance covid-19 build

Fresh Fruit Portal – Container imbalance worsened by covid-19

Fresh Fruit Portal –  Global container shipments set to fall 30% in next few months

Inside Logistics – Fiata urges attention to container imbalance

Globorural – Empresa envia 18 mil contêineres para Brasil exportar carnes e frutas

Como realizar ajustes no planejamento da demanda no pós-pandemia


O planejamento da demanda, em tempos de Covid-19, sofreu um impacto gigantesco. Muitas empresas que perceberam variações não esperadas em suas demandas, ora para cima (produtos sanitizantes, alimentos prontos), ora para baixo (passagens aéreas, turismo), tiveram que desligar seus algoritmos e repensar o processo de planejamento, tentando “olhar para o futuro” e esquecer um pouco os dados históricos. Ao fim da quarentena, o processo de planejamento deve retornar ao “novo normal”, e ajustes nos dados históricos serão necessários.

Figura 1 – Durante a pandemia, o planejamento de demanda teve que ser ajustado, visto que os dados passados de vendas não refletem os efeitos durante a pandemia. Após a crise, ajustes precisarão ser feitos nos dados históricos para o retorno do processo normal. Imagem: Jan Vašek por Pixabay

Para lidar com essa mudança sem precedentes no comportamento da demanda, nós do ILOS fizemos uma Live no início de maio para discutir quais ajustes no processo de planejamento da demanda precisariam ser feitos durante e após a pandemia e as tendências prevalentes para o futuro. Um ponto discutido e fundamental é: em que momento devemos considerar o retorno ao processo tradicional de planejamento? E quais ajustes precisam ser feitos nas séries históricas, para podermos retornar ao uso dos algoritmos de previsão?

Para saber em que momento devemos retornar ao processo mensal de planejamento da demanda, sugerimos o cálculo e acompanhamento do coeficiente de variação (CV) diário (ou semanal) das curvas de demanda dos produtos. O coeficiente de variação é a razão entre o desvio padrão médio e a demanda média, de maneira que é um indicador da variabilidade da curva de demanda. Durante a pandemia, o CV aumentou muito, visto que houve grande variabilidade na demanda, portanto é de se esperar que, com o fim da pandemia, este indicador retorno aos valores anteriores. Este, portanto, é um indicativo que o retorno ao processo original pode ser realizado (Figura 2).

ajustes no planejamento da demanda - ILOS Insights

Figura 2 – O cálculo do CV das séries históricas indica o momento de retornar ao uso dos algoritmos de previsão de vendas. Fonte: ILOS

Para o ajuste das séries históricas, é importante entender os componentes das séries de vendas (nível, tendência, ciclo e sazonalidade) e analisar qual será o comportamento futuro da série, de acordo com as expectativas e aferições de mudança no padrão de consumo de determinados produtos, categorias e segmentos. Por exemplo, no caso de papel higiênico, em que houve um aumento momentâneo nas vendas, porém com o padrão de consumo mantido, um ajuste na sazonalidade da série deve ser suficiente. Comparar o índice sazonal do mês em anos anteriores com o fator sazonal de março/20 é uma forma de definir qual o fator multiplicativo deverá ser aplicado nos dados ao longo da crise. Este mesmo procedimento pode ser aplicado para demandas que sofreram quedas abruptas, em que se espera o retorno ao patamar anterior de vendas após a crise do coronavírus.

Já para produtos sanitizantes, também ocorreu um aumento abrupto nas vendas pela necessidade de higienização constante, porém é de se esperar um patamar de vendas superior àquele visto antes da pandemia, pois as pessoas passarão a se preocupar mais com limpeza e higiene. Neste caso, será necessário fazer, além do ajuste da sazonalidade para tratar deste pico de vendas durante a crise, uma correção no nível na série de vendas, pois o padrão de consumo levará a uma maior utilização do produto, de maneira perene (Figura 3).

ajustes no planejamento da demanda - ILOS Insights

Figura 3 – Ajuste de baseline para produtos cuja demanda foi afetada pelo novo coronavírus. Fonte: ILOS

Acompanhar o coeficiente de variação das séries históricas para definir em qual momento devemos retornar ao processo de planejamento tradicional, identificar o comportamento da demanda na nova realidade e realizar os ajustes necessários será fundamental para sair da crise com um processo de planejamento da demanda regularizado. Vale conferir a nossa live para entender quais tendências são esperadas para a demanda no futuro, e como reavaliar o processo de planejamento ao longo da crise.

O uso do blockchain na luta contra a covid-19



Algumas tecnologias utilizadas para conter a disseminação do covid-19, como o blockchain, já foram tema de posts dos consultores Henrique Alvarenga e Thatiana Nomi aqui no ILOS Insights. Ambos apresentaram iniciativas que estão sendo empregadas ao redor do mundo para ajudar a garantir o isolamento e distanciamento social, tais como rastreamento por drone e utilização de wearables. Contudo, um tema polêmico tem sido levantado quando se trata do emprego de tecnologias como estas.

blockchain - ILOS Insights

Figura: O uso do blockchain na luta contra a covid-19. Fonte: Launchpresso em Unsplash

A China, país onde se originaram os primeiros casos de covid-19, hoje tem a situação sob controle e já dá os primeiros passos para retornar gradualmente a normalidade. Para conseguir isso, o governo chinês adotou diversas medidas de controle do fluxo de pessoas utilizando tecnologia, como por exemplo sistemas de reconhecimento facial. E por que não adotar medidas semelhantes no restante do mundo, haja visto a dimensão e criticidade que a doença tomou ao redor do planeta? Medidas como estas esbarram no direito à privacidade, que é um dos pilares das democracias liberais, regime adotado em ampla maioria dos países ocidentais.

