Condomínios Logísticos no Brasil têm 25% de áreas vagas

A ocupação das áreas em condomínios logísticos e industriais no Brasil registrou com bastante ociosidade em 2016. Segundo relatório divulgado pela Buildings[i], o mercado brasileiro apresentou 25% de vacância, que é o total de área vaga sobre o total de área locável do país. Essa ociosidade subiu em relação à períodos anteriores por dois motivos: lançamentos de novos empreendimentos que aumentaram o total de estoque de área disponível e devoluções de espaços anteriormente locados.

Movimentos de devolução de áreas locadas são frequentes nas empresas em períodos de recessão econômica, pois elas acabam reduzindo espaços de armazenamento desnecessários para o nível de atividade da companhia.

Pelo lado dos investidores imobiliários, entretanto, a decisão a respeito do investimento em um novo empreendimento é uma aposta para o futuro, visto que a construção envolve tempo de planejamento e de obra, além da quantificação do preço dos terrenos, dos imóveis e dos custos de construção. Para os investidores, os períodos de baixa na atividade econômica muitas vezes costumam ser bastante atrativos.

Mas a decisão de onde investir não é simples, e não pode se basear apenas na vacância média do país. É preciso entender a localização dos empreendimentos, pois se algumas regiões estão ociosas, outras podem estar necessitando de novas áreas. Além disso, o preço de locação é um forte fator de influência, pois os valores a serem cobrados por metro quadrado variam bastante no país (de R$ 5 a R$ 45 por m2 por mês).

A figura a seguir mostra graficamente os estados mais bem supridos e menos supridos de condomínios industriais, assim como o preço máximo cobrado por metro quadrado por mês.

Fonte: Buildings 2016 – Regiões do Brasil; Análises ILOS

 

É importante ressaltar que, mesmo dentro de um único estado, algumas microlocalizações podem ser muito diferentes de outras. Como exemplo dessa diferença, os dados da Buildings mostram que a taxa de vacância dos condomínios localizados na Dutra (SP) é de 34%, enquanto na Regis Bittencourt (SP) é de 14%.

As expectativas para 2017 para locação de espaços em condomínios logísticos acompanham as expectativas econômicas do país. Alguns empresários de empresas gestoras de galpões falaram ao jornal Valor Econômico que o mercado do primeiro trimestre de 2017 já traz alguns sinais retomada. Parece que 2017 será um ponto de inflexão da curva, que deve parar de piorar, andar um pouco de lado ou até ensaiar um crescimento.

 

[i] www.buildings.com.br