Preço do frete retorno entre regiões do Brasil – o efeito da Lei da Oferta e Demanda

Conforme a Maria Fernanda Hijjar mencionou no post do dia 06/02/2018, o assunto mais falado pelos executivos de logística das empresas neste início de ano é Transporte: dificuldade de contratação e o aumento do preço de frete.

Dando continuação ao assunto, aproveito para falar sobre a variação das tarifas de frete entre as regiões do país. Essa variação se deve ao efeito da Lei da Oferta e Demanda estudada em Economia: onde há muita oferta de transporte o preço cai e onde há muita demanda por transporte o preço sobe.

Observa-se claramente essa tendência quando comparamos o preço de frete com origem nas regiões Sudeste e Sul para as demais regiões e o fluxo inverso. Regiões com alta concentração de zonas industriais, a fim de escoar a produção, demandam mais veículos que o resto do país. Como a oferta é limitada, o preço sobe nessas regiões.

Por outro lado, os veículos que realizam o transporte dessas regiões para locais com baixíssima demanda por transporte terão pouca carga para retornar para a localidade de origem. Como forma de remunerar a viagem de retorno, o transportador cobra valores às vezes até inferior ao custo da viagem. Esse tipo de frete é nomeado “frete retorno”.

Para ilustrar esse comportamento, apresento no gráfico a seguir a comparação do valor médio de frete para carga seca em R$/mil TKU entre regiões, para viagens acima de 300 km, em veículo completo de grande porte (tipo carreta e bitrem), sem fracionamento.

As informações são de fretes reais negociados, extraídos da ferramenta online do Painel de Fretes ILOS, desenvolvida para comparar o frete negociado por grandes embarcadores do país.

 

Preço do Frete Rodoviário nas Rotas por Região (R$/mil TKU) e % de redução de preço nas rotas de retorno*

Fonte: Análises dos dados do Painel de Fretes ILOS (Fev 2018)

 *Considera transporte de carga seca (não inclui granéis) em caminhões de grande porte (tipo carreta e bitrem), para viagens acima de 300 km, em veículo completo sem fracionamento.

 

Nota-se que o frete a partir da região Sudeste para as demais regiões chega a decrescer até 29%. A região Sul, também de alta demanda de transporte, possui frete retorno com até 17% de redução frente ao de ida para a região Nordeste.

As informações são de fretes reais negociados, extraídos da ferramenta online do Painel de Fretes ILOS, desenvolvida para comparar o frete negociado por grandes embarcadores do país.

 

Preço do Frete Rodoviário nas Rotas de/para São Paulo (R$/mil TKU) e % de redução de preço nas rotas de retorno*

Fonte: Análises dos dados do Painel de Fretes ILOS (Fev 2018)

*Considera transporte de carga seca (não inclui granéis) em caminhões de grande porte (tipo carreta e bitrem), para viagens acima de 300 km, em veículo completo sem fracionamento.

 

Para o estado de São Paulo, o maior produtor, as reduções são ainda mais significativas, atingindo 44% no retorno a partir do Centro-Oeste. A redução média do frete retorno para o estado de São Paulo é de 37%.

Se sua empresa contrata transporte rodoviário, você pode comparar suas tarifas negociadas com outras empresas de forma detalhada, por tipo de carga, UF, região, tipo de veículo, grau de fracionamento, faixa de quilometragem e até mesmo rotas específicas. Sua empresa ainda não está no Painel de Fretes? Clique aqui  para mais informações ou entre em contato com nossa equipe.

 

Referências:

Painel de Fretes ILOS

Desafios da contratação de transportadores em 2018

Preços de frete rodoviário no Brasil – Diferenças regionais