Pensando em questões como essa, uma outra tecnologia tem sido aplicada na luta contra a covid-19: o blockchain. Há alguns anos, comentei sobre o uso desta tecnologia como forma de auxiliar a gestão da cadeia de suprimentos. Hoje, a adoção dessa tecnologia já é discutida e utilizada por diversas empresas mundo afora e, mais recentemente, tem sido usada por startups para auxiliar no combate ao coronavírus também.

A Open University do Reino Unido, por exemplo, lançou um protótipo de um app que certifica os resultados dos testes de imunidade à covid-19 usando blockchain e “pods” – um acrônimo para Personal Online Data Stores (armazenamentos de dados pessoais online, em tradução livre). O projeto visa capacitar os profissionais de saúde e outros a produzir um passaporte de imunidade para que possam retornar ao trabalho. Os testes seriam realizados por médicos ou farmacêuticos, e, se a pessoa tivesse anticorpos e provasse a sua identidade, seria emitido um passaporte de imunidade digital. Mas como garantir que uma pessoa não irá adulterar um passaporte de outra pessoa para usar para si? É para isso que o blockchain é usado. Quando o passaporte de imunidade é criado e adicionado ao Pod (uma loja de ‘dados online pessoais’ que não está atrelada e nem é controlada por nenhum aplicativo), uma impressão digital do certificado de imunidade seria armazenada ao sistema e não poderia ser fraudado, uma vez ela seria validada por consenso e teria inúmeras cópias distribuídas em uma rede descentralizada.

No Brasil, a startup Blockforce desenvolveu a plataforma Desviralize, que utiliza o blockchain para monitorar infectados pelo Covid-19. Segundo o próprio site da iniciativa, o Desviralize foi desenvolvido com a proposta de orientar o monitoramento epidemiológico a partir das informações dos próprios cidadãos e em troca oferecer a eles o quadro geral e em tempo real de suas próprias redes de relacionamento. Cada cidadão pode acompanhar no mapa a situação da sua rua, bairro e cidade, a evolução dos sintomas de todos com os quais se relaciona e com redes de relacionamentos de seus contatos diretos. De posse dessa informação atualizada e descentralizada, as autoridades e a própria população seriam capazes de tomar decisões e agir de forma mais assertiva durante a pandemia. A solução tem como premissa a lógica do compartilhamento em rede e a segurança e a autenticidade dos dados é garantida por meio dos registros públicos, imutáveis e anônimos pela utilização de registros via blockchain. Para que a iniciativa Desviralize seja eficiente, é preciso, no entanto, que haja adesão da população, com um número maior de pessoas respondo ao questionário e aumentando a base de informações. Para saber mais detalhadamente como funciona sobre esta iniciativa, veja o vídeo a seguir.

Vídeo: Funcionamento do Desviralize. Fonte: Canal do Tales Gomes

Essas são apenas duas iniciativas desenvolvidas para ajudar a população neste momento de pandemia e que utilizam a tecnologia blockchain para garantir segurança e anonimato das informações.

Apesar do seu enorme potencial, o blockchain ainda tem alguns desafios a serem superados antes de ser adotado em maior escala, como o seu alto custo de implementação, a falta de maturidade da tecnologia, a ineficiência por conta da sua forma de operação, a lentidão em momentos de grande quantidade de usuários na rede e a dificuldade de integração com outros sistemas. Contudo, como toda nova tecnologia, a expectativa é que progressivamente os obstáculos sejam superados e o blockchain faça cada vez mais parte da vida das empresas e pessoas.

Referências:

Startup usa blockchain para monitorar infectados pelo coronavírus

– Nasdaq adopts Corda Enterprise blockchain for digital assets exchange software

– Novo aplicativo para covid-19 combina blockchain e ferramenta de privacidade criada pelo inventor da internet

– Desviralize

– Startup usa blockchain para monitorar infectados pelo coronavírus

– Desviralize, blockchain no controle do avanço do coronavírus

– Disadvantages of blockchain

Soluções IoT para promover o distanciamento de funcionários


No fim de março, divulgamos uma série de ações com o objetivo de minimizar o risco de contaminação nas operações: além das recomendações básicas de higiene e uso de equipamentos de proteção, é possível estruturar e escalonar equipes para minimizar o contágio entre funcionários. Além dessas adaptações no planejamento de equipes e na rotina das operações, à medida em que alguns países planejam a gradual flexibilização das medidas de isolamento, temos visto no mundo o aumento do uso de “dispositivos vestíveis” – os wearables, como mecanismos para assegurar ao máximo o distanciamento social nos locais de trabalho.

soluções IoT - Pixabay

Figura: Soluções IoT podem ajudar a prevenir infecções e rastreá-las, mas questões de privacidade precisam ser discutidas. Imagem: Pete Linforth por Pixabay

Soluções IoT para alertar funcionários da proximidade

Em abril de 2020, uma dúzia de funcionários da fábrica da Ford em Plymouth, Michigan, se voluntariou para testar relógios que vibram quando um funcionário atinge uma distância de ~1,8 metros (6 pés) de outro. O teste faz parte de um conjunto de ações de segurança desenvolvidas para uma eventual retomada da produção. Os dispositivos são da Samsung, com software da empresa Radiant RFID, e funcionam por Bluetooth. As medidas têm sido pilotadas nas fábricas em que a Ford está produzindo respiradores.

O uso de soluções IoT (internet das coisas) tem sido cada vez mais difundido em fábricas e centros de distribuição, principalmente com objetivos de aumento de produtividade, mas também de segurança do trabalho. A Proxxi, por exemplo, é uma startup canadense fundada em 2015 que fabrica pulseiras com sensor de voltagem para detectar equipamentos energizados, com o objetivo de proteger trabalhadores contra acidentes elétricos.

A maioria dos clientes da Proxxi são das indústrias de construção e elétrica, porém, quando a crise do COVID-19 estourou, os clientes começaram a perguntar se seria possível que as pulseiras se comunicassem entre si para alertar os funcionários sobre a necessidade de distanciamento uns dos outros. Daí o desenvolvimento da pulseira Halo, que faz exatamente isso, considerando a distância de ~1,8 metros (6 pés). Com o histórico, caso descubra-se que um funcionário está infectado com o SARS-CoV-2, é possível rastrear todos com quem entrou em contato. Inicialmente, a Proxxi produziu 5 mil pulseiras, e todas já foram vendidas (cada uma a 100 dólares).

Em poucos meses, empresas de tecnologia lançaram soluções

Esses são apenas alguns exemplos, mas são muitas as empresas de tecnologia que lançaram novas soluções ou incorporaram funcionalidades relacionadas ao distanciamento nos produtos já existentes. Elas foram flexíveis e ágeis o suficiente para capturar a oportunidade de mercado, e muitas relatam que sua demanda disparou.

Na Bélgica, funcionários do Porto de Antuérpia já utilizavam pulseiras fabricadas pela Rombit (startup belga fundada em 2012), que desenvolve soluções IoT para terminais portuários, serviços marítimos e plantas petroquímicas. Os dispositivos, que eram usados para pedidos de ajuda caso um funcionário caísse na água ou algum outro acidente ocorresse, agora também alertam os trabalhadores caso cheguem a um raio de 1,5 metros de outro. No fim de abril, John Baekelmans, CEO da Rombit, disse ter recebido pedidos de até 500 empresas de 99 países, com planos de expansão da produção para que 25 mil dispositivos fossem disponibilizados em algumas semanas. Ele conta que, entre os pedidos, há muitas empresas de logística, portos e empresas do setor de construção.

A Blackline Safety, canadense fundada em 2004, fornece tecnologias de segurança no trabalho com foco em detecção de gás. No fim de abril, lançou funcionalidades de rastreabilidade de contato nos produtos existentes. A empresa incorporou relatórios para facilitar que gestores sejam capazes de avaliar se os protocolos de segurança estão sendo respeitados. Outros casos incluem a CarePredict e Guardhat (norte-americanas), Lopos (belga), RightCrowd (australiana) e Tended (inglesa).

Aqui no Brasil, uma das empresas com soluções nessa área é a LogPyx: startup mineira que desenvolve tecnologias IoT com foco no segmento logístico e de supply chain. O dispositivo da empresa, com precisão de rastreamento de 50 cm, alerta funcionários sobre a proximidade de risco e necessidade de distanciamento.

Algumas empresas também pensaram em soluções além do distanciamento e da rastreabilidade de contato entre pessoas. É o caso da norte-americana Immutouch, que lançou uma pulseira que vibra quando o usuário leva as mãos ao rosto, para evitar o toque aos olhos, nariz e boca. Os fundadores, três amigos de faculdade, reportam estar vendendo o produto próximo a preço de custo.

E a privacidade?

No caso das pulseiras da Rombit sendo usadas no Porto de Antuérpia, não há servidor central, e os dispositivos estão conectados apenas entre eles. Porém, na maioria das soluções, são geradas bases de dado granulares com o histórico de movimentação e interação dos funcionários. Implementar esse tipo de solução exige um plano muito bem estruturado, e precisa do apoio e visão da área de RH: Quais dados exatamente são gerados? Quem teria acesso aos dados?

O uso de wearables no ambiente de trabalho sempre traz a preocupação sobre a invasão de privacidade dos funcionários. Os fornecedores das tecnologias argumentam que ter um dispositivo dedicado, como pulseiras e cartões, ao invés de usar o smartphone das pessoas, ajuda a mitigar esse aspecto.

Para além do ambiente de trabalho, no dia-a-dia de todos, vemos muitos países (especialmente asiáticos) rastreando o contágio através de aplicativos nos smartphones da população. Porém, não podemos esquecer que a diferença cultural entre os países é muito grande. Algumas medidas adotadas pelo governo sul coreano, por exemplo, quebrariam leis de privacidade nos EUA. Na Alemanha, o governo planejava desenvolver internamente um sistema de rastreamento, mas alteraram a decisão e passaram a apoiar a solução sendo desenvolvida pela parceria entre a Google e a Apple.

Como é o caso da maioria das tecnologias, há um potencial benefício para todos (empresas e funcionários), mas precisamos garantir que não sejam usadas para o mal. Também é de interesse dos provedores da tecnologia desenvolver soluções de forma a prevenir o mau uso, afinal, caso haja abuso da tecnologia, não há cliente que desejará utiliza-la.

Referências:

Bloomberg – Ford Tests Buzzing Wristbands to Keep Workers at Safe Distances

Business Insider – Dock workers in Belgium are wearing monitoring bracelets that enforce social distancing – here’s how they work

IEEE Spectrum – Back to Work: Wearables Track Social Distancing and Sick Employees in the Workplace

Supply Chain Dive – Wearables could be key for worker safety as warehouses, manufacturers eager to reopen

TechCrunch – Electrical worker safety startup launches a COVID-19 workplace distance and contact tracker

Deutsche Welle – Coronavirus tracking apps: How are countries monitoring infections?

Resiliência no supply chain: lições aprendidas com os terremotos de 2011 no Japão


Em 11 de março de 2011, o Japão foi atingido pelo terremoto mais devastador da história do país, considerada a pior crise enfrentada desde a Segunda Guerra Mundial. Com magnitude de 9 graus na escala Richter, o sismo provocou um desastre nuclear em Fukushima e desencadeou tsunamis que devastaram cidades. A catástrofe resultou em mais de 15 mil mortes, 3 mil desaparecidos, destruição de cidades, estradas, pontes e barragens, falta de água e eletricidade em milhões de residências, incêndios, alagamento de plantações e centenas de milhares de pessoas foram deslocadas de suas casas. O Banco Mundial estimou um custo econômico de US$ 235 bilhões, tornando-o o desastre natural mais caro da história.

resiliência no supply chain - ILOS Insights

Figura: Japoneses iniciaram trabalho de parceria com seus fornecedores para evitar rupturas da cadeia como aconteceram após o terremoto de 2011. Fonte: Fabrizio Chiagano no Unsplash

Na época do desastre, diversas multinacionais sentiram na pele o preço a se pagar por fragilidades em suas cadeias de suprimento. Apesar de muitas terem sido capazes de avaliar o impacto em seus fornecedores de 1º nível (fornecedores diretos), foram pegas de surpresa pelos efeitos nos fornecedores de seus fornecedores (aqueles de 2º e 3º nível).

Hoje, em meio ao caos da pandemia do Covid-19, os times de supply chain passam por essa mesma dificuldade: profissionais de procurement lutam para disponibilizar matéria-prima e assegurar fontes de fornecimento. Porém, em muitas empresas, a falta de informação tem feito desse trabalho uma série de tarefas reativas e carentes de coordenação.

Durante esses dias difíceis em 2011, por exemplo, funcionários da Toyota trabalharam dia e noite por três semanas para conseguir estimar o tamanho do estrago na cadeia. A produção foi interrompida por duas semanas, e reduzida por um período de mais seis meses. De lá para cá, a resiliência no supply chain tem sido trabalhada pela empresa, e em busca de mitigar os riscos associados a possíveis novos desastres.

O valor da visibilidade

O episódio de 2011 fez com que, em 2013, a Toyota iniciasse um trabalho com seus fornecedores para desenvolver o que chama de sistema “Rescue”: uma grande base de dados com o mapeamento de fornecedores de cada componente utilizado para montar um carro (são necessários cerca de 30 mil componentes para tal). A base, com 650 mil plantas de fornecedores mapeadas, permite que a empresa seja capaz de rapidamente identificar riscos de interrupção de abastecimento para gerar planos de contingência.

E esse esforço de mapeamento tem se mostrado valioso. Tempos depois, quando novos terremotos ocorreram, a empresa foi capaz de medir o impacto na cadeia com agilidade; em alguns casos, em apenas metade de um dia. Ao ter visibilidade da estrutura de sua cadeia, a Toyota é capaz de entender quais fornecedores de quais componentes, em quais locais, estão em risco, e agir o mais rápido possível para assegurar estoques e capacidades alternativas.

Por que as empresas não estão preparadas hoje?

É fato que ter o footprint de fornecimento mapeado é de vital importância para a resiliência do supply chain de uma empresa. É uma ação fundamental da mitigação de riscos na cadeia, e os gestores sabem disso. Então, por que as empresas não estão mais bem preparadas hoje?

Um dos motivos é o nível de recursos e tempo necessários para realizar esse mapeamento. Após o episódio de 2011, uma empresa japonesa de semicondutores conta que precisou empregar um time de 100 pessoas durante mais de um ano para concluir um mapeamento completo, incluindo os “subníveis” de fornecedores (fornecedores de fornecedores e assim por diante).

Um segundo motivo é o fato de que o papel de procurement é tradicionalmente medido por reduzir custos, o que é muito diferente de garantir receita. Pensando apenas no driver de custo, uma empresa pode acabar trabalhando com poucos, ou até mesmo com apenas um fornecedor para componentes relevantes. Isso pode ocorrer porque o preço de um dos fornecedores é mais atrativo, porque a empresa pode não ter volume suficiente para considerar mais fornecedores, ou quer concentrar todo o volume em um fornecedor para alcançar melhores negociações, porque quer reduzir o esforço de homologar novos fornecedores, e assim por diante. Esse raciocínio é plenamente compreensível, porém também é claro o seu trade-off de aumento de riscos.

Um terceiro motivo, que soa clichê, mas que talvez seja o mais relevante, pois permeia os outros dois, é a cultura da empresa. Um exemplo é a General Motors. Com os acontecimentos de 2011, a empresa percebeu que seu BCP (Business Continuity Planning, ou Planejamento de Continuidade de Negócio) era demasiado tático, então realizou mudanças estruturais e, hoje, a gestão de riscos no supply chain é uma função estratégica na companhia.

Um dos mecanismos utilizados pela GM são os “Blind Spot Workshops”. Nesses workshops, os executivos da empresa respondem a seguinte pergunta: “O que tira o seu sono à noite?”. Como resultado dessas reuniões de trabalho, são identificados os 30 riscos mais relevantes, e estes são delegados à líderes funcionais. Além de mudanças em processos e pessoas, a empresa também investiu em tecnologia e em ferramentas analíticas, e os esforços valeram a pena: quando um terremoto de grau 7 atingiu o Japão, a GM demorou apenas 6 horas para avaliar o impacto na cadeia.

A força da cultura na GM é tamanha que ultrapassou os processos internos, alcançando até mesmo seus fornecedores. A companhia relata que fornecedores diretos (de 1º nível) chegam a procurar a empresa quando estão preocupados com seus próprios fornecedores (fornecedores de 2º nível da GM).

Não existem atalhos

Realizar o mapeamento de fornecedores, incluindo seus subníveis, é trabalhoso, demanda tempo e recursos. Mais árduo do que o mapeamento em si, é criar o engajamento necessário com os fornecedores, e, antes de tudo, precisa partir de uma cultura interna para que tenha substância. As empresas que investem nesses tipos de esforço reforçam a continuidade do negócio, pois estão garantindo que, em algumas horas ou dias, possa-se entender como seu supply chain será impactado durante meses ou até mesmo anos. No momento em que vivemos, em que cadeias de suprimento estão dispersas globalmente, resiliência no supply chain é uma expressão que deve ser cultivada.

E a sua empresa? Como essa crise tem direcionado você e sua equipe em busca de maior resiliência no supply chain? Compartilhe conosco nas redes sociais do ILOS! Um abraço!

Referências:

Harvard Business Review – Coronavirus is a wake-up call for supply chain management

Automotive News – How Toyota applied the lessons of 2011 quake

Forbes – General Motors Embraces Supply Chain Resiliency

Reconstruction Agency – Great East Japan Earthquake

Estamos no caminho da desglobalização?


A palavra globalização está presente em nossas vidas desde os anos 90, ou até um pouco antes disso. Especificamente na economia, a quantidade de trocas comerciais entre países é um importante indicador que registra, em números, o que vem acontecendo com a globalização na prática.

O histórico de importações realizadas no mundo mostra que os países realmente passaram a contar mais fortemente com suprimentos internacionais em suas economias. Os dados do Banco Mundial apresentados a seguir trazem um histórico, desde os anos 70, do percentual de importações globais sobre o PIB total dos países. Os números indicam que em 1970 essa relação era de 13%, já em 2018 esse percentual mais do que dobrou, registrando 29% de importações em relação ao PIB global.

Embora não existam dados mais recentes, podemos aprender com o histórico dessas informações. Percebam que o percentual de importações totais sobre o PIB mundial registrou seu pico no ano 2008, atingindo 30%. No final deste mesmo ano 2008, o mundo vivenciou uma memorável crise financeira, quando vários bancos de grande porte e agências de crédito imobiliário quebraram, e os governos Americano e Europeus realizaram pacotes trilionários de socorro a seus sistemas financeiros. Em 2009, ano seguinte ao estopim da crise financeira, registrou-se uma queda tanto no PIB mundial quanto nas importações, e o percentual das importações sobre o PIB baixou de 30% para 24%.

desglobalização---importações---ILOS-Insights Figura 1: Percentual de importações sobre PIB mundial. Fonte: The World Bank. Análises: ILOS.

Assim, na atual conjuntura esperada de recessão econômica mundial por conta da COVID19, entende-se que os movimentos de trocas comerciais devem cair em 2020 e 2021, assim como aconteceu em crises passadas, visto que haverá redução do PIB mundial.

Mas além do movimento esperado de redução das importações, que irá ocorrer naturalmente por conta da redução da atividade econômica dos países, o que se discute com mais força em 2020 é a volta à nacionalização da produção. A nacionalização vem sendo avaliada por diversos países, especialmente para produtos considerados essenciais para a economia e para a saúde da população. Ficou claro o risco da quebra do suprimento internacional em momentos de crise, especialmente quando os fornecedores estão concentrados em poucos países.

Além disso, a conjuntura momentânea causada pela pandemia na logística internacional fez diminuir drasticamente a oferta de serviços de transporte de cargas entre países. Especificamente para produtos que utilizam o modal aéreo, em virtude do cancelamento de rotas, as mercadorias que se utilizavam dos porões dos aviões de passageiros para serem exportadas ou importadas passaram a ter espaço muito limitado ou depender de aviões cargueiros. Isto significa que, forçadamente, o comércio internacional diminuiu pela falta de opções de transporte, e não somente pela falta de demanda pelos produtos. Essa ruptura na logística internacional foi outro fator que despertou nas empresas e países a necessidade de repensarem seu supply chain global, considerando não apenas os custos de suprimento, mas também os riscos de interrupção do fornecimento.

Governos de diferentes países poderão, oportunamente, reestruturar suas estratégias de incentivos e buscar desenvolver e tornar competitiva a produção local de alguns segmentos considerados estratégicos. Não é um movimento fácil, pois os custos de produção podem ser muito competitivos em alguns países em detrimento de outros. Mas se esses movimentos de nacionalização realmente ocorrerem, haverá uma redução das trocas comerciais internacionais que irão além da redução natural esperada devido à queda da atividade econômica global. Este movimento representará um caminho para a desglobalização.

Não acredito na desglobalização em larga escala, mas alguns movimentos provavelmente irão ocorrer. A magnitude real de uma possível desglobalização somente poderá ser medida no médio prazo.

Referências:

Banco Mundial – Importações

Banco Mundial – PIB

O Coronavírus é a antessala da desglobalização

O mundo vive uma desglobalização?

Vídeo Asia Shipping – YouTube

Vídeo Asia Shipping – LinkeIn

 

Boa notícia do agronegócio em meio à pandemia


Os dados divulgados pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) com relação à safra brasileira de soja em grãos do primeiro trimestre de 2020 indicam movimentação superior ao mesmo período do ano passado. Esse bom resultado é comemorado pelas empresas do setor que esperam mais um ano com recorde de volume. Uma boa notícia do agronegócio em meio à pandemia da covid-19.

Agronegócio em meio à pandemia - plantação----ILOS-Insights Figura 1: Exportação crescem do agronegócio em meio à pandemia. Imagem de charlesricardo por Pixabay

No primeiro trimestre de 2020, o Brasil exportou cerca de 18,1 milhões de toneladas de grãos de soja. Esse número representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2019, quando as exportações foram de 15,8 milhões de toneladas.

Agronegócio em meio à pandemia---tabela-volume-mensal-----ILOS-Insights Figura 2: Exportação de soja em grão. Fonte: Ministério da Economia/ComexStat. Elaboração: ABIOVE – Coordenadoria de Economia e Estatística. Análises ILOS

O aumento de 2,3 milhões de toneladas foi puxado principalmente pela China. Em números absolutos os chineses compraram 1,3 milhões de toneladas a mais no primeiro trimestre de 2020, um incremento de 11% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Por outro lado, a União Europeia teve o maior crescimento em percentual, saindo de 1,4 milhões de toneladas em 2019 para 2,0 milhões de toneladas em 2020 o que corresponde a uma variação de 50%.

Como já havia mencionado em post anterior, a BR-163 contribui para um maior volume exportado pelo Arco Norte. Os portos de Barcarena e Santarém, ambos no Pará, beneficiados pela boa condição da BR-163 aumentaram significativamente seus volumes. O aumento no primeiro trimestre de 2020 em relação ao ano passado em Barcarena foi de 56%, enquanto em Santarém foi de 27%.

Agronegócio-em-meio-à-pandemia---tabela-volume-porto-----ILOS-Insights Figura 3: Exportação da soja em grão no Brasil, por porto. Fonte: Ministério da Economia/ComexStat. Elaboração: ABIOVE – Coordenadoria de Economia e Estatística. Análises ILOS

O porto de Santos continua sendo o principal do país para exportação de soja em grãos e teve aumento de 9%. Já Paranaguá cresceu 7% no período. Entre os portos do eixo sul, o que teve maior crescimento percentual foi Rio Grande, com variação de 138%.

As expectativas são boas, embora o ano de 2020 esteja marcado pela retração da economia mundial devido ao COVID19. Especialistas acreditam que o setor do agronegócio será um dos que passará pela crise sem maiores impactos.

Impactos do novo coronavírus na cadeia de Óleo e Gás


O isolamento social para contenção da propagação do novo coronavírus, de acordo com pesquisa feita pela CNT em 1º de abril, ocasionará queda no transporte no mês de abril de 40% ou mais para 58% dos entrevistados. Como consequência, o consumo de diesel, responsável por 25% do custo de transporte, também vem sofrendo drástica queda desde o mês de março. O mesmo panorama se repete para a gasolina, de forma ainda mais abrupta, com a queda da circulação de veículos de passeio. A Petrobras indica uma retração de 60% na venda de gasolina para as distribuidoras, em relação ao momento anterior à crise, e de 40% no diesel.

Para o consumidor, o impacto mais visível do vírus e do isolamento social no setor é a queda do preço nas bombas. A redução do preço do barril de petróleo é a grande responsável e ocorreu devido ao excesso de estoque mundial por queda no consumo e às disputas entre os maiores produtores.

A crise na indústria do petróleo, a maior nos últimos 100 anos, se estende por toda a cadeia de Óleo e Gás, contrariando as boas perspectivas e planos dos agentes dessa cadeia para 2020 no Brasil, frente às fortes mudanças que vinham ocorrendo, principalmente, com a abertura do mercado, a partir da venda de ativos da Petrobras.

coronavírus na cadeia de óleo e gás---ILOS-Insights Figura 1: Cadeia de Óleo e Gás. Análise: ILOS.

O Varejo é o final da cadeia de Óleo e Gás, representada pelos distribuidores e redes de postos. Do outro lado, tem-se a Exploração e Produção de petróleo ou Upstream, representado pelas grandes petroleiras e principalmente pela Petrobras. Ligando as duas pontas, tem-se a figura da Transpetro, responsável pelo transporte de petróleo entre plataformas e as refinarias, e o Refino, elo entre o petróleo e os combustíveis derivados comercializados pelas distribuidoras.

O impacto do coronavírus no Varejo

A Ipiranga, 3ª maior distribuidora do país, se deparou com redução de 33% nas vendas de diesel e de 63% nas vendas de gasolina e etanol na primeira semana de isolamento social, em linha com a redução das vendas da Petrobras. Os dados oficiais das vendas de combustíveis e biocombustíveis referentes ao mês de março, quando o primeiro caso de coronavírus foi divulgado no país e as medidas de restrição de circulação começaram a ser adotadas, serão divulgados pela ANP no final deste mês, quando então teremos estatísticas para pautar o impacto.

A empresa, juntamente com a Raízen, 2º maior player, seguiam em caminhos similares antes da crise, investindo na ampliação de lojas de conveniência. A Ipiranga, atualmente com o maior percentual de postos com lojas de conveniência de sua marca Ampm e detentora de operação logística para atendimento dessas lojas, tinha como plano abrir mais 250 lojas em 2020 a fim de crescer com capilaridade. Já a Raízen realizou uma joint venture recentemente com a Femsa, proprietária das lojas Oxxo, com plano original de abertura de lojas de rua em SP em 2020 e 500 lojas em 3 anos, e pretendia abrir 300 lojas de conveniência Shell Select em postos com a bandeira Shell por ano.

A maior distribuidora, a BR, foi privatizada em julho de 2019 com redução da participação acionária da Petrobras para 37,5%. Com a mudança na gestão, estão sendo realizados projetos de restruturação, para redução de custos e aumento da eficiência operacional. O foco na pré-crise também estava no investimento em novos negócios, como atuação como trading na importação e comercialização de derivados e etanol, e em serviços financeiros, com ampliação também de lojas de conveniência BR Mania, que trazem receita com a contratação de serviços logísticos e pagamento de royalties.

A conjuntura mudou e a corrida agora é para se ajustar à nova demanda, para um cenário que não deve mais alcançar os altos patamares de volume de 2014, e dar apoio aos seus maiores clientes, as redes de postos revendedores. Os postos sofrem ainda mais impacto na cadeia de Óleo e Gás, pois possuem baixo capital de giro e margens apertadas. Estes têm pleiteado apoio do governo e das distribuidoras para sobreviver à crise.

Dentre as reivindicações está a solicitação à ANP de desvinculação à bandeira na compra de combustíveis. Isso significa que postos de uma determinada marca poderiam comprar de quaisquer distribuidoras. Os postos de bandeira (p.e.: BR, Ipiranga e Shell) possuem custos mais altos que os de bandeira branca por, além de serem obrigados a adquirir produto da distribuidora da marca, pagarem royalties para utilização da bandeira. Essa permissão já foi concedida anteriormente à época da greve dos caminhoneiros e seria um mecanismo para redução no valor de compra do combustível. Porém, a ANP entende que a suspensão do regime vigente, além de não atacar o problema de queda de demanda, “é estruturante e exige a realização de consulta pública, uma vez que, além de afetarem direitos econômicos, também visam primordialmente à defesa de direitos básicos do consumidor”.

Os revendedores também alegam que as distribuidoras não têm repassado a redução de preço na gasolina e no diesel anunciada pela Petrobras. O reflexo é a prática de preços ainda elevados nas bombas, o que, segundo eles, prejudica ainda mais a venda. Devido à queda nas vendas que se propaga por toda a cadeia de Óleo e Gás, os estoques sendo repassados aos postos foram adquiridos a valores anteriormente praticados.

Por outro lado, as distribuidoras, como forma de preservar o negócio dos postos, têm concedido postergação e/ou parcelamento de pagamentos e postergação dos royalties no caso de postos bandeirados.

Mudanças no Refino

Diante da redução do consumo, o volume de óleo refinado está sofrendo alteração. A Petrobras alega que nenhuma refinaria irá parar a produção completamente, mas algumas unidades de processamento estão sendo paralisadas devido ao excesso de estoque. De acordo com o informado pelo sindicato de petroleiros ao Valor , no final da 1ª quinzena deste mês, a Regap (MG) já operava com menos de 40% de capacidade, a Repar (PR) com 50% e a Reman (AM) e até a maior refinaria, a Replan (SP), também podem ser afetadas.

A venda das 8 refinarias da Petrobras, responsáveis por 50% da produção nacional, foi postergada. O recebimento das propostas vinculantes ocorreria entre abril e maio de 2020. Dessa forma, até as empresas interessadas tomarem fôlego para realizar investimentos diante da crise, a Petrobras continuará com o monopólio do refino, ditando preços nos polos de oferta de produto a fim de balancear seus estoques, definindo, assim, toda a rede de distribuição do país.

A venda representa um passo importante na abertura do mercado. A Raízen e a Ipiranga vinham demonstrando interesse em participar do processo, a fim de aumentar a verticalização de suas operações e ganhar vantagens em relação aos demais competidores na região de influência dessas refinarias. A Raízen recentemente entrou no mercado de refino na Argentina, verticalizando sua operação no país vizinho. Por aqui, ela é uma das empresas mais verticalizadas do setor, por ser também sócia de usinas de etanol, da Logum Logística, operador dutoviário de etanol, e da Rumo logística, importante operador ferroviário.

A BR, impossibilitada de participar da oferta por ter 37,5% de participação acionária da Petrobras, também via a venda de forma positiva, como oportunidade de renegociar a política de preços na compra de combustível. Atualmente, mesmo sendo o maior player, não possui nenhum benefício de preço na aquisição de combustível em função de seu volume.

Acredita-se que o movimento de desinvestimento da Petrobras seja retomado após a passagem da pandemia, que trará maior estabilidade econômica para o país. Quando o plano de desinvestimento for posto em prática, haverá uma retomada da movimentação do setor, com a possível entrada de novos players, principalmente chineses, na cadeia de Óleo e Gás. A expectativa é a geração de concorrência e novos investimentos em infraestrutura de escoamento da produção, atualmente dependente da rede dutoviária da Transpetro.

Desinvestimentos na Transpetro

A empresa de logística da Petrobras realizará diversos cortes e desinvestimentos, de acordo com memorando divulgado no início do mês de abril, totalizando R$507 MM em 2020. O adiamento de manutenções de tanques e instalações está entre eles, assim como a devolução de prédios, suspensão de serviços e renegociação de contratos.

A Transpetro é atualmente gestora de diversos ativos: dutos para escoamento da produção de petróleo; dutos para movimentação de derivados a partir das refinarias para as bases das distribuidoras; terminais aquaviários e terrestres para armazenagem de petróleo e derivados; além de deter uma frota de 50 navios e realizar o abastecimento de combustível de regiões onde a produção das refinarias locais não é suficiente para suprir a demanda, como p.e. as Regiões Norte e Nordeste e o estado do Espírito Santo.

No cenário pós Covid-19, a privatização de parte ou da totalidade da Transpetro pode vir a ser discutida. Muitos funcionários da holding que estavam atuando na Transpetro retornaram à Petrobras e parte dos dutos operados pela Transpetro já estão sendo contemplados na oferta de venda de refinarias.

Redução da produção de petróleo

A China, onde a pandemia do novo coronavírus teve início, é um dos maiores importadores de petróleo. Por conta da redução da demanda pelo combustível, os países da Opep e aliados realizaram um acordo para limitar a produção do óleo, a fim de manter a cotação da commodity. A Rússia, porém, se negou inicialmente a segui-lo, gerando uma disputa com Arábia Saudita, que teve como consequência o aumento de produção pelos dois países. Após 34 dias da disputa entre os dois países, a guerra de preços se encerrou, quando os principais produtores concordaram em cortar a produção em maio e junho em 10 MM de barris por dia. Contudo, o imbróglio resultou na queda ainda mais acentuada da cotação do barril.

coronavírus na cadeia de óleo e gás---cotação---ILOS-Insights Figura 2: Histórico da cotação diária do petróleo tipo Brent. Fonte: Investing.com. Análise: ILOS.

O primeiro caso de Covid-19 foi divulgado na China em 31/12/2019. Como pode ser observado no gráfico abaixo, após essa data, o preço do barril tem caído vertiginosamente, oscilando entre US$22 e US$35 desde março, quando foi iniciada a quarentena no Brasil.

coronavírus na cadeia de óleo e gás---cotação-diária---ILOS-Insights Figura 3: Cotação diária do petróleo tipo Brent em 2020. Fonte: Investing.com. Análise: ILOS.

A redução drástica do consumo faz com que os estoques não sejam consumidos à taxa usual, gerando um excesso de oferta e sobre-estoque global. Se a redução na produção não acompanhar a queda na demanda, não haverá tancagem suficiente para armazenar toda a produção.
O excesso de petróleo produzido e não consumido está sendo estocado em volumes recordes em navios petroleiros, a um custo diário de US$350 mil por embarcação, como tancagem adicional às já esgotadas em terra.

Nesta semana, vimos a cotação do barril americano WTI para o contrato de maio, que venceu no dia 21 de abril, recuar mais de 300% na véspera, encerrando a um preço negativo pela 1ª vez na história. Os traders estavam dispensando seus contratos para evitar a entrega do petróleo produzido, ou seja, pagando para não entregar. Isso ocorreu porque o petróleo do tipo WTI precisa ser entregue e armazenado na cidade de Cushing, no estado de Oklahoma, EUA, onde há pouca ou nenhuma capacidade disponível. Eles passaram então a comprar contratos com vencimento em junho, na faixa dos US$20 o barril. O mesmo não acontece com o Brent, petróleo mais negociado e referência de mercado, pois o óleo pode ser entregue offshore onde houver capacidade de estocagem, não limitando, dessa forma, a operação de escoamento da produção.

Para que o preço do barril não caia ainda mais, prejudicando as petroleiras mundialmente, e a capacidade máxima de estocagem do óleo não seja atingida, a solução é a redução da produção.

Nessa linha, a Petrobras anunciou corte na produção de 200 mil barris/dia no final de março e publicou novos cortes em 1º de abril, como paralização de campos de produção, postergação de desembolso de caixa, redução de custos etc, como medida para preservação da companhia. As paralizações atuais já atingem 62 unidades.

De acordo com reportagem da Brasil Energia, inicialmente, na operação offshore, a Petrobras decidiu priorizar as negociações com empresas que prestam serviço de fornecimento de FPSOs, sondas e barcos de apoio. As ações para contenção de custos envolvem diferimento parcial de pagamento, paralisação de algumas unidades, redução de taxas diárias e até suspensão temporária dos contratos. As ações visam aliviar o caixa da companhia em 2020.

É prudente que as empresas considerem o preço do barril médio histórico , na faixa dos US$42, assim como o governo na estimativa de royalties e participações do setor público. Além disso, é saudável retomar as reformas, privatizações e demais ações para estimular a maior competição e busca por eficiência no mercado em cenário pós-crise.

Além da infraestrutura e logística: o impacto sob a ótica da saúde

As empresas da cadeia de Óleo e Gás já são conhecidas por forte políticas de segurança, meio ambiente e saúde. O produto e a operação em si envolvem certo grau de periculosidade e dano ao meio ambiente e saúde. Porém, com o risco de contágio pelo novo coronavírus, principalmente em ambientes que exigem confinamento como plataformas, algumas medidas foram tomadas para proteger os profissionais dessa indústria:

• Funcionários que desempenham funções administrativas estão atuando de home office. A Ipiranga, por exemplo, destacou que está realizando a contratação de psicólogos para apoio aos funcionários no novo formato de trabalho.

• As escalas de embarque nas plataformas da Petrobras aumentaram de 21 para 28 dias, com 14 dias de folga. Dessa forma, os trabalhadores offshore permanecem hospedados em um hotel por 7 dias, em quarentena, antes do embarque, e os que apresentarem sintomas característicos da Covid-19 serão impedidos de embarcar, a fim de reduzir a chance de contaminação a bordo.

• Algumas unidades também tiveram o efetivo reduzido de forma preventiva